"1. Aceitar.
2. Play the final beat, the last song, the holding breath. Play it and stop it. One of these days.
3. Encontrar.
4. Ficar.
5. Manter.
6. Compreender.
7. Dar.
8. Saúde.
9. Relaxar.
10. Libertar-me. Explorar, conhecer, aprender, ver! Ter coragem de ir!
11. Multimédia.
12. Reparar. Agir. Resistir. Lutar."
2012
Bem... o mundo está a acabar na televisão e está uma bela noite aqui, fria, mas algo mágica... aqui em Santarém já fizeram 0º graus nas últimas horas. Ele diz que em Lisboa só é mais quentinho devido à poluição, aqui o ar é puro e é mesmo verdade! tem algo de mágico que paira sobre a cidade, tudo parece instintivo, sem stress, sem problema... tudo parece tão estável e simples, sem preocupações, sem tempo... e é assim que me tenho sentido, ou tentado... o medo está sempre à porta mas não o tenho deixado entrar, é algo barulhento e não pára de bater e bater, mas há-de haver um dia em que vai desistir...
2012 foi um ano de mudanças, várias até, uma continuação de 2011 de alguma forma... fui conquistando objectivos, seguir mais o que o coração diz, mas é tão dificil... Aceitei sim, mas obviamente não esqueci... nem vou esquecer, foi uma ferida demasiado profunda e como tal a cicatriz vai sempre assombrar me à flor da pele... vou ter sempre aquele pequeno medo de picar-me nos espinhos da flor que tão bela parecia... vou sempre desconfiar, vou resistir mais do que devia... mas com o tempo isso vai desaparecer, eu sei. E há erros que sem dúvida não se repetem. E outros que não se deviam repetir e que ainda sucederam por vezes este ano... às vezes é dificil de entender que depois de pormos um ponto final não pode vir rigorosamente mais nada, não faz o menor sentido. Ponto final sem parágrafo... tudo o que lhe suceder será doloroso e desencaixado... Para sempre é sempre por um triz... Play the final beat - done.
Procurei mais do que encontrei, mas às vezes encontramos e nem nos damos conta, e também perdemos dessa forma... nada propriamente ficou, nada propriamente durou... mas cheguei lá, encontrei os meus próprios objectivos e concretizei-os com alguns custos. Conheci o sabor do perder porque devia perder mesmo que não merecesse... e por consequente conheci o sabor da desforra. Senti-me compreendida, recebi mais do que dei, mas dei mais a mim própria, como nunca tinha acontecido. Mais difícil do que ter coragem de ir é ter coragem de ficar... nem tudo acontece por acaso, e às vezes há um sentido quando algo altera a nossa rota. E o quão bom está a ser ter ficado. E serei sempre uma eterna lutadora.
Não vale a pena fazer 13 pontos para 2013. Tenho apenas um principal e primeiro objectivo:
1. Deixar ir.
Sem receios... sem tanta racionalidade... ainda vai uma longa estrada até lá, mas nunca a senti tão debaixo dos meus próprios pés... a minha estrada, a minha oportunidade, falta tão pouco... por mais que não faça sentido, vou ter de me entregar, seguir o que o coração tanto quer... bolas parece tão fácil! e o tempo está sempre a contar... há um timing para cada coisa acontecer, um timing ''perfeito''... às vezes quando sentimos que pode acontecer temos pressa e antecipamos o acontecimento e acaba por correr mal. Ou o contrario, neste caso, estamos sempre à espera dele, e não damos o passo por medo e quando damos por nós esse timing, essa oportunidade escapou. E não há volta a dar...
Marcou a Arrábida, o alentejo, Sintra, Sesimbra, Porto, Cabo Sardão, Porto Côvo, Santarém e Nazaré... Marcou Coldplay, Deolinda, Evanescence, Metallica, Linkin Park, klepht, Radiohead, entre outros... Marcou a carta tirada, as performances, os dias de praia, os cafezinhos, as saídas da faculdade, os novos e recentes amigos, as noites de Altura, todas as noites que correram bem e as que correram mal... os pé de dança e os pés pisados, as horas a fazer trabalhos, os santos, os 19, o workshop, o curso que tanto queria tirar, o curso que estou a tirar, o avante e tudo o que ele traz de novo e faz reencontrar todos os anos, a minha Lara, e todos os que são e serão sempre importantes e com quem pude estar e com quem não pude estar. São estas coisas que nos preenchem a vida e fazem com que a aproveitamos ao máximo... acabou mais um ano que sim foi bem recheado e onde aconteceu muita coisa... mas, falta estar mais de acordo... falta parar de ter medo de mim própria dos meus próprios sentimentos e tirar mais partido de cada momento, cada oportunidade, parar de estar tão presa, sentir-me tão apertada com tanta falta de ar... é preciso deixar algumas bagagens para trás, não levar para 2013 o que já não aguentei ter em 2012. É preciso fazer alguns ajustes, algumas escolhas, mudanças e sem dúvida, pensar mais em mim! Há tanta falta de eu no meu dia-a-dia... há tanta falta de mim em tudo. Tudo mesmo...
Cada vez mais perto do ficar, do estar... não basta sentir, é preciso estar, é preciso ser e para isso é preciso, sem dúvida, deixar ir...
E estes são os meus melhores votos para este ano tão misterioso que se avizinha!
***
domingo, 30 de dezembro de 2012
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
1. Deixar ir
Normalmente não escrevo quando estou feliz ou até mesmo segura.
Portanto...
Não estou mas... sinto-me! e sei lá eu porquê...
Portanto...
Não estou mas... sinto-me! e sei lá eu porquê...
sábado, 15 de dezembro de 2012
Try again
Um dia vai ser sim... hoje não foi o dia.
Constantemente rejeitada... nem sei bem por quem ou quando começou, sei apenas que... novamente e totalmente rejeitada. Não estive a altura... incrível como me mato sempre (e ainda me mato) para não conseguir, try again kid...
Astros o caraças.
Constantemente rejeitada... nem sei bem por quem ou quando começou, sei apenas que... novamente e totalmente rejeitada. Não estive a altura... incrível como me mato sempre (e ainda me mato) para não conseguir, try again kid...
Astros o caraças.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
12-12-12
Pode ser só uma data, um dia que nem vá marcar grande diferença... vai sim marcar um passo, quer seja para o futuro ou para a parte afectiva, não sei bem... sei apenas que sinto que vai ser algo bom, um passo há muito esperado... de repente parece que voam oportunidades como aviões de papel, é só apanhá-los e... tentar mantê-los nas minhas mãos!
Aproveita...
Aproveita...
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Cartas II
Tantas oportunidades, tanto acontecimento, tanta vida a passar por mim... não sei em que parte pegar, nunca sei... mas tudo parece sempre tão momentâneo... as felicidades e as tristezas tudo vem e vai, tudo passa... tão momentâneo que chega a ser vazio... Nunca vou saber perder, nem como perder, nem deixar de ter medo de perder! ...por mais que saiba que tem de ser assim e às vezes não há mesmo outra forma... sinto-me tão impotente... está tudo tão errado outra vez, só resta o largar, de vez... porque as pessoas não mudam, nunca mudam... e os bons momentos já não passam de recordações cheias de passado... o presente, esse... tem uma cara completamente diferente. Então porquê insistir em algo que já nem tem como existir??... Cartas? estão todas guardadas, são e serão sempre... boas memórias.
Bem... nada onde não possa/já tenha sido substituída...
sábado, 1 de dezembro de 2012
Ironia do destino
Até que ponto nos podemos desiludir com alguém? até ao ponto de doer... e é esse o maior dos problemas na minha vida, tudo chega sempre ao ponto de doer, de me surpreender sempre ao ponto de doer... parece que nunca conheço realmente ninguém, e tapo a vista sempre a dizer que a pessoa não é assim apenas às vezes age e fala assim... e depois na realidade quem queria eu enganar? está sempre tudo à minha frente... Eu só me pergunto porque também gasto sempre anos de vida em relações que acabam sempre no desespero, na desilusão... como se não houvesse outra forma de o ser.
A ingrata posição de quem conhece e não acredita que aquela pessoa chegou àquele ponto... é de facto, tão irónico...
A ingrata posição de quem conhece e não acredita que aquela pessoa chegou àquele ponto... é de facto, tão irónico...
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