sexta-feira, 29 de abril de 2011

Já não sinto dor, mas o coração, esse... continua a doer! e chora, chora... espreme me os olhos até ficarem secos e vazios! cegos já eles são... Cegueira, a nova explicação possivel racional para esta coisa. Ceguinha de te ver, então que deixe de te ver! como quero fechar o livro se não paro de tentar escrever novas páginas?! se me vais colocando novas folhas em branco para eu escrever e acusares-me de ser eu quem imagina! Se não houvessem folhas em branco, este livro já teria ganho pó!

Pois... Vai à merda!

domingo, 24 de abril de 2011

Junto a mim

Há dias em que acordo e descubro que ainda sei sonhar.

Enquanto houver marés há céu e mar, há a tua forma de existir... com calor e frio. E enquanto a maré sobe e desce, eu continuo a caminhar, calçada sobre a areia, à espera de poder sentir de novo as conchas debaixo da palma dos meus pés... a sensação de ter mais um par de algo a caminhar junto ao que é meu, para não ter medo...

Esta mística saudade de um corpo encostado ao outro.

sábado, 9 de abril de 2011

Outro nada

Será o inicio de outro livro, outra história... ou simplesmente uma outra página?... Com final definido, o mesmo de sempre, o real, o incerto ou totalmente desconhecido... Talvez esteja novamente a espera que o sonho acabe e passe... deve estar quase.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Representador

nada sabe a nada... porque tudo tem de ser encenado. Não fingido, encenado... são coisas diferentes! Eu não finjo que estou feliz quando estou contigo, eu represento uma pessoa feliz que está contigo, porque já soube o que era isso. E não é isso que qualquer bom actor faz? Buscar sentimentos já vividos e colocá-los ali, naquele momento, naquele personagem? O Humano é um completo actor, representa tão completamente que é dor, a dor que deveras sente! Neste caso a felicidade, porque eu sinto-me, estou e represento bem quando estou contigo! No entanto tudo continua a saber a nada... a peça já acabou e eu... bem eu continuo em palco.