quinta-feira, 26 de abril de 2012

-Me e -Te

E foi então que depois de bater com o nariz na porta de vidro que nem tremeu e ainda se riu de mim depois de afinal nem sequer sair do meu caminho deixando-me a sangrar por dentro e por fora durante horas não da pancada mas da ridicularidade de mais uma vez ter sido eu a quebrar e a estalar por acreditar em algo que nunca tive!... depois disso... já em ressaca, vi lentamente essa barreira invisível deslocar-se para a direita abrindo-se sim, dando-me a certeza de que não voltava a bater.... É claro que não acreditei, e ilusões durante o período de recuperação já eu tive muitas! Mas estava ali assim aberta, indiscutivelmente!... avancei não porque acreditava mas porque sentia... como um cego que sabe a cor que está debaixo do dedo não porque a vê mas porque a sente...

e como é bom sentir!...

-me e -te assim.

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