terça-feira, 1 de maio de 2012

Sem brilho

Não. Eu não sabia.
Eu não pretendia. Eu não queria...
Podia dizer que já nem essas paredes e muros sinto, ou o peso deles quando caiem sobre mim e me esmagam sem estalar, ou a escuridão desencadeante das estrelas que me cegam enquanto fico estendida e caída sem saber o que fazer, o que pensar, o que ser e sentir! Que não distingo o sol da lua pois ambos perderam o único brilho que os distingue enquanto o chão que os reflecte volta a arranhar-me a face e a dizer-me que a vida não quer saber do que merecemos ou não! Não... Eu não merecia que tivesse sido assim! Bolas não merecia!...
Tudo rodava por dentro e por fora, tudo se descreveu em gritos e pânico e choro e riso... Não. Eu não sabia. Eu não sabia o que estava a fazer e já era tarde para controlar...

E mais uma vez, e mais esta vez. É a mim que está a doer...

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