Tem de ser novo para o mundo e não para nós... Mas se for novo para nós e não para o mundo, como o poderíamos sequer saber?
Continuo sem saber o que lhes fazer!
Parece tão bom, tão envolvente... que vontade de saber mais! mas resume-se à... obsessão? Ou talvez... medo? ai outra vez?! Mas porquê! Ai que idiota seria se abri-se de novo a porta e o deixasse entrar! estou farta de abrir portas... abri tantas, demasiadas, e no fim fui eu quem levou com elas na cara! outras tantas demasiadas vezes. Demasiadas.
Prefiro aguardar... prefiro guardar... sei la eu bem o quê...
Espreitem antes pela janela... quem sabe depois?
Mas o mundo não funciona assim... nem eu.
Faz sentido?
Sim... hoje não.
quarta-feira, 28 de março de 2012
sábado, 24 de março de 2012
Demora
Às vezes gostava tanto que alcançar não demorasse tanto... que não demorasse sequer, que não houvesse um tempo necessário até se o fazer. Que não exigisse regras, faseamentos ou previsões... Queria apenas que fosse aquilo que se quer agora, sem condições de tempo ou de necessidade ou de outra coisa qualquer!... apenas sentimento e impulso irracional carregado desse imenso desejo... apenas isso, só isso, e o resto... o resto que venha depois.
quinta-feira, 22 de março de 2012
Primavera
Que fique então este sol!... que ele entre e penetre e fique... que esta primavera-verão seja de vez uma época bem sucedida cheia de conquistas e calor que depois nos mantém quentes e mornos o resto do ano... que seja uma primavera conquistadora, que abra muitos sóis, que dê cor a todos estes canteiros de terra batida cheia de covas onde plantei as melhores sementes ao longo de todo o inverno trabalhoso... aquelas que continuo a regar e a cuidar mesmo que ainda só lhes veja os cales...
Acima de tudo... agarrar e ficar, sem quês ou porquês. Sem falhas, sem medos!
bem... Faz valer a pena!
Acima de tudo... agarrar e ficar, sem quês ou porquês. Sem falhas, sem medos!
bem... Faz valer a pena!
segunda-feira, 19 de março de 2012
Prados
Gazelas selvagens e livres que correm livremente como corpos envolvidos que rebolam por grandes e longos prados profundamente verdes, aqueles que tanto quero explorar e conhecer, aqueles que transformam as tuas mãos em arte expressa numa folha de papel, Aqueles que me envolvem loucamente de curiosidade e vontade de os arrancar só para mim...
Posso?
quarta-feira, 14 de março de 2012
Feeling
Porque por cada pensamento há um sorriso maior... Porque por cada minuto que passa há um olhar mútuo... Porque alguma coisa está diferente e o estômago aperta só de a sentir! Porque é simplesmente bom e desta vez... não quero que acabe mesmo!
Talvez fique... (de vez!)
Talvez fique... (de vez!)
terça-feira, 13 de março de 2012
Ver
Porque até um cego consegue sentir a cor que não vê, não porque acredite nela mas porque sente a sua essência e a reconhece em todo o lado... Porque uma cor não é só uma cor mas uma energia, assim como o amor não é apenas "amor" mas um conjunto de estados indefinidos ao qual estando cegos ou não, nem sempre conseguimos identificar a sua verdadeira essência... nem damos importância a isso.
Eu não acredito no amor. Eu acredito nessa sua essência e no poder da sua energia... não porque acredite, mas porque a sinto!
sexta-feira, 9 de março de 2012
Formas

Era uma vez um círculo. Um círculo é uma forma geométrica preenchida, um espaço geométrico. Havia 4 pontos imaginários, inter-unidos nesse mesmo círculo completo e perfeito, preenchido... Mas, aos poucos, este foi-se esvaziando, esvaziando... o seu espaço começou a saltar para fora do círculo, até este se tornar numa circunferência... Aí, os pontos começaram a crescer, a ocupar o espaço vazio e a ultrapassar a sua linha... e sem se aperceberem tornaram-se em vértices. 4 vértices que formavam um quadrado. 4 vértices que formavam uma só forma, que dependem uns dos outros para serem um só, um só vazio, que eram...
Até que um dia, um dos vértices opta por sair dessa forma. Salta para fora e os 3 restantes ficam a formar um género de triângulo aberto, não fechado ou unido... um género de recta que contém 3 pontos: um no início, outro no meio e outro no fim, sendo esse do meio o que une e separa ao mesmo tempo os outros dois, sem nenhum deles se aperceber que já nada formam juntos, que a recta é infinita porque a fazem infinita, e que resta a todos apenas uma única opção - serem simplesmente aquilo que são: meros pontos, grandes ou pequenos mas que não dependem de outros para estarem completos ou para fazerem parte de um todo como já fizeram... Há que primeiro ser-se ponto e só depois formar um lado com alguém e depois uma forma, etc... O que vai acontecer a estes 3 pontos? não sei... sei apenas que o ponto que eu represento vai saltar desse pseudo-triângulo-linha e vai de vez definir-se sozinho, com tudo aquilo que vale, sem que mais ninguém dependa dele para tentar tornar algo completo. Sem que sinta mais a culpa de isso não acontecer...
"A família é como um arquipélago... todos fazem parte dum, mas cada um em separado e sozinho, e sempre a afastarem-se cada vais mais uns dos outros..."
segunda-feira, 5 de março de 2012
Tempo

E esse é exactamente o grande problema do tempo... Destrói qualquer criança e torna-la num grande adulto sem sequer avisar. E depois? Depois, de repente, com a força de quem leva um tabefão na cara e não uma palmadinha no rabo, reparamos que o mundo é mais pequeno do que aquilo que costumava ser, e tudo o que antes era divertido vai deixando de nos servir!... Já de nada serve chamar a incansável mãe que dava um beijinho no dói-dói e ele parava de doer... Já não se tratam de joelhos esfolados e aranhões pela cara cheios de betadine e lágrimas prematuras... feridas que o tempo sempre curou! Agora tratam-se de cicatrizes, marcadas não pelo tempo, mas pela eterna dor... essa coisa constante que nem ao tempo pertence... que sangrarão por dentro até ao mais imenso futuro!
sábado, 3 de março de 2012
Bem.vinda
O problema de algo já não precisar de fazer sentido e estar fora do 'timing' é que fica excluído de qualquer regra, data e tempo indicado, dando-lhe um género de liberdade imensa para acontecer quando quiser e que funcionará apenas com base numa necessidade mútua, numa preparação mútua e necessária para funcionar...
Sim. Bem-vinda de volta ao mundo da racionalidade.
Sim. Bem-vinda de volta ao mundo da racionalidade.
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