É tão estranha a sensação de acordar de manhã e sentir que já não sonhamos com as mesmas coisas que sonhávamos antes, porque deixamos de acreditar nelas...
E o medo de não conseguir voltar a acreditar, de não querer mais confiar, de voltar a cair assombra-me todos os sonhos que quiser ainda ter.
És incrível Inês... ainda agora cais-te de uma e já pensas em como vais cair na próxima!
Se ao menos conseguisse não me sentir culpada... tão culpada...
sexta-feira, 28 de junho de 2013
sábado, 22 de junho de 2013
5. Basta-te
Será que sei mesmo o que tenho de fazer?
A única coisa que sei que tenho de fazer é não fazer o mesmo que já fiz... e isso não responde propriamente ao que tenho de fazer neste momento... como não evitar sentir o que sinto sentindo? oh bolas... está tudo tão misturado, tão confuso, tão intenso, tão escondido ao mesmo tempo... não suporto e não quero, não quero sentir-me assim outra vez, recuso-me! Não quero sentir nada, só me quero sentir bem e bem e mais bem! aguenta por favor... foste tão cair no erro outra vez, e está mais do que nunca custar perdoar, perdoar a mim. Estou a precisar que eu me baste a mim e nada mais, ninguém mais, que eu e só eu me chegue...
A única coisa que sei que tenho de fazer é não fazer o mesmo que já fiz... e isso não responde propriamente ao que tenho de fazer neste momento... como não evitar sentir o que sinto sentindo? oh bolas... está tudo tão misturado, tão confuso, tão intenso, tão escondido ao mesmo tempo... não suporto e não quero, não quero sentir-me assim outra vez, recuso-me! Não quero sentir nada, só me quero sentir bem e bem e mais bem! aguenta por favor... foste tão cair no erro outra vez, e está mais do que nunca custar perdoar, perdoar a mim. Estou a precisar que eu me baste a mim e nada mais, ninguém mais, que eu e só eu me chegue...
sábado, 15 de junho de 2013
4. Resiste
a ti e aos outros. resiste apenas, não cedas... a ninguém nem a nada... aguenta-te!
Mais do que nunca, já estiveste aqui antes e já sabes o que tens de fazer e como o fazer. Aguenta-te simplesmente, por favor aguenta...
Mais do que nunca, já estiveste aqui antes e já sabes o que tens de fazer e como o fazer. Aguenta-te simplesmente, por favor aguenta...
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Gritos
Lembro-me dos gritos. Lembro-me muito de gritar, de tu gritares.
Eu tento, eu juro que tento, mas tudo na minha vida acaba com gritos, todas as minhas relações acabam de cabeça quente sem uma conversa que arrefeça o que sai desordenado pela boca. É claro que ia um dia acontecer, é claro que só podia vir a acontecer desta forma, sou tão culpada como tu... foi tudo tão rápido, tão sentido e tão confuso! só me lembro de te querer odiar, de te querer longe a ti e a ela, uma enorme vontade de dizer toda a verdade, tudo o que fosse necessário para não me sentir culpada e mais uma vez a vilã da história! gritos, fantasmas a rirem-se de mim bem de perto, umas ruas apertadas, as pessoas que me empurravam e olhavam com pena , um pontapé e novamente um enorme pisão sob tudo aquilo que valho porque eu deixei! risos e gritos, pisões e empurrões, centenas de palavrões e umas boas décimas de alcool, palavras odiosas e uma mão que me segurou a noite toda... uma mão que me deu bem mais do que razão, que me compreendeu, que me suportou e me guiou até que eu ficasse novamente e dentro dos possíveis ''bem''... foi uma noite longa, onde voltei a ser uma Inês que já não era ha muito tempo, pior... onde voltei a sentir-me como aquela Inês que já não sou a algum tempo... tudo parece ter acabado da mesma forma... por mais esforço, por mais conversas, por mais palavras, promessas e abraços fui atirada para o chão e quase porque pedi para que o fizessem!... Pisaste-me e eu pisei-te e gosto demasiado de ti para conseguir unicamente culpar-te, para não ir atrás de ti e implorar-te um perdão por tudo o que fiz e disse por mais correcto e sentido que tenha sido! porque tu erras-te muito mais que eu, mas eu não consigo, não consigo... eu não consigo compreender-me a mim própria, porque foi muito mais forte do que eu, porque tenho de gostar mais de mim do que de ti, e tu tinhas de ficar tão magoado como eu... o que não é verdade... entrou e saiu a 1000... estás bem a rir-te... até caires em ti e perceberes que mais uma vez falhaste, que mais uma vez não é nada disso que tu queres... e que mais uma vez alguém caiu ao chão por tua causa...
Só me lembro de gritos... de muitos gritos... as pessoas a olharem e tudo em mim explodia em gritos e nas mais puras lágrimas. Obrigada. Sem dúvida que proteger-me foi aquilo que melhor soubeste fazer, tão bem como pisar-me e deixar-me no chão a chorar sem o menor arrependimento.
Hoje... hoje queria mesmo que tivesse sido quinta-feira como era antes. Hoje grito muda, grito por dentro e grito sozinha pois não tenho a quem o falar sequer, e morro de arrependimento... tudo explode, tudo aperta e há quanto tempo eu não estava assim. Um dia vou entender porque todas as minhas relações acabam por atropelarem-me sem dó nem piedade e deixar-me arrasada no chão mais frio da rua... a chorar sem saber o que fazer a beira de um prédio, impotente e... arrasada...
...Mais uma demasiado dolorosa vez.
Eu tento, eu juro que tento, mas tudo na minha vida acaba com gritos, todas as minhas relações acabam de cabeça quente sem uma conversa que arrefeça o que sai desordenado pela boca. É claro que ia um dia acontecer, é claro que só podia vir a acontecer desta forma, sou tão culpada como tu... foi tudo tão rápido, tão sentido e tão confuso! só me lembro de te querer odiar, de te querer longe a ti e a ela, uma enorme vontade de dizer toda a verdade, tudo o que fosse necessário para não me sentir culpada e mais uma vez a vilã da história! gritos, fantasmas a rirem-se de mim bem de perto, umas ruas apertadas, as pessoas que me empurravam e olhavam com pena , um pontapé e novamente um enorme pisão sob tudo aquilo que valho porque eu deixei! risos e gritos, pisões e empurrões, centenas de palavrões e umas boas décimas de alcool, palavras odiosas e uma mão que me segurou a noite toda... uma mão que me deu bem mais do que razão, que me compreendeu, que me suportou e me guiou até que eu ficasse novamente e dentro dos possíveis ''bem''... foi uma noite longa, onde voltei a ser uma Inês que já não era ha muito tempo, pior... onde voltei a sentir-me como aquela Inês que já não sou a algum tempo... tudo parece ter acabado da mesma forma... por mais esforço, por mais conversas, por mais palavras, promessas e abraços fui atirada para o chão e quase porque pedi para que o fizessem!... Pisaste-me e eu pisei-te e gosto demasiado de ti para conseguir unicamente culpar-te, para não ir atrás de ti e implorar-te um perdão por tudo o que fiz e disse por mais correcto e sentido que tenha sido! porque tu erras-te muito mais que eu, mas eu não consigo, não consigo... eu não consigo compreender-me a mim própria, porque foi muito mais forte do que eu, porque tenho de gostar mais de mim do que de ti, e tu tinhas de ficar tão magoado como eu... o que não é verdade... entrou e saiu a 1000... estás bem a rir-te... até caires em ti e perceberes que mais uma vez falhaste, que mais uma vez não é nada disso que tu queres... e que mais uma vez alguém caiu ao chão por tua causa...
Só me lembro de gritos... de muitos gritos... as pessoas a olharem e tudo em mim explodia em gritos e nas mais puras lágrimas. Obrigada. Sem dúvida que proteger-me foi aquilo que melhor soubeste fazer, tão bem como pisar-me e deixar-me no chão a chorar sem o menor arrependimento.
Hoje... hoje queria mesmo que tivesse sido quinta-feira como era antes. Hoje grito muda, grito por dentro e grito sozinha pois não tenho a quem o falar sequer, e morro de arrependimento... tudo explode, tudo aperta e há quanto tempo eu não estava assim. Um dia vou entender porque todas as minhas relações acabam por atropelarem-me sem dó nem piedade e deixar-me arrasada no chão mais frio da rua... a chorar sem saber o que fazer a beira de um prédio, impotente e... arrasada...
...Mais uma demasiado dolorosa vez.
terça-feira, 11 de junho de 2013
Não pode ser
A dor aperta. Não quero, não quero mesmo mas tenho de ir, tenho sempre de ir. Antes ir e arrepender-me de ir do que ficar e arrepender-me de não ter ido e ouvir que sou isto e aquilo. É sempre a mesma coisa, sempre... o disco não mudou nem um bocadinho e ja lá vão uns meses...
É demasiado contraditório, é demasiado dificil de perceber... "estás triste Inês?" não sei, sei que sinto-me a rejeitar tudo, sei que não tenho tido vontade, sei que já gostei menos de dormir e de comer. Sei que já me senti melhor por as pessoas estarem comigo e por gostarem de mim. Estranho não é? tudo tem levado à mesma estrada, mas a situação não é a mesma, eu não sou a mesma e quero e estou a agir de forma diferente... estarei?... Sei que quero coisas diferentes, sei que quero gostar mais de mim e que estou mesmo a tentar... estou, por mais egoista que isso possa parecer... e impossível. Há um ano atrás nem sequer admitiria isto. Há um ano atrás diria simplesmente "estou normal".
"Estás triste Inês?"... quero tanto responder que não, porque não e porque não posso, não pode ser.
É demasiado contraditório, é demasiado dificil de perceber... "estás triste Inês?" não sei, sei que sinto-me a rejeitar tudo, sei que não tenho tido vontade, sei que já gostei menos de dormir e de comer. Sei que já me senti melhor por as pessoas estarem comigo e por gostarem de mim. Estranho não é? tudo tem levado à mesma estrada, mas a situação não é a mesma, eu não sou a mesma e quero e estou a agir de forma diferente... estarei?... Sei que quero coisas diferentes, sei que quero gostar mais de mim e que estou mesmo a tentar... estou, por mais egoista que isso possa parecer... e impossível. Há um ano atrás nem sequer admitiria isto. Há um ano atrás diria simplesmente "estou normal".
"Estás triste Inês?"... quero tanto responder que não, porque não e porque não posso, não pode ser.
terça-feira, 4 de junho de 2013
20
Muitas vezes oiço dizer: "ai, quem me dera ter 20 anos outra vez...".
Pois é, já são 20. Ou melhor... são ainda 20 e para tanta gente querer cá voltar é porque sem dúvida marca a entrada de uma das melhores décadas da vida... duas mãos cheias de anos que mudam várias vidas, que marcam decisões e marcam a nós... que deve ser vivida o mais intensamente possível porque sem dúvida que o tempo está sempre a contar, tudo conta, e vai passando e passando e quando der por mim estou nos 30, 40, 50... se não aproveitar agora, nunca mais o poderei fazer. Tenho tantos objectivos em mente e nenhum é previsível ou certo de acontecer, sei que irei sempre atrás do que mais quero, do que me faz sentir feliz, daquilo a que costumam chamar ''sonhos'' e que tanto medo costinuo a ter deles... Sei que quero viver muito, sei que quero viver tudo o que quiser e poder, que as oportunidades estão aí à minha volta todos os dias, às vezes é só esticar o braço e agarrá-las... às vezes também é preciso ter coragem de saltar uma prancha de 30 metros e dar um tiro no escuro... faz tudo parte... e o tempo continua a contar, a cada segundo, minuto, hora e dia... aproveita, apenas isso, aproveita... que no dia em que disseres ''quem me dera ter 20 anos outra vez'' seja porque de facto esse foi um dos melhores períodos da tua vida, cheio de energia e juventude que tanto ainda te sobram. Embora a responsabilidade, a maturidade, as coisas mais chatas, vão sempre chegando e chegando...
- Olha!...
- Sim?
- Aproveita, aproveita...:)
domingo, 2 de junho de 2013
It's 3 am
Nada mesmo. Não quero que digas nada.
Desaparece como a noite em que apareceste... hoje o tempo não é de ninguém, nós é que temos a mania de fingir que ele existe e não existe quando nos convém...
és um grande cobarde, e não sabes nada... nada sobre nada.
Apenas não quero que digas mais nada... quando aquilo que dizes não é nada do que queria ouvir...
Desaparece como a noite em que apareceste... hoje o tempo não é de ninguém, nós é que temos a mania de fingir que ele existe e não existe quando nos convém...
és um grande cobarde, e não sabes nada... nada sobre nada.
Apenas não quero que digas mais nada... quando aquilo que dizes não é nada do que queria ouvir...
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