domingo, 30 de dezembro de 2012

13

"1. Aceitar.
2. Play the final beat, the last song, the holding breath. Play it and stop it. One of these days.
3. Encontrar.
4. Ficar.
5. Manter.
6. Compreender.
7. Dar.
8. Saúde.
9. Relaxar.
10. Libertar-me. Explorar, conhecer, aprender, ver! Ter coragem de ir!
11. Multimédia.
12. Reparar. Agir. Resistir. Lutar."

2012



Bem... o mundo está a acabar na televisão e está uma bela noite aqui, fria, mas algo mágica... aqui em Santarém já fizeram 0º graus nas últimas horas. Ele diz que em Lisboa só é mais quentinho devido à poluição, aqui o ar é puro e é mesmo verdade! tem algo de mágico que paira sobre a cidade, tudo parece instintivo, sem stress, sem problema... tudo parece tão estável e simples, sem preocupações, sem tempo... e é assim que me tenho sentido, ou tentado... o medo está sempre à porta mas não o tenho deixado entrar, é algo barulhento e não pára de bater e bater, mas há-de haver um dia em que vai desistir...

2012 foi um ano de mudanças, várias até, uma continuação de 2011 de alguma forma... fui conquistando objectivos, seguir mais o que o coração diz, mas é tão dificil... Aceitei sim, mas obviamente não esqueci... nem vou esquecer, foi uma ferida demasiado profunda e como tal a cicatriz vai sempre assombrar me à flor da pele... vou ter sempre aquele pequeno medo de picar-me nos espinhos da flor que tão bela parecia... vou sempre desconfiar, vou resistir mais do que devia... mas com o tempo isso vai desaparecer, eu sei. E há erros que sem dúvida não se repetem. E outros que não se deviam repetir e que ainda sucederam por vezes este ano... às vezes é dificil de entender que depois de pormos um ponto final não pode vir rigorosamente mais nada, não faz o menor sentido. Ponto final sem parágrafo... tudo o que lhe suceder será doloroso e desencaixado... Para sempre é sempre por um triz... Play the final beat - done.
Procurei mais do que encontrei, mas às vezes encontramos e nem nos damos conta, e também perdemos dessa forma... nada propriamente ficou, nada propriamente durou... mas cheguei lá, encontrei os meus próprios objectivos e concretizei-os com alguns custos. Conheci o sabor do perder porque devia perder mesmo que não merecesse... e por consequente conheci o sabor da desforra. Senti-me compreendida, recebi mais do que dei, mas dei mais a mim própria, como nunca tinha acontecido. Mais difícil do que ter coragem de ir é ter coragem de ficar... nem tudo acontece por acaso, e às vezes há um sentido quando algo altera a nossa rota. E o quão bom está a ser ter ficado. E serei sempre uma eterna lutadora.
Não vale a pena fazer 13 pontos para 2013. Tenho apenas um principal e primeiro objectivo:
1. Deixar ir.
Sem receios... sem tanta racionalidade... ainda vai uma longa estrada até lá, mas nunca a senti tão debaixo dos meus próprios pés... a minha estrada, a minha oportunidade, falta tão pouco... por mais que não faça sentido, vou ter de me entregar, seguir o que o coração tanto quer... bolas parece tão fácil! e o tempo está sempre a contar... há um timing para cada coisa acontecer, um timing ''perfeito''... às vezes quando sentimos que pode acontecer temos pressa e antecipamos o acontecimento e acaba por correr mal. Ou o contrario, neste caso, estamos sempre à espera dele, e não damos o passo por medo e quando damos por nós esse timing, essa oportunidade escapou. E não há volta a dar...

Marcou a Arrábida, o alentejo, Sintra, Sesimbra, Porto, Cabo Sardão, Porto Côvo, Santarém e Nazaré... Marcou Coldplay, Deolinda, Evanescence, Metallica, Linkin Park, klepht, Radiohead, entre outros... Marcou a carta tirada, as performances, os dias de praia, os cafezinhos, as saídas da faculdade, os novos e recentes amigos, as noites de Altura, todas as noites que correram bem e as que correram mal... os pé de dança e os pés pisados, as horas a fazer trabalhos, os santos, os 19, o workshop, o curso que tanto queria tirar, o curso que estou a tirar, o avante e tudo o que ele traz de novo e faz reencontrar todos os anos, a minha Lara, e todos os que são e serão sempre importantes e com quem pude estar e com quem não pude estar. São estas coisas que nos preenchem a vida e fazem com que a aproveitamos ao máximo... acabou mais um ano que sim foi bem recheado e onde aconteceu muita coisa... mas, falta estar mais de acordo... falta parar de ter medo de mim própria dos meus próprios sentimentos e tirar mais partido de cada momento, cada oportunidade, parar de estar tão presa, sentir-me tão apertada com tanta falta de ar... é preciso deixar algumas bagagens para trás, não levar para 2013 o que já não aguentei ter em 2012. É preciso fazer alguns ajustes, algumas escolhas, mudanças e sem dúvida, pensar mais em mim! Há tanta falta de eu no meu dia-a-dia... há tanta falta de mim em tudo. Tudo mesmo...

Cada vez mais perto do ficar, do estar... não basta sentir, é preciso estar, é preciso ser e para isso é preciso, sem dúvida, deixar ir...

E estes são os meus melhores votos para este ano tão misterioso que se avizinha!

***

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

1. Deixar ir

Normalmente não escrevo quando estou feliz ou até mesmo segura.
Portanto...

Não estou mas... sinto-me! e sei lá eu porquê...

sábado, 15 de dezembro de 2012

Try again

Um dia vai ser sim... hoje não foi o dia.

Constantemente rejeitada... nem sei bem por quem ou quando começou, sei apenas que... novamente e totalmente rejeitada. Não estive a altura... incrível como me mato sempre (e ainda me mato) para não conseguir, try again kid...

Astros o caraças.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

12-12-12

Pode ser só uma data, um dia que nem vá marcar grande diferença... vai sim marcar um passo, quer seja para o futuro ou para a parte afectiva, não sei bem... sei apenas que sinto que vai ser algo bom, um passo há muito esperado... de repente parece que voam oportunidades como aviões de papel, é só apanhá-los e... tentar mantê-los nas minhas mãos!

Aproveita...

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Cartas II



Tantas oportunidades, tanto acontecimento, tanta vida a passar por mim... não sei em que parte pegar, nunca sei... mas tudo parece sempre tão momentâneo... as felicidades e as tristezas tudo vem e vai, tudo passa... tão momentâneo que chega a ser vazio... Nunca vou saber perder, nem como perder, nem deixar de ter medo de perder! ...por mais que saiba que tem de ser assim e às vezes não há mesmo outra forma... sinto-me tão impotente... está tudo tão errado outra vez, só resta o largar, de vez... porque as pessoas não mudam, nunca mudam... e os bons momentos já não passam de recordações cheias de passado... o presente, esse... tem uma cara completamente diferente. Então porquê insistir em algo que já nem tem como existir??... Cartas? estão todas guardadas, são e serão sempre... boas memórias.

Bem... nada onde não possa/já tenha sido substituída...

sábado, 1 de dezembro de 2012

Ironia do destino

Até que ponto nos podemos desiludir com alguém? até ao ponto de doer... e é esse o maior dos problemas na minha vida, tudo chega sempre ao ponto de doer, de me surpreender sempre ao ponto de doer... parece que nunca conheço realmente ninguém, e tapo a vista sempre a dizer que a pessoa não é assim apenas às vezes age e fala assim... e depois na realidade quem queria eu enganar? está sempre tudo à minha frente... Eu só me pergunto porque também gasto sempre anos de vida em relações que acabam sempre no desespero, na desilusão... como se não houvesse outra forma de o ser.

A ingrata posição de quem conhece e não acredita que aquela pessoa chegou àquele ponto... é de facto, tão irónico...

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Estática

Aquele momento em que percebemos que já não temos como fugir e vamos finalmente subir ao palco,, enfrentar o público, a derradeira decisão está tomada, o momento chegou!... aquele momento em que as pernas, as mãos, a cabeça tudo treme, o chão roda por baixo de nós e já não há como voltar a trás, temos de saltar e pronto! e sobe um pé, o outro, as escadas até ao fim e quando vamos pisar aquele soalho à beira do precipício fatal... aquele instante em que decidimos ter a coragem e agarrar a oportunidade tão única porque finalmente ganhámos consciência e o desejo e sentimento falaram mais alto, está na altura de perder o medo!... e nesse mesmo instante... tudo desaparece. puff... de repente nem uma fala, uma nota, apenas um silêncio isolador surge, parece que o palco, as pessoas, a coragem, a oportunidade tudo desapareceu... estou naquele pânico de quem já tinha tudo para dar o primeiro passo e não... a perna está suspensa, o trapézio deixou de andar de um lado para outro e o tempo parou... estou só ali pendurada no alto, parada a olhar nem sei bem para onde como se o mundo tivesse parado apenas dentro de mim... suspensa no tempo, presa em mim mesma eternamente e condenada a sim... a ter de desistir!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Uma falta de mãe imensa

Nunca é demais, as palavras de valor nunca são demais, mas quando escassas podem condenar um remorso, uma sensação de falta com essa pessoa mas acima de tudo ou abaixo... com nós próprios. Sim, porque falho acima de tudo comigo própria, com aquilo que realmente sou e acima de tudo sinto! está tão lá ao fundo mas sinto, está tão escondido mas eu ainda o sonho... apenas habituei toda a gente a ver-me de máscara como se ela fosse realmente a face e agora que tento tirá-la... parece que não dá, não condiz, todas as máscaras integraram-se em mim e parece que sem cada uma delas nada faz sentido! e não faz... porque continuo a querer prever tudo, a controlar tudo e a ter todas as certezas do mundo em cada passo que tento dar!... deve haver um bom motivo para tanto medo, algo que justifique esta falta de transparência, esta falta de acordo entre mim e o eu... mas nem nisso devia eu pensar.

sábado, 3 de novembro de 2012

Trapézio

Sustenta a cabeça, a vida e sustenta-me a mim. E baloiço... para trás e para a frente... para frente e para trás... umas vezes mais depressa, outras mais devagar... umas vezes sem olhar para baixo e outras a medir cada milímetro da queda... e la vou eu para frente e para trás, sempre com o mesmo balanço, a mesma insegurança, a mesma desconfiança! as mesmas questões, a mesma necessidade não de ter uma rede lá em baixo para o caso de cair mas para me agarrar naquele preciso momento! bolas... em poucos segundos todos os dias destruo o mundo e as pessoas à minha volta, todos os dias faço cada uma delas sair do circo porque já não acreditam que o artista vá saltar... é um mero palhaço!... dia após dia... balançando-me para trás e para frente... sem coragem de saltar para lado nenhum, porque não há de facto nenhum lado para saltar... para trás e para a frente... até os braços não aguentarem mais...

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Uma forma

Será que só há uma forma das coisas funcionarem? Quer dizer, de não funcionarem... quantas mais que não vejo nem sinto? Como sabemos se queremos ou não queremos? Ou simplesmente o que queremos... Como se sente? Como se sabe?... Será assim tudo tão igual, tão distante e frio cá dentro... Serei assim tão cobarde e tão má pessoa... serei assim tão mais culpada da minha própria infelicidade e medo, quando não há de facto, uma rede de segurança lá em baixo, ou uns braços para onde saltar, ou sequer uma forma de o fazer... Estarei assim tão cega? ao ponto de esquecer-me que estou em cima de um palco a representar, e começar a acreditar que aquela personagem sou eu verdadeiramente... já nem os aplausos me acordam para a realidade, porque já nem sequer os oiço... Ou não os quero ouvir?

Eu não quero perder. E não quero desistir... ou será que quero?

É tão sufocante...

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Ovelhas?

Sim, ovelhas.

Não deixou de me ocorrer na mente uma imagem de uma estrada lisa e alcatroada rodeada de campos, onde de repente surge a passagem de um grande rebanho de ovelhas... eu sou a estrada e vou ficar igualzinha a essa se continuarem a passar-me por cima tantas ovelhas como as que tenho encontrado, o resto da minha vida!

Epa tentem pelo menos ser humanos, ridiculamente MAS humanos.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Ego



      Falta algo. Quero encher tudo... tudo é comido até à mais ínfima migalha de vazio. Encher os meus dias de mim e só mim, de coisas para mim, lugares, actividades e aprendizagens para mim! coisas que gosto e sem dúvida me estão a fazer crescer em todos os sentidos... ou quase todos... acreditar? sim, muito... pelo menos nos sonhos, aqueles que só se têm à noite e são tão bons... aqueles em que tropeçamos sempre na coisa certa e disponível para nós... e sem dúvida esses são mesmo só MEUS.



sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Cartas



Houve um dia em que recebi uma carta,
...uma carta melhor que qualquer carta de amor... porque afinal só mesmo os ridículos não sabem escrever cartas melhores que as próprias cartas de amor, porque há sentimentos que valem bem mais que os das cartas de amor e nunca, jamais, perdem o seu valor e nos deixam de fazer esboçar um sorriso nem que seja por nos lembrarmos deles... à junção de isso tudo e de nós os dois eu chamo de amizade. E a poucas outras junções consigo atribuir esse nome na sua totalidade... no seu real sentimento, sim que de real ele tem-no todo! não é ilusório, não mente, não engana, não rouba, não se auto-destrói com o tempo... apenas como todas as relações, quer sejam amorosas ou não, tem as suas tempestades, os seus ventos, as suas mágoas, as suas mudanças, evoluções e assim como tudo um dia também vai acabar, por mais que nos deixe em pânico a ambos a ideia de perder alguém, alguém que tem esta grandiosidade, esta importância e ocupa um espaço tão grande mas ainda mais: insubstituível... não te preocupes, acaba connosco, com o tempo... estou com tanto medo como tu, mas acredito sim, eu ainda acredito em ambos e por isso sei que nos dias de chuva e trovoada que não nos deixam ouvir um ao outro porque não queremos, eu sei que como tudo na vida a seguir as nuvens afastam-se e volta a primavera e volta o verão, num ano que como todos os outros é diferente... e é assim que deve ser... apenas tal como nós mudamos, assim mudam as relações que temos com a pessoas, o truque é saber mantê-las e crescer ao lado delas, aceitando a realidade tal como ela é... é ai que nos temos de adaptar, sem problemas, sem complicações... o sentimento esse é sim sempre o mesmo e igual: amizade... não tem dupla personalidade como o amor que quando não é amor... é o pior do seu oposto, ou ainda pior que isso...
Sabes gostava de te poder dizer o porquê de estar magoada, ou o quanto... ou o que me afasta e me assusta a cada tempestade real... mas esta, é supostamente uma carta melhor que as de amor e espero que de nenhuma outra forma a entendas.

Houve um dia que também tentei ser romântica como tu e escrevi-te uma carta... e já era um pouco tarde, afinal o dia está mesmo a acabar e mais uma vez vou-me deitar, estou cansada.... Beijinhos, dorme bem, gosto muito de ti*

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Prevenida

Não... Eu não dou uma passo antes de pensar nas 3 mil e uma hipóteses de cair caso ele aconteça, não dou mesmo... Mas isso não quer dizer que não o dê a mesma e não o desfrute da melhor forma até ele ser bem sucedido!... Simplesmente quando cair, não serei apanhada desprevenida...

Mulher prevenida vale por duas, nunca ouviram dizer?

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Dizem que está quase a acontecer... mas nem sequer na lua tenho tido tempo para reparar...

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Causa

Saber que a melhor coisa que já nos aconteceu, a pessoa a quem mais confiámos, o maior dos sentimentos... o mais perto, que é ao mesmo tempo o mais longe, a maior desilusão... o principal motivo de remorso, aquele que me impede de dar novamente o passo, de não pensar, deixar-me ir, de acreditar e acima de tudo de confiar novamente, seja em quem for!... principalmente e acima de tudo, em nós próprios... porque fui eu que me enganei, sou eu essa coisa, a causa de tudo o que aconteceu... fui EU que me privei durante tanto tempo de ser feliz! e agora que o posso ser... simplesmente não acredito... nem quero! não quero correr o risco de me largarem novamente no chão e vê-lo roçar-me a face troçando das minhas lágrimas, nem mais uma vez...

Qual será o mal de escolhermos não termos a hipótese de sermos infelizes? eu até sou bem feliz assim...

Rotina

- Já casada?
- Cansada?
- Casada...
- Achas?
- Podias ser...
- Experimenta meter no google: homem leal, disponível, respeitador, amigo, honesto, corajoso, romântico e cheio de charme!... o tipo imperfeitamente perfeito para mim... 0 resultados!
- Hum... tens mesmo 19 anos?
- Sim eu sou virgem, e depois? 
- De signo?
- Claro.

Agora grita aí até o estore partir depois dos vidros...

domingo, 7 de outubro de 2012

Três coisas na vida

"Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida.

E foram já tantas as flechas...
Por mais que já tenha tido, sido, acontecido... por mais que finjamos e que digamos que esquecemos, a flecha não volta mesmo atrás... as palavras continuam a soar como ditas hoje e todas as oportunidades e mais algumas já foram perdidas!... esta não era oportunidade de coisa nenhuma, quando já não há respeito, amizade, carinho, e preocupação nenhuma, por mim... Fartaram-se de mim, fartaste-te de mim!... eu própria sinto-me tão esgotada, tão encolhida, tão pequena... bolas... Não fazia sentido nenhum e eu fui porque queria sentir-me dentro novamente, queria que as pessoas novas e diferentes que somos soassem mais alto!... e afinal até tu estás rigorosamente igual... foram uns poucos segundos à parte de tudo para eu perceber isso.

E tudo estava tão bem... todos estavam onde deviam de estar, menos eu... Porque eu sim estava a mais, muito antes de ter ido... eu só queria descansar... era só isso que eu queria.
 
"Acontece às vezes que uma flecha lançada ao acaso atinge o alvo que o arqueiro não queria; muitas vezes uma palavra pronunciada sem desígnio lisonjeia ou magoa um coração infeliz dividido entre o prazer e o medo..."

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Como as estrelas que brilham silenciosamente no céu... tanto as fascinamos, tanto nos fascinam e nos prendem como se nos apertassem a barriga passando a mão pelos cabelos mesmo estando lá ao fundo, lá bem ao longe, no alto dos altos onde todas as coisas são "irrealmente" possíveis!... mas... na verdade, nem sequer as conhecemos... e definitivamente elas não nos pertencem.

Que pelo menos fosses cadente... assim como reparasse em ti no mesmo segundo deixasses de existir... ou pelo menos de te ver.





E já estamos de novo no Outono.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Mais e maior

Como se o melhor acontecimento do mundo, de repente, deixasse de ser a sua própria salvação... mas ele nunca foi a sua salvação, apenas um bom acontecimento! o melhor diziam os homens antes de quererem mais... queremos sempre mais! o melhor é indefinido, ilusório... parece sempre ali naquele próximo passo mais à frente e quando lá chegamos... reparamos que na verdade ambicionamos dar ainda mais outro passo para sermos realmente felizes! e mais outro já agora, se puder ser... outro maior que o anterior, sempre mais e maior... mais e maior...

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Passa

Bem mais frágil que uma simples bolha de sabão... bem mais apertada, bem mais sugada e pequena e a desfazer-se aos poucos à espera do repentino... *puff*!... é tão mau, tão horrível e a semana nunca mais acaba... dói tanto, corrói-me tanto! precisava tanto de um abraço... um simples, reconfortante e protector abraço... precisava sem dúvida neste momento que os anjos realmente existissem e amanhã, apenas um deles estivesse lá, algures, para me proteger....





http://www.youtube.com/watch?v=LfNVfiqKBeM

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Eu sei que vou conseguir. Eu sei que vou, simplesmente! O desafio sobe e sobe, e eu arrisco e arrisco... e não, não é demais... eu consigo! tenho mesmo de conseguir, arriscar e arriscar... e aguentar e aguentar... tudo vai ser melhor no fim, eu sei que sim! Se não for agora, quando terei mais oportunidades de pisar assim a linha do limite da sanidade mental humana? nunca, nunca mais! As oportunidades passam por mim e agarro todas... sim, eu  vou conseguir aquilo que simplesmente... conseguir.

Aproveita...

domingo, 16 de setembro de 2012

Às vezes... mas só às vezes... apetecia-me tanto ser como tu e simplesmente, por momentos, conseguir esquecer... assim não precisava de perdoar... e muito menos de aceitar.

Queria tanto conseguir fazê-lo...

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Só me apetece pegar no braço e limpar essa porcaria toda à minha volta! fshhh... limpou! limpa e limpa e descarta!... recomeça tudo outra vez.

Porque devo ser mesmo uma das últimas pessoas que ainda acredita em estrelas! ou passa demasiado tempo a olhar para elas... a invejá-las... a desenhá-las com formas perfeitas como ensinam às crianças no infantário...

Damn it!

Encontrar

Não sei bem. Nunca acabo por encontrar realmente alguma coisa, porque haveria de ter encontrado a ti?
Estás ai do outro lado, sei la bem onde... Sabemos sempre de onde vem a estrela cadente, mas nunca sabemos para onde ela cai... queria tanto agarrá-la e saber que desejo é esse... quero tanto encontrá-la e perguntar lhe porque se foi embora tão cheia de encanto e agora.... é apenas uma memória. Uma página de facebook com nome e idade, um fotograma memorizado em minutos que passeia-me a mente e corrói-me a memória em segundos...

E como o tempo continua a passar.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Afinal o fruto proibido era cereja

Não há sitio, sentimento ou expressão. Este caminho onde vagueio nunca será o que vou realmente caminhar. Nada está certo. Nada encaixa.
Nada em Nada.
Tudo está longe porque eu quero tudo longe, nada tenho porque nada quero, porque nem sequer sei o que quero! não quero nada e quero tudo... esse tudo... Ou, talvez apenas algo. algo pequeno, suficiente para acender a vela, e fazer-me ter fé, a fé que nos faz conseguir, sem duvida, um dia, acreditar.

Foste a estrela mais brilhante daquele céu... mas de tanto cadente, apareceste e desapareceste igualmente nesse mesmo instante... Quem sabe um dia te encontre novamente, e dessa vez... vou experimentar ser eu a ficar, ficar e agarrar-te com as minhas próprias mãos.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Não, eu não confio. Porque nem sequer acredito. Precisava de alguma fé... um pouco apenas.

Sinto que algo grande está novamente a vir, e já não falta muito... a cada dia mais próxima... mas como sempre, nunca sei se vem por bem, ou novamente por mal... enfim... deixa ser, deixa acontecer... Há males que vêm por bem, e que todos os males que pra aí tenham acontecido, agora justifiquem um finalmente BEM!

Quero tanto...

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Proibidos a mim

Houve um tempo em que acreditei.

Acreditei que era possível. Que um dia podia ser eu. Que um dia calharia a mim. Que um dia eu valeria esse tanto... esse tanto que nunca mais alcanço! não há um lugar para mim, só para mim. Estou destorcida de tudo o que me rodeia, e em nada encaixo...

Casamentos.
Namoros.
Filhos.
Sexo.

Nada condiz com nada, nem sequer eu com alguma coisa! bolas... que interessa um cú metido numa saia e um decote que destaca um peito! as pessoas já só sabem olhar, já so querem olhar... ninguem sabe, ninguém conhece, ninguém quer saber... e os que querem, estão sempre, mas sempre... proibidos a mim.

Então porquê acreditar?

Janela

Um constante acende e apaga... como um interruptor à entrada do quarto, apenas à entrada... mesmo antes de entrar aliás... mas algo entra tão bom só de ver essa entrada... linda, perfeita e prometedora. Bem longe, bem fora, bem... proibida. Bem sem eu sequer a conhecer!
Mas... como sempre, fico apenas a espreitar pelo buraquinho da fechadura... à espera que me abram a porta, porque sem cartão de entrada o rico fica à porta... Porque os passos são apenas do nariz que vai bater mais uma vez na porta... tenho a certeza!

Um dia entro pela janela.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Frágil


É por isso que tantas vezes nem chego a falar.

Não se ouve uma nota que seja de tudo aquilo que soa cá dentro... basta uma fracção de silêncio, de nada, para apertar a mão, me apagar a coragem, a confiança e a certeza daquilo que sou, daquilo que sinto, daquilo que mais quero...

Não fraca... meramente frágil.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Porque há coisas que simplesmente têm de ser assim... Porque sim... porque não há o não.

Infelizmente ou felizmente é assim que é, assim ficou, assim será... Por mais que tenha custado, por mais que às vezes ainda custe... por mais culpa que alguém tenha ou não tenha, nada disso importa!

terça-feira, 24 de julho de 2012

Casinha de doces

A esperança é como o pedaço de pão que Hansel e Gretel levavam na mão pela floresta... vai-se deixando migalhas pelo caminho e quando acabar... ou se fica no mesmo sítio ou volta-se para trás.

Deve ser por isso que tenho a sensação que a minha história anda sempre a repetir-se...

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Ser feliz

Quando estou feliz tudo parece alcançável.
... e é.

Quando estou feliz, estou feliz, e porque estou feliz tudo é possível, tudo voa, eu voo! nada importa além dessa minha felicidade, todas as contas tornam o resto insignificante, neutro! porque afinal não estamos a falar duma meta, mas de um estado, um sentimento tão poderoso quanto os outros...

Quando estou feliz nada preocupa, não chama, não desejo nada mais para lá dessa minha felicidade! Quando estou feliz sou bonita, sinto-me bonita mesmo que não esteja! Sou e pronto... porque estou, porque ser e estar sempre foram coisas diferentes até nunca mais termos de pensar nelas... porque simplesmente, estamos felizes!

domingo, 15 de julho de 2012

Rasteira

Hoje tropecei no destino 2 vezes. Um que já foi e outro que não é. Parecia-me impossível! mesmo ali à minha frente, mesmo ali ao mesmo tempo que eu! mesmo ali a esfregar-me os olhos para que eu os abrisse e percebesse que nada me pertencia! nem o ontem, nem o hoje, nem o amanhã! não faço parte de nada e quando menos espero, uma luz acende, a respiração acelera, o coração palpita, uma súbita felicidade corre o sangue e faz as veias incharem até...! Até não haver realmente nada, simplesmente mais nada...

Tropecei tanto neles, que me esqueci de tropeçar em mim própria e cair na realidade... a minha. Aquela que nunca pertence ao ontem, ao hoje, ou ao amanhã...

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Às vezes até parece que foi real... às vezes até parece que eu quero que ainda seja real.

Todos os capítulos descosidos, as folhas, páginas e derivados voaram com o vento e vão planando na brisa do esquecimento...  do meu esquecimento. Em ti nunca sequer existiram...

e ainda bem.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Casa

Às vezes só mesmo na minha casa... em casa. Às vezes só mesmo na minha cama... nos meus lençóis, com a minha almofada, a minha gata e o meu pijama... esse meu lar onde os meus gritos se ouvem nem que seja pelas quatro paredes... em pé, sentada ou deitada... despida ou vestida, sem horas, sem rotina, sem qualquer pensamento de obrigação... apenas comigo ali deitada debaixo do chuveiro no meio da escuridão, com a greta do estore a rasgar todo aquele silêncio!... ou quem sabe, um som que passa pela radio, uma ambulância que passa em socorro de alguém, os cães do vizinho a ladrar, e a campainha da escola primaria que recolhe as crianças mais uma vez... Às vezes... só mesmo às vezes... é apenas isto.

Morde a fronha e tira as pilhas do relógio. Deita-te no sofá a borrifar-te e come panquecas!

Ontem era o dia. Hoje... hoje é antes de amanhã.

sábado, 7 de julho de 2012

Fim do mundo

Não. O mundo não acabou. Mas, neste momento moisés deve ter batido com o bastão e o mar abriu-se em caminho salvando a vida na terra!... mas sabem, eu nunca acreditei em lendas...

E eu nem precisava que o mundo tivesse sido salvo, apenas que o meu barco não tivesse ido ao fundo antes sequer de saber navegar...

E mais uma vez... FAILED!

terça-feira, 3 de julho de 2012

You know





É um pouco mais do que uma promessa... e bem menos do que uma certeza mas... vou tentar. E vou pôr-me de pé só mais uma vez... e... manter-me assim de pé, apenas...só porque acredito. Seja lá no que for...

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Toda eu me devo

Vou-me afastando não daquilo que sou, mas daquilo que sinto.
Cada vez mais a garrafa aperta e de que maneira...

Há uma hora por semana em que podia acabar com isso, e largar o fato... mas parece que às vezes não sei mais quem quero ser... a inês que põe a conversa em dia e se senta a beber café falando de assuntos banais, ou a Inês que vai ali todas as semanas com um propósito do qual passou a vida inteira a fugir e a não dar qualquer importância! Acho que passo mais tempo da minha vida com esta dúvida, do que parece..

Sim é claro que quero continuar a acreditar... mas no quê? cada vez que sinto que é primavera, dou por mim a derreter-me sobre um chão que escalda a 40ºc prematuramente! Ai bolas mas acreditar no quê... o tempo continua a passar, de que serve dizer que será agora, no próximo mês ou neste verão??... nada garante nada... eu não sei nada... apenas sei que estou-me a dever imenso! Aliás... toda eu me está a dever!... e... se apenas fosse só nessa parte...

segunda-feira, 25 de junho de 2012


Apetecia me mesmo gritar! "Ganir" porque tenho mesmo vontade de o fazer! é que devo andar com 'O's de otária escritos na testa! Bolas porque fico sempre nesta m**** de papel! E não merecia bolas, não! vão-se todos lixar, vai-te lixar! Vai-te embora, quero apagar tudo o que me possa recordar do quão INFELIZ eu já fui assim. E eu nunca fui infeliz, não nunca... apenas me sentia... larga-me karma infeliz! eu não preciso de ti na minha vida, já te avisei! não me faças perder mais a cabeça... não me faças, não me quebres outra vez!... eu não mereço, nunca mereci...

Está-me tão a apetecer ser adolescente.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Ninguém se lembra

Este estado de perfeita idiota! Sim, eu sou muito má, horrivelmente má, fria e rígida... não eu não tenho sentimentos, emoções ou problemas!
Yah, se é isso que desenho na folha... se é isso que transmito, então... amanha-te!


De que serve lembrar-me de uma lua, se ninguém se lembra da noite... ninguém... já quase, nem sequer, 

eu!

sábado, 16 de junho de 2012

Assume

De que serve pegar num lápis e desenhar o que queremos se isso não for feito na folha de papel? De que serve dizermos que vemos e sabemos, se não o conseguimos assumir e mostrar para fora?
Não serve de nada. Eu sei.

- É muito mais difícil e arriscado escrever na folha, mas também é onde podemos escrever, riscar, corrigir, usar a borracha e apagar, refazer, aperfeiçoar...

Sim, mas... quem disse que eu podia usar um lápis de carvão? não, não posso. A minha decisão está carregada de tinta, daquela que atravessa as folhas todas do bloco, e quando ela assinar a folha, não há volta, borracha ou aperfeiçoamento a dar...

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Demasiado bom

Porque nada deixa de ser mais interessante por não poder ser nosso. Porque dia após dia tudo nos pode surpreender mais do que queríamos, bem mais do que devia de ser. Porque é sempre bem mais do que devia ser! Porque queremos, não o melhor, mas o bom suficiente para nós, aquele bom suficiente místico, charmoso e no qual não conseguimos parar de nos envolver... porque é simplesmente demasiado bom para mim...


Porque há marcas e cicatrizes cuja importância nos vai dar comichão a vida inteira...

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Embotamento emocional

É oficial. Afinal até tem um nome..."embotamento", como colocar algo dentro da garrafa e deitá-la ao mar! colocar as lágrimas e sorrisos dentro de algo e expressar o que resta para além deles... ou não expressar, não SENTIR rigorosamente nada... esgotei, asfixiei e agora recuso-me a respirar esses ares de novo, como se eles existindo, não existissem mais!


Assusta? bem mais a mim, bem mais do que consigo sentir...

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Motociclista

Sabem aqueles acidentes de mota em que o condutor vai com o capacete posto e depois de ter o acidente aconselham a manter o capacete na cabeça até ao hospital porque senão corre o risco de o cérebro sair agarrado ao capacete? mesmo que depois do acidente se sintam completamente bem e sem danos alguns. Do género... a pancada foi forte mas sentimo-nos bem!

Eu sou o condutor de mota que acabou de ter o acidente e não sabe dessa regra...

domingo, 3 de junho de 2012

18

Porque é quando chegamos aos 19 que reparamos e percebemos aquilo que conquistámos com os 18, como quem faz agora um balanço de um ano quando vai entrar num novo... e as conquistas foram várias e fizeram a diferença durante este último ano em vários sentidos... desde o entrar para a faculdade, o tirar a carta (quase), toda a nova rotina agitada e inovadora de Lisboa, o que tenho conhecido e aprendido e sem dúvida crescido nestes últimos meses... pequenas coisas como poder entrar num casino, realizar o meu primeiro compromisso militar, concorrer em tudo o que quiser e responsabilizar-me pelos meus próprios actos... é o início duma independência diferente, que traz responsabilidade e vai exigindo a sua maturidade e mudança, que no meu caso, começou a surgir pouco depois dos 18. Muita coisa mudou, muita coisa perdi e muita coisa conquistei e tenho vindo a conquistar... é assim mesmo a vida e eu quero vivê-la intensamente a cada dia, a cada ano que passa e puder dizer e festejar mais uma vitória só pelo simples facto de fazer anos nesse dia, anos do dia em que vim ao mundo quando já toda a gente me dava por garantida para amanhã... nunca gostei que me dessem por garantida, por isso.... ;)

happy bithday to me!

terça-feira, 29 de maio de 2012

Porque aperta tanto... e faz-me sentir um mero papel de rascunho amachucado!.. escrito por linhas tortas sem sentido, sem importância... porque a verdade é que eu nunca a tive para ninguém! nem nunca me dei...

E fico assim... meramente amachucada.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Põe-te

Não tenho onde me pôr. 
Não há onde me encaixar, me envolver e sentir protegida... Não sinto, não sou nem estou! não condiz! não condiz... e continuo sem estar em algum lado porque eu não estou em lado nenhum...
 ...porque tornei-me num vidro anti-bala feito de pedra fina que não cria rachas quando lhe batem, rachas que se abriam lentamente, mas um vidro que à primeira que lhe conseguirem fazer um único risco que seja vai-se estalar todo de novo outra vez!... e... terá isso voltado a acontecer? se sim, então deixei mesmo de acreditar nos puderes da super cola UHU com que tentei colar bocado a bocado o coração já tão rasgado de simplesmente nunca ter sabido...

domingo, 6 de maio de 2012

Nem...
um sorriso, uma ruga de felicidade, um expirar de alívio, de algo que simplesmente não me aperte e rasgue sem me relaxar nem que fosse por um segundo! um mero segundo...
Apaga as luzes e o sol e a lua... deita-te, tapa-te até à ponta dos pés, fecha as pestanas e olha apenas para fora e... não penses em mais nada, rigorosamente mais nada...

Perdi-me sem nunca ter sabido onde estava.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Cascas

É como se de repente, se tornassem meras cascas superficiais, restos mortais de sumo espremido, daltónicos, sem qualquer profundidade ou misticismo... totalmente frios e opacos! sem brilho, sem interesse! desviados para o mundo todo menos para quem os observa... Deixei de conseguir envolver-me neles durante horas mergulhada numa água onde apenas eu podia nadar! Mas mais uma vez, nada é apenas meu, exclusivo de mim e quem sabe de ti!
Perdi-os. Perdi-me e Perdi-te... porque na verdade eu nunca te encontrei.

-me e -te, mais distantes, mais inexistentes do que nunca!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Sem brilho

Não. Eu não sabia.
Eu não pretendia. Eu não queria...
Podia dizer que já nem essas paredes e muros sinto, ou o peso deles quando caiem sobre mim e me esmagam sem estalar, ou a escuridão desencadeante das estrelas que me cegam enquanto fico estendida e caída sem saber o que fazer, o que pensar, o que ser e sentir! Que não distingo o sol da lua pois ambos perderam o único brilho que os distingue enquanto o chão que os reflecte volta a arranhar-me a face e a dizer-me que a vida não quer saber do que merecemos ou não! Não... Eu não merecia que tivesse sido assim! Bolas não merecia!...
Tudo rodava por dentro e por fora, tudo se descreveu em gritos e pânico e choro e riso... Não. Eu não sabia. Eu não sabia o que estava a fazer e já era tarde para controlar...

E mais uma vez, e mais esta vez. É a mim que está a doer...

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Ás vezes apetecia-me ser simplesmente verde, inocente, prematura, salgada e ácida, sem ar de suco maduro e doce! aquele que percorre apenas a casca e a torna apetecível...

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Ingenuamente

Há uma altura da vida em que percebemos que as papas já não nos fazem crescer de todo e o colo seja de quem for já não nos protege de nada... os limites vão sendo impostos em rigorosamente TUDO, Porque é mesmo assim.

ingenuamente ridícula!

parece que as marteladas ainda não chegaram...

-Me e -Te

E foi então que depois de bater com o nariz na porta de vidro que nem tremeu e ainda se riu de mim depois de afinal nem sequer sair do meu caminho deixando-me a sangrar por dentro e por fora durante horas não da pancada mas da ridicularidade de mais uma vez ter sido eu a quebrar e a estalar por acreditar em algo que nunca tive!... depois disso... já em ressaca, vi lentamente essa barreira invisível deslocar-se para a direita abrindo-se sim, dando-me a certeza de que não voltava a bater.... É claro que não acreditei, e ilusões durante o período de recuperação já eu tive muitas! Mas estava ali assim aberta, indiscutivelmente!... avancei não porque acreditava mas porque sentia... como um cego que sabe a cor que está debaixo do dedo não porque a vê mas porque a sente...

e como é bom sentir!...

-me e -te assim.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

E vejo-te em todos os meus sonhos, mas nunca sei se sonhei contigo...

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Só porque assim


Acho que ainda acredito em demasiadas coisas para deixar de acreditar assim, só porque assim, no amor.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Bem mais

'Nem bom nem mau'.

E sem dúvida que era bom, que merecia esse bom! E é bom. Não novamente esse irritante e cínico 'suficiente'. Mas afinal qual é o critério para algo ser suficiente se nunca somos bons o suficiente??? O que é ser bom o suficiente? o que realmente significam dois algarismos depois de tanto trabalho, esforço, empenho e dedicação...

Não é mais ou menos... era mais! bem mais. Ponto final.

sábado, 7 de abril de 2012

Hoje sonhei que tinhas morrido.

Não foi um sonho qualquer... Nem sequer costumo sonhar, assim. Mas nunca é agradável quando é com a morte de alguém, muito menos por quem já tomámos por garantido, por quem pensamos ter todo o tempo do mundo para dizer o que nunca dissemos, o que nunca será dito... até ali! Até ao momento em que acordo e olho para o relógio e percebo que o tempo voltou a ser meu e que nada foi de facto real... nunca nada foi realmente real, nem sequer na realidade quanto mais num sonho!...

Sentira que voltara a amar-te só pelo simples facto de te ter perdido, 'para sempre'. E eu nunca te amei. Mas... foi só um sonho, felizmente. Tal como todos aqueles em que me beijas docemente a orelha e sussurras calmamente: "Está tudo bem... Eu continuo aqui.". Só pelo simples facto de teres ficado...

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Contemplação

Há momentos em que sentimos que nem depois de uma vida inteira ou de anos de certezas e incertezas, de decisões, nos conhecemos realmente.
Há dias em que me desconheço e me incerto... em que me surpreendo e dou por mim a sentir sem mim. Ou com 'mim'... se calhar é mesmo esse o problema, negar estar em mim e apenas comigo. Aprendi desde muito cedo a fingir e a ver tudo pelo melhor lado, é isso que ensinam às crianças nas escolas, desde que aprendemos o primeiro 'ai'. E há quem seja criança a vida toda.
Mas há coisas que não se aprendem. Há coisas das quais gostar não chega e aprender não é suficiente... é preciso criar. Inventar. Ser diferente. E apaixonei-me por um mundo onde somos obrigados a isso mesmo para sermos algum dia 'bons' o suficiente... Há quem ache que isso é uma barreira invisível. Tal como a felicidade... nunca seremos bons o suficiente, nunca seremos felizes o suficiente... Queremos sempre mais do que somos e do que é possível. A vida é feita de momentos felizes, bons ou maus... mas a felicidade é vista como uma meta e não um estado... acho que é por isso que existem pessoas infelizes.
Acho que é cedo para desistir.
Se gosto e tenho aprendido, então devo continuar. Não me identifico em mais lado nenhum, em mais nenhuma área. De alguma forma pertenço ao que optei e faço parte disso e já não me imagino noutro lado...
Ainda tenho tempo para mais tarde optar por algo mais e mudar o que quero "aprender" e aprender o que é "aprendível" caso não seja de facto boa o "suficiente" no que tenho simplesmente de saber, sem que alguém me ensine... Se não for boa o suficiente para satisfazer essa sede da sociedade de se criar algo novo e diferente que fará todos os olhos, até os mais exigentes, contemplarem, como só se contempla unicamente sendo pela primeira vez.

Por enquanto contemplo-me sozinha.

Chega? ...Talvez.

domingo, 1 de abril de 2012

Importas-te de parar? os teus olhos desconcentram-me. Obrigada.

Perder


E de repente apertou cá dentro.

Aquele aperto tão único que já senti demasiadas vezes... Essa sensação de que vou perder a qualquer momento. Esse medo de simplesmente ir-se embora sem qualquer justificação!... essa falta de resposta, esse abandono, essa traição já tão sentida... Essa ausência sem sentido! Esse medo sem motivo...

talvez.

Foi só um susto... como um sonho mau e não um pesadelo...

Não te preocupes.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Sentido

Tem de ser novo para o mundo e não para nós... Mas se for novo para nós e não para o mundo, como o poderíamos sequer saber?

Continuo sem saber o que lhes fazer!

Parece tão bom, tão envolvente... que vontade de saber mais! mas resume-se à... obsessão? Ou talvez... medo? ai outra vez?! Mas porquê! Ai que idiota seria se abri-se de novo a porta e o deixasse entrar! estou farta de abrir portas... abri tantas, demasiadas, e no fim fui eu quem levou com elas na cara! outras tantas demasiadas vezes. Demasiadas.

Prefiro aguardar... prefiro guardar... sei la eu bem o quê...
Espreitem antes pela janela... quem sabe depois?

Mas o mundo não funciona assim... nem eu.

Faz sentido?

Sim... hoje não.

sábado, 24 de março de 2012

Demora

Às vezes gostava tanto que alcançar não demorasse tanto... que não demorasse sequer, que não houvesse um tempo necessário até se o fazer. Que não exigisse regras, faseamentos ou previsões... Queria apenas que fosse aquilo que se quer agora, sem condições de tempo ou de necessidade ou de outra coisa qualquer!... apenas sentimento e impulso irracional carregado desse imenso desejo... apenas isso, só isso, e o resto... o resto que venha depois.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Primavera

Que fique então este sol!... que ele entre e penetre e fique... que esta primavera-verão seja de vez uma época bem sucedida cheia de conquistas e calor que depois nos mantém quentes e mornos o resto do ano... que seja uma primavera conquistadora, que abra muitos sóis, que dê cor a todos estes canteiros de terra batida cheia de covas onde plantei as melhores sementes ao longo de todo o inverno trabalhoso... aquelas que continuo a regar e a cuidar mesmo que ainda só lhes veja os cales...

Acima de tudo... agarrar e ficar, sem quês ou porquês. Sem falhas, sem medos!

bem... Faz valer a pena!

segunda-feira, 19 de março de 2012

Prados


Gazelas selvagens e livres que correm livremente como corpos envolvidos que rebolam por grandes e longos prados profundamente verdes, aqueles que tanto quero explorar e conhecer, aqueles que transformam as tuas mãos em arte expressa numa folha de papel, Aqueles que me envolvem loucamente de curiosidade e vontade de os arrancar só para mim...

Posso?

quarta-feira, 14 de março de 2012

Feeling

Porque por cada pensamento há um sorriso maior... Porque por cada minuto que passa há um olhar mútuo... Porque alguma coisa está diferente e o estômago aperta só de a sentir! Porque é simplesmente bom e desta vez... não quero que acabe mesmo!

Talvez fique... (de vez!)

terça-feira, 13 de março de 2012

Ver


Porque até um cego consegue sentir a cor que não vê, não porque acredite nela mas porque sente a sua essência e a reconhece em todo o lado... Porque uma cor não é só uma cor mas uma energia, assim como o amor não é apenas "amor" mas um conjunto de estados indefinidos ao qual estando cegos ou não, nem sempre conseguimos identificar a sua verdadeira essência... nem damos importância a isso.

Eu não acredito no amor. Eu acredito nessa sua essência e no poder da sua energia... não porque acredite, mas porque a sinto!

sexta-feira, 9 de março de 2012

Formas


Era uma vez um círculo. Um círculo é uma forma geométrica preenchida, um espaço geométrico. Havia 4 pontos imaginários, inter-unidos nesse mesmo círculo completo e perfeito, preenchido... Mas, aos poucos, este foi-se esvaziando, esvaziando... o seu espaço começou a saltar para fora do círculo, até este se tornar numa circunferência... Aí, os pontos começaram a crescer, a ocupar o espaço vazio e a ultrapassar a sua linha... e sem se aperceberem tornaram-se em vértices. 4 vértices que formavam um quadrado. 4 vértices que formavam uma só forma, que dependem uns dos outros para serem um só, um só vazio, que eram...
Até que um dia, um dos vértices opta por sair dessa forma. Salta para fora e os 3 restantes ficam a formar um género de triângulo aberto, não fechado ou unido... um género de recta que contém 3 pontos: um no início, outro no meio e outro no fim, sendo esse do meio o que une e separa ao mesmo tempo os outros dois, sem nenhum deles se aperceber que já nada formam juntos, que a recta é infinita porque a fazem infinita, e que resta a todos apenas uma única opção - serem simplesmente aquilo que são: meros pontos, grandes ou pequenos mas que não dependem de outros para estarem completos ou para fazerem parte de um todo como já fizeram... Há que primeiro ser-se ponto e só depois formar um lado com alguém e depois uma forma, etc... O que vai acontecer a estes 3 pontos? não sei... sei apenas que o ponto que eu represento vai saltar desse pseudo-triângulo-linha e vai de vez definir-se sozinho, com tudo aquilo que vale, sem que mais ninguém dependa dele para tentar tornar algo completo. Sem que sinta mais a culpa de isso não acontecer...


"A família é como um arquipélago... todos fazem parte dum, mas cada um em separado e sozinho, e sempre a afastarem-se cada vais mais uns dos outros..."

segunda-feira, 5 de março de 2012

Tempo



E esse é exactamente o grande problema do tempo... Destrói qualquer criança e torna-la num grande adulto sem sequer avisar. E depois? Depois, de repente, com a força de quem leva um tabefão na cara e não uma palmadinha no rabo, reparamos que o mundo é mais pequeno do que aquilo que costumava ser, e tudo o que antes era divertido vai deixando de nos servir!... Já de nada serve chamar a incansável mãe que dava um beijinho no dói-dói e ele parava de doer... Já não se tratam de joelhos esfolados e aranhões pela cara cheios de betadine e lágrimas prematuras... feridas que o tempo sempre curou! Agora tratam-se de cicatrizes, marcadas não pelo tempo, mas pela eterna dor... essa coisa constante que nem ao tempo pertence... que sangrarão por dentro até ao mais imenso futuro!

sábado, 3 de março de 2012

Bem.vinda

O problema de algo já não precisar de fazer sentido e estar fora do 'timing' é que fica excluído de qualquer regra, data e tempo indicado, dando-lhe um género de liberdade imensa para acontecer quando quiser e que funcionará apenas com base numa necessidade mútua, numa preparação mútua e necessária para funcionar...


Sim. Bem-vinda de volta ao mundo da racionalidade.

domingo, 26 de fevereiro de 2012


Prefiro acreditar que aquela pessoa morreu, ou teve de partir para um outro mundo que não o meu, do que ter de aceitar que essa pessoa simplesmente nunca existiu... que foi tudo fruto da minha criativa mente.

...
O que farias hoje se soubesses que não falharias?

- Acreditava.
Hoje apetecia-me escrever algo grande... bem maior do que aquilo que algum dia vou conseguir ser.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Friends will be friends


Esse é sem dúvida o amor pelo qual valerá sempre a pena lutar =) E que pode ser eterno.

Para sempre?

Sim, enquanto existir!


'Friends will be friends,
When you're in need of love they give you care and attention.
Friends will be friends,
When you're through with life and all hope is lost,
Hold out your hand cause friends will be friends right to the end'

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Karma

Talvez hoje até seja um bom dia para pensar. Ontem não e os pensamentos voaram alto mas sem asas e acabaram por cair à beira dos meus pés que não paravam de marcar o ritmo. Os mesmos pés que jurava quererem espezinhar() demasiadas vezes. Eu nunca odiei porque eu nunca amei. Até pode ser verdade isso mas... bem, hoje definitivamente não. Estou algo como conformada, a percorrer a minha estrada sempre em frente e a vivê-la o mais intensamente possível! Mas ainda não consegui aceitar... e por isso, em alguns momentos, em algum segundo, eu saio dessa estrada e entro numa esquina, num carro, numa praça, ou numas kármicas iniciais, e lembro-me e irrito-me profundamente do coração às mãos enquanto rio cinicamente dessa sempre pequena coincidência, porque de alguma forma, sim, caraças ainda dói, porque sim!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012



Porque o amor quando é puro... tem imensas formas.

Esta é unicamente nossa e só nós sabemos o que realmente significa.


'Só essa água fará reconhecer o mais profundo, o mais intenso amor do universo, e eu quero que dele fiquem a saber até as estrelas mais antigas e brilhantes.
Abraça-me. Uma vez só. Uma vez mais.
Uma vez que nem sei se tu existes.'

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Simples

Se não conheço como posso gostar?

Se não arriscares e quiseres conhecer nunca vais gostar de certeza... é simples!

Faz só porque sentes que sim agora. O depois... logo se vê!



http://www.youtube.com/watch?NR=1&feature=endscreen&v=nA2k79EGHbc

domingo, 12 de fevereiro de 2012

1/2

Hoje em dia tudo muda repentinamente como se não existissem meias estações.
Passo a vida a queixar-me do Outono, desse meio termo, desse antecedente do Inverno, desse nada... Mas o que tanto procuro na minha vida é mesmo esse meio termo, essa meia estação, esse nem tudo nem nada! Nem demais, nem a menos... apenas o ideal. Apenas... isso!
Talvez se trate de encontrar a Primavera...

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012


E depois? depois o que acontece?

- O que tiver de acontecer.

Então e porque o hei-de fazer? Como posso ter a certeza que não vai falhar?

- Não tem.

E se eu não quiser?

- Não faz. Acaba-se tudo, volta para casa e continua a viver dessa forma.

...



Porque se preocupa tanto?

- Porque eu gosto de si.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Respira e respira e respira mais uma vez e outra :)

respira... simplesmente respira.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Como uma flor em cima de um grande cacto, que vai perdendo os espinhos ao longo do tempo...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Ciclo

Quando nos forçamos a sentir algo, não há palavras que o descrevam, não verdadeiras. E eu deixei de distinguir o real da ficção há muito tempo...

Talvez só me consiga perdoar no dia em que perdoar a ti. Talvez o contrário. Talvez nenhuma das duas seja possível...

Um dia afirmei que perdoar fazia parte do ciclo... hoje... hoje duvido de tudo o que já afirmei.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Chega

Sabem aquelas memórias que guardamos dentro de uma caixa e às vezes parece que nunca saíram do nosso bolso? e choramos e rimos como se as tivéssemos guardado no bolso nesse mesmo dia... Que idiotice... Já lá vai, não vale a pena gastar mais da minha alma em assuntos que só a consomem!... e entornar-me de tanta raiva, bem mais de mim, do que qualquer outra pessoa... Olha bem no que nos tornámos!... vê o que o tempo fez, vê como ele castiga!... já chega de lhe dar motivos, tenho a vida toda pela frente! Não quero nem mais uma noite perdida, nem mais uma lágrima seja qual for o seu motivo.

Eu não sou assim, nunca fui! Apenas é tarde para perdoar... foi sempre tarde.
Ponto.
And so I cry and laugh along the hate.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Sem título


A melhor e a pior crítica que já tive em toda a minha vida, em 5 minutos. 5 largos minutos. Um dia vou-me rir como eles, tenho a certeza.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Acidez

Às vezes descobrimos que dentro de nós tudo pode piorar, e que pouco pára um mau sentimento de crescer, de nos tornarmos cada vez mais odiosos, porque simplesmente os olhos vão sendo forçados a ver cada vez mais... e a raiva de bater, partir, romper, cuspir e deitar-te fora e pisar-te com toda a força que tiver, destruir-te bocado a bocado até não restar nada mais de ti, absolutamente mais nada! Ahh que gozo pode dar a lágrima de alguém... basta ser tua! Mas estas NUNCA serão suficientes para compensar seja o que for... aquilo que morre nunca pode ser compensado. Nunca será...

Sabes qual a coisa que mais odeio em ti? O facto de seres o culpado de todas estas palavras que escrevo, de tanta mentira pregada aos meus ouvidos tanto tempo! de sentir a dor delas uma a uma, como gotas de limão a pingar sobre uma ferida aberta...
Esta é a dor que nunca mais consigo curar.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Rewind

"Que alguém me venha salvar, me traga uma luz, porque a escuridão não se cansa de ser cada vez mais escura, porque eu perdi todo o meu brilho e até a mim mal me consigo ver... e mesmo assim, continuo a ver a tua sombra..."

Há coisas que nunca esqueceremos só pelo simples facto de estarem escritas. Há sentimentos que perduram e vão sempre relembrar-se passe o tempo que passar. Há coisas que simplesmente não se perdoam, só pelo simples facto de nunca terem sido resolvidas e há coisas que nunca seremos capazes de aceitar... coisas que deveriam e ainda devem de ser feitas e não foram assim como não são.

Eu? Cansei-me há muito de fazê-las sozinha.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Big and blues, the deepest, and telling the most misterious lies...

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O primeiro dia


Os primeiros e os únicos momentos realmente mágicos... Sim... naquela altura tudo ainda tinha aquele toque de magia, a imaginação voava e sorriamos simplesmente porque existia e porque o sentíamos, como se tudo viesse de um conto de fadas!... Aquele dia de chuva em Janeiro, o ambiente perfeito em pleno romantismo genuíno, em que aquele primeiro calor bastou e demais para me aquecer aquelas longas horas seguintes e fazer todas as flores nascerem prematuramente... Sentir pela primeira vez esse verdadeiro calor, o verdadeiro toque e experiência, a felicidade de quem sente de verdade pela primeira vez... Tudo era bom até ter acabado. Nada é bom quando acaba, mas tudo o pode ser se simplesmente acontecer e enquanto existir, ficar e durar nesse tão bom sentimento...

sábado, 14 de janeiro de 2012

Failled....

É só mais uma que como todas as outras não tem importância!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Soletra

E demorou-se um ano até se chegar ao ponto fulcral da minha existência, e até que compensou a viagem... Ao motivo de quase tudo. Bem... Eu chego a ele todos os dias.

Soletro sem medo, o medo que tanto tenho.

domingo, 1 de janeiro de 2012

12

1. Aceitar.

2. Play the final beat, the last song, the holding breath. Play it and stop it. One of these days.

3. Encontrar.

4. E vi-lhe a felicidade brilhar nos olhos, a que um dia quero carregar. Compartilhar os melhores momentos de cumplicidade e amor e levá-los comigo ao longo do resto da minha vida... Ficar.

5. Manter.

6. Compreensão, Compreender é isso. É atravessar o rio e observar deslumbrando um pôr do sol e sentir que a outra pessoa está a fazer o mesmo... É pensar em algo no momento em que o outro o diz... É dar e receber um abraço sem ter sido pedido.

7. Dar.

8. Saúde. Largar bengalas e químicos, encontrar o equilíbrio.

9. Relaxar.

10. Libertar-me. Explorar, conhecer, aprender, ver! Viajar por lugares novos, perder horas em cultura, desfrutá-la. Ter coragem de ir!

11. Multimédia.

12. Reparar. Agir. Resistir e avançar, resistir e não ceder, resistir e não ficar, resistir para vencer. Lutar.