O tempo passa e sempre que escrevo é porque estou realmente triste. E isso até é bom... visto não chego nem a escrever uma vez por mês... mas se assim realmente fosse não tinha dado por mim a chorar quase todas as semanas desde a ultima vez que escrevi. De facto, eu só escrevo quando não estou realmente triste ao ponto de não conseguir escrever por não saber o que escrever. Ou seja, na verdade neste momento estou menos triste do que estava ontem ou a semana passada.
Porque há coisas que primeiro estranha-se e depois entranha-se. E há sentimentos que parecem sempre ser maiores que todos os problemas e nos fazem acreditar... e fazem-nos confiar em coisas que nós nunca soubemos o que eram e mesmo assim queremos acreditar e confiar porque sem isso, nenhuma mais felicidade poderá existir, sem isso tudo o que intervala de bom cada semana que passamos juntos deixa de existir e de fazer o sentido que fez até hoje. Mas eu ainda fala em lógica? Pois, parece que sim.
Mas na verdade são tudo sentimentos, nem posso dizer medo, porque neste momento sinto-me serena. Há momentos em que vejo-me capaz de desistir de tudo e que vou ficar de pé a seguir, e há momentos em que tudo parece terminar num grande precipicio onde não quero estar outra vez, porque estou farta e cansada, estou farta de acabar assim todas as minhas relações. E há momentos em que simplesmente acredito que tudo possa melhorar, que o Pedro aprenda a corrigir o seu mau feitio, que cresça como ja provou em muita coisa em quase 9 meses que cresceu. É um facto, até que posso acreditar, pelo menos é assim que penso hoje... Porque até hoje esta é a definição mais próxima de amar que já tive e por mais desiludida que esteja (e isso parece tanto reduzir a dor), é exactamente essa desilusão que me dá força para que aconteça o que acontecer se tudo falhar não vai ser por minha culpa, nem propriamente dele, simplesmente... Não conseguimos viver juntos com as nossas diferenças e o melhor é cada um seguir o seu caminho...
E mesmo assim, mesmo assim... sinto tanto tanto que o amo e que tudo é possível!
E não será assim mesmo que pensamos sempre que estamos apaixonados?