É como se de repente, se tornassem meras cascas superficiais, restos mortais de sumo espremido, daltónicos, sem qualquer profundidade ou misticismo... totalmente frios e opacos! sem brilho, sem interesse! desviados para o mundo todo menos para quem os observa... Deixei de conseguir envolver-me neles durante horas mergulhada numa água onde apenas eu podia nadar! Mas mais uma vez, nada é apenas meu, exclusivo de mim e quem sabe de ti!
Perdi-os. Perdi-me e Perdi-te... porque na verdade eu nunca te encontrei.
-me e -te, mais distantes, mais inexistentes do que nunca!
sexta-feira, 4 de maio de 2012
terça-feira, 1 de maio de 2012
Sem brilho
Não. Eu não sabia.
Eu não pretendia. Eu não queria...
Podia dizer que já nem essas paredes e muros sinto, ou o peso deles quando caiem sobre mim e me esmagam sem estalar, ou a escuridão desencadeante das estrelas que me cegam enquanto fico estendida e caída sem saber o que fazer, o que pensar, o que ser e sentir! Que não distingo o sol da lua pois ambos perderam o único brilho que os distingue enquanto o chão que os reflecte volta a arranhar-me a face e a dizer-me que a vida não quer saber do que merecemos ou não! Não... Eu não merecia que tivesse sido assim! Bolas não merecia!...
Tudo rodava por dentro e por fora, tudo se descreveu em gritos e pânico e choro e riso... Não. Eu não sabia. Eu não sabia o que estava a fazer e já era tarde para controlar...
E mais uma vez, e mais esta vez. É a mim que está a doer...
Eu não pretendia. Eu não queria...
Podia dizer que já nem essas paredes e muros sinto, ou o peso deles quando caiem sobre mim e me esmagam sem estalar, ou a escuridão desencadeante das estrelas que me cegam enquanto fico estendida e caída sem saber o que fazer, o que pensar, o que ser e sentir! Que não distingo o sol da lua pois ambos perderam o único brilho que os distingue enquanto o chão que os reflecte volta a arranhar-me a face e a dizer-me que a vida não quer saber do que merecemos ou não! Não... Eu não merecia que tivesse sido assim! Bolas não merecia!...
Tudo rodava por dentro e por fora, tudo se descreveu em gritos e pânico e choro e riso... Não. Eu não sabia. Eu não sabia o que estava a fazer e já era tarde para controlar...
E mais uma vez, e mais esta vez. É a mim que está a doer...
sexta-feira, 27 de abril de 2012
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Ingenuamente
Há uma altura da vida em que percebemos que as papas já não nos fazem crescer de todo e o colo seja de quem for já não nos protege de nada... os limites vão sendo impostos em rigorosamente TUDO, Porque é mesmo assim.
ingenuamente ridícula!
parece que as marteladas ainda não chegaram...
ingenuamente ridícula!
parece que as marteladas ainda não chegaram...
-Me e -Te
E foi então que depois de bater com o nariz na porta de vidro que nem tremeu e ainda se riu de mim depois de afinal nem sequer sair do meu caminho deixando-me a sangrar por dentro e por fora durante horas não da pancada mas da ridicularidade de mais uma vez ter sido eu a quebrar e a estalar por acreditar em algo que nunca tive!... depois disso... já em ressaca, vi lentamente essa barreira invisível deslocar-se para a direita abrindo-se sim, dando-me a certeza de que não voltava a bater.... É claro que não acreditei, e ilusões durante o período de recuperação já eu tive muitas! Mas estava ali assim aberta, indiscutivelmente!... avancei não porque acreditava mas porque sentia... como um cego que sabe a cor que está debaixo do dedo não porque a vê mas porque a sente...
e como é bom sentir!...
-me e -te assim.
e como é bom sentir!...
-me e -te assim.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Só porque assim
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Bem mais
'Nem bom nem mau'.
E sem dúvida que era bom, que merecia esse bom! E é bom. Não novamente esse irritante e cínico 'suficiente'. Mas afinal qual é o critério para algo ser suficiente se nunca somos bons o suficiente??? O que é ser bom o suficiente? o que realmente significam dois algarismos depois de tanto trabalho, esforço, empenho e dedicação...
Não é mais ou menos... era mais! bem mais. Ponto final.
E sem dúvida que era bom, que merecia esse bom! E é bom. Não novamente esse irritante e cínico 'suficiente'. Mas afinal qual é o critério para algo ser suficiente se nunca somos bons o suficiente??? O que é ser bom o suficiente? o que realmente significam dois algarismos depois de tanto trabalho, esforço, empenho e dedicação...
Não é mais ou menos... era mais! bem mais. Ponto final.
sábado, 7 de abril de 2012
Hoje sonhei que tinhas morrido.
Não foi um sonho qualquer... Nem sequer costumo sonhar, assim. Mas nunca é agradável quando é com a morte de alguém, muito menos por quem já tomámos por garantido, por quem pensamos ter todo o tempo do mundo para dizer o que nunca dissemos, o que nunca será dito... até ali! Até ao momento em que acordo e olho para o relógio e percebo que o tempo voltou a ser meu e que nada foi de facto real... nunca nada foi realmente real, nem sequer na realidade quanto mais num sonho!...
Sentira que voltara a amar-te só pelo simples facto de te ter perdido, 'para sempre'. E eu nunca te amei. Mas... foi só um sonho, felizmente. Tal como todos aqueles em que me beijas docemente a orelha e sussurras calmamente: "Está tudo bem... Eu continuo aqui.". Só pelo simples facto de teres ficado...
Não foi um sonho qualquer... Nem sequer costumo sonhar, assim. Mas nunca é agradável quando é com a morte de alguém, muito menos por quem já tomámos por garantido, por quem pensamos ter todo o tempo do mundo para dizer o que nunca dissemos, o que nunca será dito... até ali! Até ao momento em que acordo e olho para o relógio e percebo que o tempo voltou a ser meu e que nada foi de facto real... nunca nada foi realmente real, nem sequer na realidade quanto mais num sonho!...
Sentira que voltara a amar-te só pelo simples facto de te ter perdido, 'para sempre'. E eu nunca te amei. Mas... foi só um sonho, felizmente. Tal como todos aqueles em que me beijas docemente a orelha e sussurras calmamente: "Está tudo bem... Eu continuo aqui.". Só pelo simples facto de teres ficado...
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Contemplação
Há momentos em que sentimos que nem depois de uma vida inteira ou de anos de certezas e incertezas, de decisões, nos conhecemos realmente.
Há dias em que me desconheço e me incerto... em que me surpreendo e dou por mim a sentir sem mim. Ou com 'mim'... se calhar é mesmo esse o problema, negar estar em mim e apenas comigo. Aprendi desde muito cedo a fingir e a ver tudo pelo melhor lado, é isso que ensinam às crianças nas escolas, desde que aprendemos o primeiro 'ai'. E há quem seja criança a vida toda.
Mas há coisas que não se aprendem. Há coisas das quais gostar não chega e aprender não é suficiente... é preciso criar. Inventar. Ser diferente. E apaixonei-me por um mundo onde somos obrigados a isso mesmo para sermos algum dia 'bons' o suficiente... Há quem ache que isso é uma barreira invisível. Tal como a felicidade... nunca seremos bons o suficiente, nunca seremos felizes o suficiente... Queremos sempre mais do que somos e do que é possível. A vida é feita de momentos felizes, bons ou maus... mas a felicidade é vista como uma meta e não um estado... acho que é por isso que existem pessoas infelizes.
Acho que é cedo para desistir.
Se gosto e tenho aprendido, então devo continuar. Não me identifico em mais lado nenhum, em mais nenhuma área. De alguma forma pertenço ao que optei e faço parte disso e já não me imagino noutro lado...
Ainda tenho tempo para mais tarde optar por algo mais e mudar o que quero "aprender" e aprender o que é "aprendível" caso não seja de facto boa o "suficiente" no que tenho simplesmente de saber, sem que alguém me ensine... Se não for boa o suficiente para satisfazer essa sede da sociedade de se criar algo novo e diferente que fará todos os olhos, até os mais exigentes, contemplarem, como só se contempla unicamente sendo pela primeira vez.
Por enquanto contemplo-me sozinha.
Chega? ...Talvez.
Há dias em que me desconheço e me incerto... em que me surpreendo e dou por mim a sentir sem mim. Ou com 'mim'... se calhar é mesmo esse o problema, negar estar em mim e apenas comigo. Aprendi desde muito cedo a fingir e a ver tudo pelo melhor lado, é isso que ensinam às crianças nas escolas, desde que aprendemos o primeiro 'ai'. E há quem seja criança a vida toda.
Mas há coisas que não se aprendem. Há coisas das quais gostar não chega e aprender não é suficiente... é preciso criar. Inventar. Ser diferente. E apaixonei-me por um mundo onde somos obrigados a isso mesmo para sermos algum dia 'bons' o suficiente... Há quem ache que isso é uma barreira invisível. Tal como a felicidade... nunca seremos bons o suficiente, nunca seremos felizes o suficiente... Queremos sempre mais do que somos e do que é possível. A vida é feita de momentos felizes, bons ou maus... mas a felicidade é vista como uma meta e não um estado... acho que é por isso que existem pessoas infelizes.
Acho que é cedo para desistir.
Se gosto e tenho aprendido, então devo continuar. Não me identifico em mais lado nenhum, em mais nenhuma área. De alguma forma pertenço ao que optei e faço parte disso e já não me imagino noutro lado...
Ainda tenho tempo para mais tarde optar por algo mais e mudar o que quero "aprender" e aprender o que é "aprendível" caso não seja de facto boa o "suficiente" no que tenho simplesmente de saber, sem que alguém me ensine... Se não for boa o suficiente para satisfazer essa sede da sociedade de se criar algo novo e diferente que fará todos os olhos, até os mais exigentes, contemplarem, como só se contempla unicamente sendo pela primeira vez.
Por enquanto contemplo-me sozinha.
Chega? ...Talvez.
domingo, 1 de abril de 2012
Perder

E de repente apertou cá dentro.
Aquele aperto tão único que já senti demasiadas vezes... Essa sensação de que vou perder a qualquer momento. Esse medo de simplesmente ir-se embora sem qualquer justificação!... essa falta de resposta, esse abandono, essa traição já tão sentida... Essa ausência sem sentido! Esse medo sem motivo...
talvez.
Foi só um susto... como um sonho mau e não um pesadelo...
Não te preocupes.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Sentido
Tem de ser novo para o mundo e não para nós... Mas se for novo para nós e não para o mundo, como o poderíamos sequer saber?
Continuo sem saber o que lhes fazer!
Parece tão bom, tão envolvente... que vontade de saber mais! mas resume-se à... obsessão? Ou talvez... medo? ai outra vez?! Mas porquê! Ai que idiota seria se abri-se de novo a porta e o deixasse entrar! estou farta de abrir portas... abri tantas, demasiadas, e no fim fui eu quem levou com elas na cara! outras tantas demasiadas vezes. Demasiadas.
Prefiro aguardar... prefiro guardar... sei la eu bem o quê...
Espreitem antes pela janela... quem sabe depois?
Mas o mundo não funciona assim... nem eu.
Faz sentido?
Sim... hoje não.
Continuo sem saber o que lhes fazer!
Parece tão bom, tão envolvente... que vontade de saber mais! mas resume-se à... obsessão? Ou talvez... medo? ai outra vez?! Mas porquê! Ai que idiota seria se abri-se de novo a porta e o deixasse entrar! estou farta de abrir portas... abri tantas, demasiadas, e no fim fui eu quem levou com elas na cara! outras tantas demasiadas vezes. Demasiadas.
Prefiro aguardar... prefiro guardar... sei la eu bem o quê...
Espreitem antes pela janela... quem sabe depois?
Mas o mundo não funciona assim... nem eu.
Faz sentido?
Sim... hoje não.
sábado, 24 de março de 2012
Demora
Às vezes gostava tanto que alcançar não demorasse tanto... que não demorasse sequer, que não houvesse um tempo necessário até se o fazer. Que não exigisse regras, faseamentos ou previsões... Queria apenas que fosse aquilo que se quer agora, sem condições de tempo ou de necessidade ou de outra coisa qualquer!... apenas sentimento e impulso irracional carregado desse imenso desejo... apenas isso, só isso, e o resto... o resto que venha depois.
quinta-feira, 22 de março de 2012
Primavera
Que fique então este sol!... que ele entre e penetre e fique... que esta primavera-verão seja de vez uma época bem sucedida cheia de conquistas e calor que depois nos mantém quentes e mornos o resto do ano... que seja uma primavera conquistadora, que abra muitos sóis, que dê cor a todos estes canteiros de terra batida cheia de covas onde plantei as melhores sementes ao longo de todo o inverno trabalhoso... aquelas que continuo a regar e a cuidar mesmo que ainda só lhes veja os cales...
Acima de tudo... agarrar e ficar, sem quês ou porquês. Sem falhas, sem medos!
bem... Faz valer a pena!
Acima de tudo... agarrar e ficar, sem quês ou porquês. Sem falhas, sem medos!
bem... Faz valer a pena!
segunda-feira, 19 de março de 2012
Prados
Gazelas selvagens e livres que correm livremente como corpos envolvidos que rebolam por grandes e longos prados profundamente verdes, aqueles que tanto quero explorar e conhecer, aqueles que transformam as tuas mãos em arte expressa numa folha de papel, Aqueles que me envolvem loucamente de curiosidade e vontade de os arrancar só para mim...
Posso?
quarta-feira, 14 de março de 2012
Feeling
Porque por cada pensamento há um sorriso maior... Porque por cada minuto que passa há um olhar mútuo... Porque alguma coisa está diferente e o estômago aperta só de a sentir! Porque é simplesmente bom e desta vez... não quero que acabe mesmo!
Talvez fique... (de vez!)
Talvez fique... (de vez!)
terça-feira, 13 de março de 2012
Ver
Porque até um cego consegue sentir a cor que não vê, não porque acredite nela mas porque sente a sua essência e a reconhece em todo o lado... Porque uma cor não é só uma cor mas uma energia, assim como o amor não é apenas "amor" mas um conjunto de estados indefinidos ao qual estando cegos ou não, nem sempre conseguimos identificar a sua verdadeira essência... nem damos importância a isso.
Eu não acredito no amor. Eu acredito nessa sua essência e no poder da sua energia... não porque acredite, mas porque a sinto!
sexta-feira, 9 de março de 2012
Formas

Era uma vez um círculo. Um círculo é uma forma geométrica preenchida, um espaço geométrico. Havia 4 pontos imaginários, inter-unidos nesse mesmo círculo completo e perfeito, preenchido... Mas, aos poucos, este foi-se esvaziando, esvaziando... o seu espaço começou a saltar para fora do círculo, até este se tornar numa circunferência... Aí, os pontos começaram a crescer, a ocupar o espaço vazio e a ultrapassar a sua linha... e sem se aperceberem tornaram-se em vértices. 4 vértices que formavam um quadrado. 4 vértices que formavam uma só forma, que dependem uns dos outros para serem um só, um só vazio, que eram...
Até que um dia, um dos vértices opta por sair dessa forma. Salta para fora e os 3 restantes ficam a formar um género de triângulo aberto, não fechado ou unido... um género de recta que contém 3 pontos: um no início, outro no meio e outro no fim, sendo esse do meio o que une e separa ao mesmo tempo os outros dois, sem nenhum deles se aperceber que já nada formam juntos, que a recta é infinita porque a fazem infinita, e que resta a todos apenas uma única opção - serem simplesmente aquilo que são: meros pontos, grandes ou pequenos mas que não dependem de outros para estarem completos ou para fazerem parte de um todo como já fizeram... Há que primeiro ser-se ponto e só depois formar um lado com alguém e depois uma forma, etc... O que vai acontecer a estes 3 pontos? não sei... sei apenas que o ponto que eu represento vai saltar desse pseudo-triângulo-linha e vai de vez definir-se sozinho, com tudo aquilo que vale, sem que mais ninguém dependa dele para tentar tornar algo completo. Sem que sinta mais a culpa de isso não acontecer...
"A família é como um arquipélago... todos fazem parte dum, mas cada um em separado e sozinho, e sempre a afastarem-se cada vais mais uns dos outros..."
segunda-feira, 5 de março de 2012
Tempo

E esse é exactamente o grande problema do tempo... Destrói qualquer criança e torna-la num grande adulto sem sequer avisar. E depois? Depois, de repente, com a força de quem leva um tabefão na cara e não uma palmadinha no rabo, reparamos que o mundo é mais pequeno do que aquilo que costumava ser, e tudo o que antes era divertido vai deixando de nos servir!... Já de nada serve chamar a incansável mãe que dava um beijinho no dói-dói e ele parava de doer... Já não se tratam de joelhos esfolados e aranhões pela cara cheios de betadine e lágrimas prematuras... feridas que o tempo sempre curou! Agora tratam-se de cicatrizes, marcadas não pelo tempo, mas pela eterna dor... essa coisa constante que nem ao tempo pertence... que sangrarão por dentro até ao mais imenso futuro!
sábado, 3 de março de 2012
Bem.vinda
O problema de algo já não precisar de fazer sentido e estar fora do 'timing' é que fica excluído de qualquer regra, data e tempo indicado, dando-lhe um género de liberdade imensa para acontecer quando quiser e que funcionará apenas com base numa necessidade mútua, numa preparação mútua e necessária para funcionar...
Sim. Bem-vinda de volta ao mundo da racionalidade.
Sim. Bem-vinda de volta ao mundo da racionalidade.
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