Porque aperta tanto... e faz-me sentir um mero papel de rascunho amachucado!.. escrito por linhas tortas sem sentido, sem importância... porque a verdade é que eu nunca a tive para ninguém! nem nunca me dei...
E fico assim... meramente amachucada.
terça-feira, 29 de maio de 2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Põe-te
Não tenho onde me pôr.
Não há onde me encaixar, me envolver e sentir protegida... Não sinto, não sou nem estou! não condiz! não condiz... e continuo sem estar em algum lado porque eu não estou em lado nenhum...
...porque tornei-me num vidro anti-bala feito de pedra fina que não cria rachas quando lhe batem, rachas que se abriam lentamente, mas um vidro que à primeira que lhe conseguirem fazer um único risco que seja vai-se estalar todo de novo outra vez!... e... terá isso voltado a acontecer? se sim, então deixei mesmo de acreditar nos puderes da super cola UHU com que tentei colar bocado a bocado o coração já tão rasgado de simplesmente nunca ter sabido...
Não há onde me encaixar, me envolver e sentir protegida... Não sinto, não sou nem estou! não condiz! não condiz... e continuo sem estar em algum lado porque eu não estou em lado nenhum...
...porque tornei-me num vidro anti-bala feito de pedra fina que não cria rachas quando lhe batem, rachas que se abriam lentamente, mas um vidro que à primeira que lhe conseguirem fazer um único risco que seja vai-se estalar todo de novo outra vez!... e... terá isso voltado a acontecer? se sim, então deixei mesmo de acreditar nos puderes da super cola UHU com que tentei colar bocado a bocado o coração já tão rasgado de simplesmente nunca ter sabido...
domingo, 6 de maio de 2012
Nem...
um sorriso, uma ruga de felicidade, um expirar de alívio, de algo que simplesmente não me aperte e rasgue sem me relaxar nem que fosse por um segundo! um mero segundo...
Apaga as luzes e o sol e a lua... deita-te, tapa-te até à ponta dos pés, fecha as pestanas e olha apenas para fora e... não penses em mais nada, rigorosamente mais nada...
Perdi-me sem nunca ter sabido onde estava.
um sorriso, uma ruga de felicidade, um expirar de alívio, de algo que simplesmente não me aperte e rasgue sem me relaxar nem que fosse por um segundo! um mero segundo...
Apaga as luzes e o sol e a lua... deita-te, tapa-te até à ponta dos pés, fecha as pestanas e olha apenas para fora e... não penses em mais nada, rigorosamente mais nada...
Perdi-me sem nunca ter sabido onde estava.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Cascas
É como se de repente, se tornassem meras cascas superficiais, restos mortais de sumo espremido, daltónicos, sem qualquer profundidade ou misticismo... totalmente frios e opacos! sem brilho, sem interesse! desviados para o mundo todo menos para quem os observa... Deixei de conseguir envolver-me neles durante horas mergulhada numa água onde apenas eu podia nadar! Mas mais uma vez, nada é apenas meu, exclusivo de mim e quem sabe de ti!
Perdi-os. Perdi-me e Perdi-te... porque na verdade eu nunca te encontrei.
-me e -te, mais distantes, mais inexistentes do que nunca!
Perdi-os. Perdi-me e Perdi-te... porque na verdade eu nunca te encontrei.
-me e -te, mais distantes, mais inexistentes do que nunca!
terça-feira, 1 de maio de 2012
Sem brilho
Não. Eu não sabia.
Eu não pretendia. Eu não queria...
Podia dizer que já nem essas paredes e muros sinto, ou o peso deles quando caiem sobre mim e me esmagam sem estalar, ou a escuridão desencadeante das estrelas que me cegam enquanto fico estendida e caída sem saber o que fazer, o que pensar, o que ser e sentir! Que não distingo o sol da lua pois ambos perderam o único brilho que os distingue enquanto o chão que os reflecte volta a arranhar-me a face e a dizer-me que a vida não quer saber do que merecemos ou não! Não... Eu não merecia que tivesse sido assim! Bolas não merecia!...
Tudo rodava por dentro e por fora, tudo se descreveu em gritos e pânico e choro e riso... Não. Eu não sabia. Eu não sabia o que estava a fazer e já era tarde para controlar...
E mais uma vez, e mais esta vez. É a mim que está a doer...
Eu não pretendia. Eu não queria...
Podia dizer que já nem essas paredes e muros sinto, ou o peso deles quando caiem sobre mim e me esmagam sem estalar, ou a escuridão desencadeante das estrelas que me cegam enquanto fico estendida e caída sem saber o que fazer, o que pensar, o que ser e sentir! Que não distingo o sol da lua pois ambos perderam o único brilho que os distingue enquanto o chão que os reflecte volta a arranhar-me a face e a dizer-me que a vida não quer saber do que merecemos ou não! Não... Eu não merecia que tivesse sido assim! Bolas não merecia!...
Tudo rodava por dentro e por fora, tudo se descreveu em gritos e pânico e choro e riso... Não. Eu não sabia. Eu não sabia o que estava a fazer e já era tarde para controlar...
E mais uma vez, e mais esta vez. É a mim que está a doer...
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