sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Hugs, 2011


O dia 1 de Janeiro de 2011 não foi o primeiro dia de algo, mas uma continuação de toda uma descida inclinada vinda de 2010 com uma direcção única… ao fundo de um poço onde por cada passo para cima, recuava dois... Isto em contas matemáticas origina que em vez de treparmos a parede do poço, estamos a cavá-lo ainda mais fundo… e infindavelmente. E vamos perdendo forças… Ora, se perdemos forças para enfrentar a nossa própria realidade, os nossos amigos, a nossa rotina, a nossa família, o nosso próprio eu, então…

Apercebi-me que continuar a criar forçadamente uma nova Inês que não resultava. Encaixotar todos os problemas e guardá-los numa caixa no topo do armário muito menos! Esconder-me no meu quarto às escuras, na comida, na escola, nos personagens de teatro, ou deitada na cama durante horas a afirmar que a cabeça doía e pesava também não… A que ponto tinha eu chegado?! Há 5 anos que uso os mesmos métodos e nunca nada realmente mudou ou resultou! Continuo a acrescentar medos, desilusões, desconfianças e cada vez mais deixo de acreditar em mim, quanto mais nos outros! Deixei de tolerar os meus próprios amigos, não tenho objectivos e deixei definitivamente de sonhar. Dormia de dia para deixar de me sentir viva e ficava acordada de noite para não ter de sonhar. Medo e mais medo, medo e mais e mais medo! AHH! E como me doía a cabeça, o estômago, a pele, os olhos vejo coisas nos olhos! Corri todos os médicos que pude para explicar tais alterações de saúde, apanhei valentes sustos e suspeitas que me mataram de receio, mas tudo levou-me à mesma resposta... Já não tinha como fugir… a minha saúde mental esgotou-se e o meu corpo esgotava-se aos poucos com ela… 2 hipóteses: enfio-me em drogas ou peço ajuda… Eu cheguei mesmo a comprar as drogas, mas cheguei primeiro àquele consultório, à pessoa que até hoje está lá comigo todas as quintas-feiras às 19h30. É muito mais fácil ingerir químicos que nos fazem sentir felizes (por curto tempo) do que enfrentar cada problema um a um e principalmente enfrentar-nos as nós próprios. Enfrentar aquilo que é e aceitar aquilo que foi. Sim, ainda chegou a ser preciso comprar algumas bengalas que passaram a fazer parte da minha vida de manhã e à noite até hoje e foi assim que considero que começou uma nova fase, um novo ano, uma Inês a levantar-se e a evoluir de dia para dia…

À minha evolução acompanharam-me novas experiências e sentimentos bons e outros sem dúvida maus e que considerava impossíveis… Uma viagem à Turquia, viagens ao Algarve, e viagens ao meu passado mais profundo, uma viagem a 488 kms daqui, quase na vizinha Espanha, arriscando tudo, sem pensar em nada e da qual não me arrependo. Aprendi aos poucos a olhar para mim mesma e a surpreender-me comigo própria. As etiquetas que diziam “impossível” começaram a acabar. Aliás, começaram a acabar as etiquetas em si. Afinal um vestido cor-de-rosa choque pode ser bonito em mim! Afinal usar um blazer ou uns sapatos de salto alto, podem tornar o meu eu mais completo... Afinal até sou uma pessoa com humor, que até sabe fazer umas coisas, que até pode ser atraente… Ganhar um concurso de escrita, ou o de fotografia foram dos meus maiores orgulhos este ano. Ter conseguido finalmente entrar para a Academia que decidirá o meu futuro e com a qual tanto sonhei, também. Afinal até vale pena e não é um assunto que durou 3 anos de desgaste emocional que decide que chegou o fim e que não restam mais forças para lutar por nada, nem sequer por mim…

Sim, continua a deixar-me zangada, magoada e confusa. Sim eu ainda choro, e ainda bem que choro!… Crescer é difícil, é mesmo. E às vezes é preciso ser da pior maneira, para realmente aprendermos a lição... (Mas existe pior ou melhor maneira de se crescer?)

Nem se tratou de perceber que eu tinha valor ou que ele não me estava a ser dado, tratou-se de não ter experiência e maturidade suficientes para lidar com a situação, para perceber quando estamos iludidos, quando nos enganamos ou quando nos enganam ou mentem ou dizem verdades mentidas que fogem à realidade das coisas! Eu não percebi porque não tinha como perceber, até ao dia. Não me serve de nada o arrependimento, vou sempre carregar o maior peso desta história, mas também serei a única a conseguir um dia largá-lo de todo. Não fui eu quem errou com outra pessoa e fingiu até hoje que isso aconteceu... Falhei a mim própria, faltei-me a mim, ao que sinto, ao que sou e estou a aprender a perdoar-me… é uma questão de tempo... Foi um fardo que carreguei sozinha até hoje e que não quero carregar nunca mais. E que aja sempre a tempo de pregar o estalo na cara e não vir a carregar remorso nenhum, nem uma palavra por dizer, nem uma silaba por gritar. O tempo não é nenhum traidor como lhe designei, esta é a maior das lições que tiro deste ano. A vida é feita de oportunidades que se repetem se tiverem de se repetir, se as fizermos acontecer. Se não as quero perder, pois que diga tudo nos momentos em que quiser dizer, e faça tudo o que achar no momento que deve ser feito, que pare de vez de ter medo, que me ponha à frente da questão e que oiça aquele que mais sofre sempre…

Talvez um dia perdoe... Começando por perdoar a mim mesma, por a parva que fui tanto tempo em tanta coisa e pela ingenuidade que no fundo faz parte desta vida, dos erros que nos fazem aprender e avançar quando os aceitamos simplesmente. Sim... A resposta que tanto procurei este ano é: Aceitar. É a solução tão difícil de alcançar e necessária em vários problemas que alteram e fazem da minha vida aquilo que é, numa parte bem mais importante do que quero acreditar… Foram meses de progresso, nem lento nem rápido, correram e andaram comigo à minha velocidade… Passaram comigo boas e más fases, e vão acompanhar-me o resto da vida. É por isto que lhe chamam de evolução, certo?

Um dia vou aceitar... E nesse dia, terei seguido realmente em frente. Até lá… continua o trabalho, aproveita, vive acima de tudo, experimenta… Começa de novo, quando tiveres de começar. Obrigada a todos que fizeram parte deste progresso, do que sou e que levo comigo numa parte bem mais pesada e bem mais importante que todos os fardos que ainda carrego e que hei-de carregar… Mais importante do que acreditar, é agir… continuar a procura, a luta, a determinação em cada um dos objectivos em que tropeçarmos nesta vida e agarrá-los com toda a força que tivermos sem nunca desistirmos deles…

Em contagem decrescente sim…

Bem… pula-me essa cerca!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Coisas

A partir do momento em que a coisa que pertence ao Eu é partilhada com o Tu, ela passa a ser do Nós. Mesmo que depois o Tu desapareça do mapa, ela nunca mais volta a ser unicamente minha.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

domingo, 11 de dezembro de 2011

Selvagem


Custa-me a ideia de te ver a libertar, e deixar-te viver esse instinto tão selvagem que retens dentro de ti... Custa-me a ideia de te poder perder, de te ver doente, ou algo pior... Tudo à volta desse teu desejo é um perigo que não consigo aceitar e permitir que aconteça e me rale todos os dias, a toda a hora... Aquela ânsia de te ver regressar a casa, ao teu ninho, que tanto demorei a arranjar... É um amor diferente de qualquer outro da vida, mas que não deixa de ser esse mesmo, o amor. O colo que nos aconchega o coração e o aperta quando é ameaçado. Prendo-te no meu colo então, com força, até que desista de te prender só a mim e te deixe ser aquilo que sempre foste suposto ser, de ninguém, Selvagem e dona de ti mesma, do teu destino.

sábado, 10 de dezembro de 2011

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

De pés


Não, já não estou daquele lado do muro. Não estou do outro ainda, também... Estou digamos que sentada em cima dele, com as costas viradas para trás claro e receosa de saltar. Sim de vez em quando ainda olho para trás mas volto-me logo para a frente para me equilibrar...

É preciso saltar, atirar-me de pés, nem sequer é de cabeça!

Eu sei que sou capaz.

Mas, por algum motivo, estou à espera que ele se sente também ao meu lado... me dê a mão e saltemos juntos, ou só ele comigo, tanto faz.
Ou que simplesmente olhe, repare e deixe de acreditar que o muro existe sequer e decida enfrentar de vez sim, o próprio presente! Aquele onde me embrulhaste uma vez, e de onde nunca mais me desatei totalmente... sozinha.

11-11-11

Ao fundo as luzes da cidade cintilam desfocadas... Como estrelas que cintilam e brilham a anos luz daqui.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Odeio odiar

Há sentimentos que simplesmente detestamos e odiamos, como esse próprio odiar.
Ódio, raiva, nem falo de tristeza... o que odeio mesmo é o sentir que odeio, e é algo como se não pudesse evitar. Nunca o tinha sentido por ninguém, porque eu não sou assim e continuo a não ser. Mas como ele diz, "as coisas não são assim, estão assim" e eu simplesmente não te "estava" a odiar, ou não estava a odiar ninguém, até a minha cabeça rebentar tanto de razões e motivos que se envolveu até demasiado nesse sentimento que há tanto andava a contornar!... ou a achar que o contornava. Dei por mim a odiar tudo! Mas... Odeio mesmo é o próprio sentimento, bem mais do que odeio a ti. E Destrói-me...
Às vezes penso mesmo que, nem odiar eu sei realmente fazer... como se não fosse um sentimento, mas sim uma acção... que realizamos bem ou mal... Que ridículo! Até quando vou ter de senti-lo?

Eu não sou assim, então porque estou assim?

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

That day

I know what you think, I know what you say or even what you do... But I don't know you, not at all.

But... Who knows, maybe in that day i'll be there for you... not waiting, just there. Maybe, just maybe. I guess...
It's just a feeling, like has always been. It feels like, but we never know for certain if it is...

You make me feel alive...


RSB

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Se começamos a acreditar que é, é certo que se torna.

Tudo o que nos mexe psicologicamente, se vem a reflectir no corpo, na saúde, no que criamos ou fazemos, em tudo... Não há como escapar. Mesmo que tentemos não dar importância ao que sentimos, isso de alguma forma nos causa transtornos com os quais nos vamos preocupar e incomodar. O problema sempre esteve e estará em mim... é isso que tem desequilibrado tudo...

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Since 2008


Lida por ninguém, alguém talvez pontualmente, mas principalmente por mim. Sempre foi assim, sempre assim será... seja de que forma escrever, seja o que escrever, seja para quem escrever, será sempre feito por mim para mim.
Sou eu que me dou ao trabalho de me ler todos os dias, este "blog" que já foi outro, sou eu que me escrevo todos os dias... apenas porque sim.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Obrigada


"Normal e simétrica repartição dos índices densitométricos obtidos nos diferentes parênquimas intra-cranianos, não se salientando alterações morfo/TDM de inequívoco significado patológico"

É bom, embora mau, mas pelo menos não é o pior.

Finalmente eliminou-se a mais certa e pior das hipóteses... agora é tratar o verdadeiro bicho, que não é pêra doce... não é não. Mas é controlável... tem dias.
Agradecida, sei la eu a quem...

sábado, 26 de novembro de 2011

Insuficiente

Quando sentes garantido de que vai correr bem, é meio caminho andado para ir correr mal.

Somos tão pequenos e insignificantes, que era preciso ganharmos duas vezes o euromilhões para ficarmos visíveis ao mundo! Pelo menos eu.
E o que realmente importa sermos visíveis aos outros? Vou começar a tirar um novo curso chamado: "Como viver sem o mundo" e talvez receba um prémio dado por mim própria e me sinta feliz, no meu mundo, no meu momento, só EU! aí nunca seria pequena, insignificante, porque não haveria mundo e não sentiria falta dele! Ai... como gostava... ai como gostava que fosse mesmo assim. Alguém inesquecível, insubstituível, Suficiente... que fosse capaz, ou simplesmente aquela. E acima de tudo que não dependesse do mundo, ou pelo menos de ti... 2ª pessoa.
Ando a falar demasiado de ti.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Não?

Sim.
Talvez eu pense em coisas que só devia pensar daqui a 15 anos. Mas essas coisas que penso agora, devem-se ao que outros 15 anos me fizeram sentir e pensar e crescer demais. Agora soam como certas e objectivas, porque já estive no lugar do filho e já o entendi. Daqui a 15 anos a mãe lá saberá o que fazer, depois de 30 anos sabendo o que o filho sente, continuando a sentir dentro dela. Senão, não serviu mesmo para nada ter sentido! Não?
Fala aquela que se esquece que sente.
Porque sim, talvez eu não goste mesmo daquela pessoa e dói só o facto de saber que não gosto de uma pessoa que toda a vida me disseram que eu devia gostar e que inclusivé, eu já gostei! E aceitar e compreendê-la pode de todo não ser suficiente. Há coisas que simplesmente não conseguimos perdoar! Porque não aceito, sim, que dói não gostar dela e ponto final? em vez de só aceitar que não gosto. O que dói, nunca dói para sempre. Há uma altura em que simplesmente deixa de doer , não porque perde importância o facto, o que aconteceu, mas sim essa dor. Deixa doer então!

Não?

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Bicho

E por algum motivo, sem qualquer justificação, me lembrei dele, de como olhava e sentia, naquele momento, naquele preciso momento, em que os meus próprios olhos se fechavam para pelo menos eles não sentirem... Naquele momento, metida naquela caixa das verdades, em que aquelas ondas carregadas de radiação me percorriam todas as células que se encontravam vivas, aquelas que me fazem sentir o medo, este medo, este enorme bicho que sim, este sim, existe e está bem vivo dentro de mim! e me consome... a cada dia... a cada hora...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Localizada

Sempre sobrevivi.
Nunca estive em perigo durante muito tempo. Também nunca corri tanto perigo durante tanto tempo...Mas não há-de ser desta que será algo realmente grave.
Relaxa, acredita.
Jovem e saudável, é assim que é suposto ser, assim o terá de ser...
Seja o que for, aprendi a lição. Seja o que for, aguardo com medo, o medo de sempre.

Aguardemos então...

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

sábado, 12 de novembro de 2011

Existida

Porque há momentos em que este total esgotamento mental me deixa para lá do branco, me faz gritar mais alto do que alguma vez gritei, numa última esperança de que oiçam dizer este nada! Mais alto do que alguma vez nunca conseguirei gritar, porque não tenho voz, porque sim conseguiram tirá-la, porque sim falta aqui dentro tanto ou algo tão importante!... bem mais do que só eu, apenas eu, e a minha voz... que ninguém ouve. Bem mais do que apenas uma voz... falta esse algo, falta a segunda, aquela que nos sucede e completa, dando sentido e fazendo-nos acreditar quando o mundo nos tira esta existência, ou o seu valor, ou nos faz apenas sentir como tal! Ahhh... que raiva de não ter percebido tudo quando ainda existia e me sentia existida.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Nome


Primeiro tem de ganhar um nome dentro de si mesma, para si, e só depois lá fora, para o mundo.
Como quer que os outros confiem em si, se você própria não o faz?


Nunca nada fará sentido ou acontecerá sem a primeira parte, a sua,
aquela que é minha.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Tropeção

Nunca tropeçamos no destino à primeira vez. Ou melhor, tropeçamos, mas só nos apercebemos disso à segunda, porque esbarramos mesmo por cima dele e ficamos.... abismados, agarrados à ideia a que fomos condicionados até àquele preciso momento. Apesar disso... nunca saberemos mesmo até que ponto esse destino, karma, coincidência pode ou não ser boa, ser a nossa, no timing certo e necessário para resultar... nunca saberemos o que arriscar, até que ponto, quando, onde e como...
Resta então aguardar, esperar... deixar acontecer... sem medos, sem receios... apenas porque sim.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Breve pensar

Eu ando a aprender a preocupar-me e a querer saber de mim. TU devias aprender a fazer o mesmo, mas com os outros!...

Perspectiva


É preciso mudarmos a posição e a nossa perspectiva sobre o objecto e não tê-lo simplesmente na mão e dizermos que é todo igual em todas as faces... e só vermos aquilo, aquilo unicamente.

(Deve ser por isso que o amor é cego?)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Aquilo

Eu quero. Mas quero mesmo!
Quero de querer.
Quero de tanto querer.
Quero porque quero! quero sim!
Quero e pronto.
Quero e prontos.
Eu quero
Quis
Queria tanto...
E vou querer ainda mais!
Quando este querer todo que tenho quiser mais do que posso querer agora e algum dia vier ainda a querer mais. Quero e ponto final.

Sei dizer e escrever perfeitamente tudo aquilo que NÃO quero. O que quero então?

O QUÊ?

Algo... Simplesmente algo... aquilo...

sábado, 29 de outubro de 2011

Por um

fio.

Hoje dei mais um passo minúsculo neste campo de batalha onde ainda não me encontrei porque nem sequer me perdi... não me deixei perder, entregar-me e não ter medo de sentir e ser quem realmente sou!... cairei onde tiver de cair... E se for no chão? será a ultima vez, isso é garantido... só assim poderás um dia realmente levantar-te e sentires-te levantada! vá la... é por mim, será sempre por mim! quando aprendes o que isso realmente significa?!

Será o que tiver de ser... Já chega.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A casa que me construiu


Onde trepei as mais altas montanhas sem nunca ter medo de cair, mesmo caindo várias vezes.
Onde adultos brincavam como crianças e as crianças brincavam de adultos.
Onde adormecia rodeada de planetas e animais brilhantes espalhados pelas paredes e o tecto...
Onde chorei que me matei por perder o meu anel do tweety e por a minha irmã se recusar a comprar-me o bolo de arroz das sextas-feiras.
Onde a família cabia toda apertada e se ouviam as conversas em todas as assoalhadas... Onde durante o banho se escutava o noticiário e decorava-se a tabuada e ao deitar ouvia-se o futebol na televisão do vizinho do 7ºandar... Ou a criança que jogava ao berlinde no corredor por cima do meu... Onde me debruçava a atirar os brinquedos do kinder surpresa para a rua e escondia-me a seguir. Onde arrumava com os joelhos e algo mais esfolados a bicicleta cor-de-rosa, roda 16, sem rodinhas, na pequena varanda...
Onde me sentava no teu colo e interrompia as tuas longas horas a cozer no sofá... e corria e me metia dentro do guarda-fato ou do cesto da roupa suja quando fazia alguma asneira...
Onde olhava para trás e via a mãe na cozinha, para a direita e via o pai a trabalhar e para a frente a minha irmã a estudar... E assim adormecia mirada pelo candeeiro do pequeno corredor que percorria aquela simples, humilde, sempre cheia e perfeita casa...

http://www.youtube.com/watch?v=DQYNM6SjD_o&feature=relmfu

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Outono


Está a chegar e eu detesto-o.

Este "quase" maníaco que o Outono trás.
Do medo de cair em mais um buraco negro invernoso cheio de remoinhos que não me vão deixar respirar outra vez!
Outono, odeio o Outono! Só pelo simples facto de a seguir vir o Inverno, e de não ter comigo um sol de Verão que me va manter quente... Por esse sol nunca ter existido...

Não consegui... outra vez. Foi quase...

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Mentes artísticas

Um mundo onde só os melhores podem ser avaliados, porque só os melhores podem ter valor. Um mundo em que ser invulgar ou único não é suficiente, mas sim, ser inovador. Bom não chega. Muito bom talvez. Diferente e novo, é perfeito. E mesmo assim, Perfeito por vezes é pouco. Injusto? Não... só não dá para todos, nem é qualquer um... mas uma pessoa assim, pode nascer em qualquer lado...

Espero ser uma delas.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Tenho saudades... não sei bem se apenas de ti ou de nós... Ou simplesmente de tudo o que senti.

domingo, 16 de outubro de 2011

Eu própria

Ninguém pode compreender-me melhor do que eu a mim própria. Ninguém gosta de mim ou gostará mais de mim do que eu. Ninguém sente e sabe melhor de mim do que eu própria. Se naquele momento eu choro, é porque tenho todos e mais alguns motivos para o fazer, é porque dói e sinto, e as lágrimas vertem sem nenhuma ordem consciente. Se me fizeres chorar é bom que saibas que és o único/a culpado/a, porque eu nunca gostei de chorar (quem gosta?). Se me fizeres rir, também. As pessoas sentem, é por isso que choram, riem, se envergonham, sentem medo, pânico, raiva... independentemente de parecer aos outros que têm ou não motivo para isso... eu só reajo ao que sinto. Eu até posso saber representar pessoas alegres, pessoas cómicas, autênticos personagens isentos de sentimentos, que contam histórias e falam como se nada neste mundo os afectasse (toda a gente sabe fazer isto). Mas jamais consegui representar a tristeza sem a sentir dentro de mim, jamais dei a gargalhada sincera sem vir de bem cá dentro, jamais me irritei sem o meu coração se exaltar e a cabeça encher como um balão. Quem me conhece sabe identificar qualquer um destes momentos, e claro, eu sou a que melhor o sabe, porque só eu me conheço na totalidade do que sou.

Já me lembrei!

Não forces... nunca mesmo.
Expira primeiro.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

domingo, 9 de outubro de 2011

Como toda a gente diz ser

Eu queria tanto, mas tanto... acham que eu não queria também? é claro que quero, mas não tenho hipótese senão esperar que calhe a mim, que seja eu, que um dia seja eu por fim!... que um dia não esteja enganada, que um dia quando acreditar, desejar e sentir, seja real! diferente, como toda a gente diz ser.

sábado, 8 de outubro de 2011

Amor?

São todos iguais, as histórias são sempre as mesmas e eu ainda continuo a acreditar que o final vai ser diferente!

Amor? um dia... é a resposta que todos me dão.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Cala-te

Tenho a certeza que se me tivesses conseguido olhar nos olhos, te terias simplesmente calado... (Nunca estivemos tão cegos!) Eu ainda me lembro dos teus... E como por vezes ainda dói... só pelo simples facto de nos conseguirmos lembrar...

Dizem que o amor é cego... mas o ódio... é bem, bem mais.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Suspensa


É claro que podia estar tudo bem agora, mas não está. Está apenas melhor... e essa é a única certeza que precisamos de ter para saber que a cada dia que acordarmos vamos sentir-nos mais perto do tal "bem".

Valeu a pena... aliás, Vale sempre a pena.

Um dia vou à lua, só para te ver! ...e a gravidade não me vai deixar cair quando não me deres valor por o ter feito.

- Sabes que hoje é a última vez que me vês, não sabes?
- Achas que te livras assim de mim?
- Não...
- Quem sabe o que virá?
- Até um dia... então.
- Até já...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Gramaticamente falando

Encontrei-me.
Encontrei-te.
O 'me' antes do 'te', e o travessão a separar o verbo da pessoa. Incrível como as leis da gramática funcionam tão bem, feitas à medida da realidade, e foi sempre tudo tão real...

PS: um dia tudo será melhor.

STOP

The ground dropped out from beneath my feet,
My heart stopped and played it's final beat.
The clocks stopped and time don't mean a thing,
The bombs dropped and silenced everything...


One of these days... You'll know it. (I hope so)

------ - - - ---- - - - - - - -
-- - - -
- - - -- -
STOP

...2x Stop
...3x Stop.
(just to confirm! ;) )

domingo, 18 de setembro de 2011

Frustração negra

Lutaste, obtiveste, mereceste, mas não conseguiste, não foi suficiente.
é... mais do que frustrante.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Blindness


Como se estivesse a caminhar em direcção àquela tal luz branca... uma luz grande e branca prestes a definir-se a qualquer momento... a qualquer altura... e tudo pode surgir dela. Cega outra vez, é certo... mas desta vez, a cegueira levará-me a uma única verdade absoluta, sem enganos, ilusões ou promessas... Desta vez não é uma luz ao fundo do túnel, é o encadeamento dessa própria luz depois de ter saído do túnel... e que por enquanto é tão boa, tão quente e acolhedora... espero que não seja a mesma que um dia me fez entrar nele.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Riscos

Quando a folha está branca, tudo é possível de pintar! Mas nem tudo ficará tão bem, quanto as cores com que um dia alguém pintou o céu, ou a relva, ou o amor... por isso, inventa a tua cor, inventa o teu próprio lápis e risca até te apetecer, até partires o bico com a extrema vontade de preencher esse branco, sem medos, sem arrependimentos e com uma extrema vontade de pintar a folha seguinte! Mas com o extremo cuidado de não vincar a folha de baixo, para que a pagina seguinte seja sempre outra novamente lisa, branca e limpa... mais um pedaço da tua memória, do teu interior, que vais folhear mais tarde quando e sempre que te apetecer!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Muro

Aprendes-te a saltar o muro. Melhor... aprendeste que é possível saltar o muro, que há uma maneira de o fazer, de passar-lhe por cima, certo... agora... Salta! Uma perna, a outra e não tenhas medo, o solo que os teus pés pisam é sempre o mesmo... o horizonte, esse, é que muda.
E é para lá que o vento te leva todos os dias...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Encosta

Eu não acredito no destino, acredito apenas que existe aquele 'timing' certo para cada acontecimento. Acredito que tudo até ao mais pequeno pormenor nos conduz sempre a algum lado e no final, claro, até à morte. Mas é claro que não pensamos nisso... para quê pensar que caminhamos para no final morrer? Assim deveríamos pensar com tudo o resto... o que interessa se caminho para algo ou não... interessa apenas que caminhe, sempre em frente, sempre na minha direcção, aonde o vento me levar, aonde me chamarem... aonde eu quiser. As coisas acontecem exactamente como, onde e quando tiverem de acontecer e mais tarde, em algum momento da nossa viagem, elas farão sentido... agora, que ela continue apenas, com consciência de cada passo que dou e conduzo, de bagagem cheia, costas direitas e com uma extrema vontade de subir mais uma encosta.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Chocolate


Com ou sem sentido, com ou sem planos, com ou sem amor, com ou sem amizade, com ou sem avante, com ou sem ti, com ou sem mim... existe e existiu e foi bem mais que um momento, uma outra página solta... foi um livro, daqueles pequenos e fáceis de ler, que guardo e recordo sempre que me apetecer, em qualquer momento, em qualquer altura... seja a que distância for.

Foi bem melhor do que chocolate...
Obrigada!

http://www.youtube.com/watch?v=cLjaWjrjpKo

Th(e)nd


Pior que a desilusão só mesmo a solidão e eu não estou, nem nunca estive sozinha mas o desapontamento, esse, conseguiu apagar todos os pontos bons e envolventes que tornaram-se finalmente em pontos finais. Acabaram-se os pontos de (in)terrogação e conclui que sempre foste tu quem tinha razão e que a partir de hoje sou eu.

Não é amar puramente, é 'desamar' puramente. É odiar, invertendo para o resultado ser finalmente o único correcto... (Guess who told me this...)

PS: Eu nunca te amei.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Fluído

E mais uma vez o medo provou que não tinha razão de existir... Se deixares fluir, acontecer, aos poucos... lá chegarás.

(Strange feeling coming around... a new one.)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

terça-feira, 16 de agosto de 2011

sábado, 13 de agosto de 2011

Abuso


Aquela fabulosa sensação começara a fluir muito antes dos medos começarem. Aliás, era meia noite e ainda era cedo para determinar uma noite como abortada. Os jogos, as risadas, as confianças criadas naquele mesmo instante e que se transformaram em picansos e vontades de simplesmente viver até apetecer! Eu, tu, ela, nós e eles! Daí surgiu o consumo, os excessos e os demais, a adrenalina de arriscar só mais um bocadinho, de esticar a corda até rebentar, até deixarem de haver cordas, deixando de se sentir o chão debaixo dos pés, e o céu a girar, as luzes em roda e tudo baralhado numa grande sinfonia de cores e sons que nos consumiam por dentro e por fora... os corpos encostados, o cheiro, a necessidade, a carência, a extrema felicidade e descontrolo que tanto necessitava de ter novamente e a vontade de entrega superior à decisão de entregar! Soltar-me, desprender-me, viver-me por inteira, mantendo a minha pessoa sempre em primeiro lugar, com a cabeça e aquilo que me torna quem sou, o que me distingue e porquê. Comer, cuspir e deitar fora? Nunca mais já me tinha prometido. Usar-me, gozar-me e fazer-me de burra? Os homens continuam a fazer das mulheres estúpidas e algumas até são mesmo. Só vão até onde deixarmos e nada mais é do que isto. Gostei e abusei como nunca antes o tivera feito, e quem continua a tomar as decisões e a determinar os limites, sou eu! Fui a primeira a não deixar-se levar por apalpões e beijinhos? Pois é mesmo isso que me deve distinguir e até eras uma peça boa de se mastigar e comer, e até saboreei bastante! Mas por dentro está podre, ôca, sem preenchimento total e eu sempre gostei de boa qualidade, que dure! Durar, ficar, respeitar, gostar, amar. Há-de haver quem o queira, venha a querer e deseje querer sempre! Foste a melhor parte da noite, mesmo com tanta estupidez e abusamento, foi graças a isso que provei a mim própria que sou mais forte do que pensava, melhor do que pensava, algo que vale muito mais do que posso imaginar e que sou dona de mim mesma e que dentro de mim há uma força capaz de excomungar muitos mais idiotas e patifes como tu. Obrigada, será uma noite memorável, das melhores de sempre, onde acima de tudo voei e alcancei, onde me apercebi que o mundo está cheio de idiotas, mas que eu, serei sempre diferente, sem ter de me esforçar para o ser, sem medo, sem receio, sendo simplesmente!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Nostalgias de antigamente

Decidi desviar o caminho e passar por caminhos já percorridos como viciosa rotina, nos tempos de.... "antigamente". E lá estava ela, intacta. Como é óbvio não resistiu a certas modernices e inovações, mas continuei a senti-la minha, como sempre, só que agora está... gasta. Gasta sim. Aquelas tintas dos agora "antigos" jogos que desaparecem aos poucos com o tempo, onde passávamos horas sem ver as horas passar, minutos que transformavam-se em segundos para nossa tristeza e agora transformados em anos inteiros que percorrem a nossa memória... também para nossa tristeza? As árvores, como sempre, nunca pararam de cair e resta apenas uma resistente que teima em fazer sombra naquela que era a nossa grande escalada! Escalada nenhuma é hoje, qualquer um que tentasse fazer escalada naquelas colinas, não teria árvore que o apoiasse e onde marcasse a passagem dos níveis, enquanto avançava. E as mesas territoriais que se encontram exactamente nos mesmos locais, como marcos no topo das montanhas a marcarem o ponto mais alto de qualquer hora de recreio, onde os gangs, grupos e grupinhos 'pousavam' e permaneciam em convívio... como tudo o resto jazem ali, abandonadas, em harmonia com o enorme silêncio que em conjunto com o sol, cobrem qualquer escola no verão.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

P's

Nunca sou eu, Nunca é para mim.

Pretérito Perfeito, Pretérito Imperfeito, Presente do Indicativo e Futuro... condicional?

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O Ódio faz mal

o ódio faz mal ao coração... e à cabeça!

azar, já morreu já faz uns meses ^^

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Motivo


Sabes?
Devia continuar a poder ser um motivo.

Um motivo para as dores de cabeça, um motivo para as insónias, um motivo para os dias tristes, um motivo para o ódio, um motivo para o pessimismo, um motivo para a angústia, um motivo para a medicação, um motivo para o médico, um motivo para o fracasso, um motivo para as más notas, um motivo para não arranjar namorado, um motivo para o desinteresse, um motivo para deixar de procurar... O problema, é que já não devia nem pode existir um motivo. Está tudo dentro da minha cabeça, dói tudo unicamente dentro da minha cabeça! O coração? morreu... paragem cardíaca mas, milagrosamente, a cabeça continua bem viva... mesmo que da pior maneira... Deve haver um motivo, diferente do primeiro, e eu quero acreditar nele... eu quero...

...tanta coisa. Queria dizer tanta coisa.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Há dias

Há dias em que tudo, mas principalmente alguma coisa, fazem a diferença.

terça-feira, 26 de julho de 2011

domingo, 24 de julho de 2011

Brainstorming

Carregue no botão 'On' do lado esquerdo do seu ecrãn.
(Luz verde acesa)
iniciação de processo, por favor aguarde...

funcionamento manual* ou automático?

* processo que demora cerca de 9 vezes superior ao processo automático

- Manual -

Aguarde (...)
Instalação, alteração ou remoção?

- ambas? -

erro 404: processo não disponível ou encontrado no seu servidor.
Instalação, alteração ou remoção?

- remoção -

ficheiros, pastas ou programas?

- tudo? -

erro 394: processo não disponível ou encontrado no seu servidor.
ficheiros, pastas ou programas?

- pastas -

especifique o nome das pastas

-2008, 2009, 2010, 2011

erro 318: o número de ficheiros totais a serem eliminados é superior ao número máximo permitido. Por favor digite novamente o nome das pastas a serem eliminadas.

- Anular processo -

Pediu para anular todo o processo de remoção de pastas. De certeza que pretende fazer isso?

- sim -

Aguarde (...)

Instalação, alteração ou remoção?

- alteração -

Ficheiros, pastas ou programas?

- programas -

Pretende realizar uma reinstalação de todos os programas instalados no disco?

- sim -

Aguarde (...)

Os seguintes ficheiros de erro foram encontrados - insegurança, medo, timidez, ansiedade, tristeza, saudade, raiva e ódio.
Ignorar, anular ou remover?

- ignorar -

Erro 418 - ocorreu um erro durante a reinstalação dos programas determinados, por favor tente novamente.

- tentar novamente -

Aguarde (...)

Os seguintes ficheiros de erro foram encontrados - insegurança, medo, timidez, ansiedade, tristeza, saudade, raiva e ódio.
Ignorar, anular ou remover?

- anular -

Pretende anular o processo de reinstalação de todos os programas encontrados no disco?

- não -

Erro 418 - ocorreu um erro durante a reinstalação dos programas determinados, por favor tente novamente.

- Tentar novamente -

Aguarde (...)
Os seguintes ficheiros de erro foram encontrados - insegurança, medo, timidez, ansiedade, tristeza, saudade, raiva e ódio.
Ignorar, anular ou remover?

- remover -

Aguarde (...)

- os ficheiros de erro foram removidos com sucesso.

Continuando a reinstalação de programas, por favor aguarde...

sábado, 23 de julho de 2011

Agendado

"Um dia vou conhecer o amor. Hoje é o dia."

Está agendado.

Vulgar


Medo de ser vulgar?
o que é ser vulgar?
ser feliz, ser humano, sem mais nem menos?

Sem dúvida que faz falta ser assim, apenas um pouco. O erro é exactamente o medo de o sermos. Quando tememos ser algo, acabamos por nos tornarmos em nada...

Acho que não é a pergunta correcta.

Impossibilidade

Podia ter sido, e ser, e não foi.
Possível, possível, impossível.

Ainda penso nisso. Acho que nunca pensaste nisso.

Medo, insegurança

Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança, Medo, insegurança,...

vai tudo bater neste mesmo muro.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Cansaso


Sinto-me tão cansada... este cansaço... estou cansada de tanto me cansar, estou cansada de cansar-me tanto... estou cansada porque acima de tudo tenho todo o direito de estar cansada e porque há muito que me devia ter cansado!

Ai pah como isto cansa... cansa mesmo.

domingo, 17 de julho de 2011

Aquilo que já foi meu era bom

Tudo e todos se arrumam e reunem... sem mim.
Sem mim e... menos eu.

O mundo é uma bola redonda que não pára de girar... tudo o que vem, passa e vai... e é claro que não volta. Continua sempre girando e girando e ocupando o lugar e a vida de outras pessoas...

Tudo... era mesmo tudo. E ainda é tudo... mas sem mim.
Deixou de ser meu. Deixei de lhes pertencer.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Ocamente

A sensação de sermos "ocamente" felizes.

Forçar uma energia que não existe, é como fazer cair neve no meio de um deserto... passado um tempo ela derrete porque o clima é quente e insuficiente para aguentá-la... Podia ser o momento mais feliz da minha vida se esse 'algo' tão importante não me faltasse. Podia senti-lo como daquela vez, da cabeça aos pés, se... se esse 'algo' existisse! mas o que será?

Está tudo tão contrariado, tão destruído, tão incompleto... cheio e cheio de vazio... a rebentar cada vez mais com todo este vazio! como um deserto cheio de... cactos. Aqueles cactos que decidi plantar, porque sobrevivem mais tempo...

Cadente

Como podias pedir um desejo se deixaste-a novamente escapar? Pois... se calhar só reparaste que era cadente depois de ter simplesmente "escapado"... É tramado quando temos apenas milésimas de segundos para pensar naquilo que mais queremos na vida.

Hate

Next step: Hate.

Can i get through it? ...Wish me luck.

Percebendo

Um dia percebes que sempre te disse a verdade e como tu nunca soubeste fazê-lo também.

Queixa

Quando eu fazia tudo por ti, tu queixavas-te e choravas. Até que deixei de fazer tudo por ti e tu... queixas-te e choras na mesma. O mais engraçado é que nunca reparaste em nenhuma delas...

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Vou comprar um cacto

Há flores que por mais que as reguemos, elas murcham e acabam sempre por morrer, mais cedo ou mais tarde.

É por isso que as pessoas, em certo sentido, são substituiveis. Somos todos diferentes, todos marcamos de formas diferentes, mas todos podemos ser o namorado/a de varios, a amiga/o incondicional de outros, porque as pessoas acabam sempre por separarem-se, perderem-se pelos caminhos mais desviantes e inclinados... Ontem aquela pessoa foi importante, hoje aquela pessoa é importante, amanhã aquela pessoa é importante... 3 tempos diferentes, 3 pessoas diferentes. Não existe o valor inegual... temos sempre de substituir o daquela pessoa, "seguir em frente". Não somos únicos e indispensáveis na vida de ninguém. Nunca o fomos, nem seremos...

Humanos, what else?

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Nojo

Há coisas que mesmo que a cabeça perdoe... o coração não deixa. Não deixa, mesmo. E quando acumulamos aqueles "perdoares" todos, aqueles desiludires e engolires amargos que não tivemos coragem de mastigar e cuspir! Sim... ja mete nojo.

Cházinho que já passa :)

http://www.youtube.com/watch?v=Vry5vhn26Oo

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Copas

Como a melhor cartada de copas, onde o objectivo é alcançar o mínimo pontos possível, e fazer os outros alcançarem-nos com cartas de ouro que valem 1 ponto e a de dama de espadas que vale 13... quando temos o azar de apanhar com muitas dessas cartas perdemos a ronda porque ficamos com muitos pontos... Mas, quando apanhamos todas essas cartas (o que é raríssimo) essa carrada de pontos é acrescentada em todos os jogadores e nós ganhamos... onde o conjunto de muito azar, vira a nossa maior sorte! está ganho! O problema... o problema é quando não aproveitamos bem essa ronda e depois perdemos nas outras... e acabamos por perder mesmo o jogo...
Há que saber jogar...


Será desta? Ai como merecia...

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Leitura

Eu escrevo porque gosto de escrever. Escrevo de tudo sobre tudo, naquele momento, lugar, o que me apetecer, sobre quem eu quiser e principalmente sobre eu própria e ninguém tem nada a ver com isso, e ninguém vai realmente saber o que significa, excepto EU! Escrevo porque é meu, porque quero deixá-lo bem escrito! Escrevo para um dia mais tarde abraçar-me e dizer: "Já passou... está tudo bem" e sorrir.

(Pres)sentimentos

Tudo o que sempre pressenti, suspeitei e pensava, foi sempre verdade! eu sempre soube, sempre pareceu e até era... o problema, é que só dou importância ao que pressenti no passado, e não penso naquilo que agora pressinto, realmente parece e é, hoje.

E como os parênteses separam bem as duas palavras...

domingo, 26 de junho de 2011

Estalos


Sou como um vidro... estalado. Um vidro estalado de tanto estalar, estalos sem mão, estalos com braço e que continua a deixar que lhe atirem pedras e teima em resistir e resistir para não se partir... que teima em colar cada estalo e estalinho como se depois ficasse tudo novamente igual, liso e espelhado, sem rachas, sem falhas... Pára! Não coles mais! Deixa partir, deixa ruir! chega de ter medo! a seguir virá um vidro novo, mas apenas quando houver lugar para o pôr!

Entrega-te,
Deixa-te cair...

Alguém te há-de agarrar! Acredita... Acredita.

terça-feira, 14 de junho de 2011

E eu nunca menti.

Descobri finalmente o meu valor, o valor substituível.

Quem me dera ter chorado todas às vezes que me apeteceu fazê-lo. Agora... até para isso, é tarde demais.

domingo, 12 de junho de 2011

Atrás

O problema é nunca darem valor aquilo que está mesmo à sua frente.

Depois... depois queixam-se do que está atrás.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Hoje... Hoje a saudade voltou a pertencer-te.

Chave

O mundo é mesmo feito de idiotas! idiotas não... grandes idiotas mesmo!
Há que mandá-los todos embora pela porta de saída de emergência! E trancá-la bem trancada a seguir...
Eu já encontrei o trinco. Agora... agora só falta a chave.

domingo, 5 de junho de 2011

05/06

Quando começamos a esquecer-nos das datas, começamos a livrar-nos dos momentos.

O problema é quando depois de nos esquecermos, de repente voltamos a lembrar-nos... Pelo menos tu já esqueceste, eu metade, dá 3 quartos de caminho andado para o passado ficar bem livrado naquele livro onde finalmente deixaram de existir páginas em branco...

Hoje acordei, e tudo estava diferente... e desta vez... ainda bem!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Leave my madness alone and hold the bleeding mind!

The play was already over... you are the only one who keeps pretending.


Me? I've just started the climb.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Maxilar

Não existe mentira grande o suficiente para o tapar... esse buraco tão volumoso que tu fazes tanta questão de continuar a ocupar.

Deixa-me mentir bolas! Deixa-me viver a felicidade de quem conta uma mentira e toda a gente acredita, inclusivé tu! como as crianças... é um gozo tão grande! bolas, porque tens de ser sempre a criança que não sabe nada, não percebe nada e coitado... é normal... e ainda desmanchas as minhas petas! bolas... se não forem elas... sorriso mais nenhum se prega ao meu maxilar...

PS: Amo-te.

domingo, 22 de maio de 2011

sábado, 21 de maio de 2011

Assassino

Tenho saudades do preto... daquele fundo preto que me acalmava... não há uma aragem de paz à minha volta que me acalme... paz... nunca saberei definir tal palavra, tal sopro segredado que voa pelos ventos e nunca pára dentro de mim, nunca a consegui prender! incrível como mesmo na situação em que estou, quero prender algo para mim... não é que mais ninguém possa ter, mas devia ser a próxima a merecer tal sensação, era justo... quero tanto paz... essa paz... esse sono profundo e sereno... esse conforto, esse sorriso sincero que rasga orelha a orelha e que passa pelo coração... levaste de mim tudo! não pensas nisso? não te arrependes? não sentes o mínimo remorso?? Assassino... bolas... e eu a pensar que já sabia escrever sem mencionar a 2ª pessoa do singular...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Idiota

Tinhas tanto medo de me perder, e não te cansaste de fazer tudo para que isso acontecesse... 2 vezes!
Sempre disse que o melhor era nunca me teres ganho...
Sim... idiota!

domingo, 8 de maio de 2011

Droga

És como uma droga regulada por mim e por ti. Se não for em excesso porque não consumir-te e aproveitar ao máximo o tempo do efeito? Sempre ouvi dizer que a droga, desde que a quantidade seja controlada, não é prejudicial à saúde do ser humano. Alucinar que somos felizes, sempre nos faz sentir a felicidade por instantes... Sem essa alucinação, vivemos afundados na dor da deprimência...

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Não expires

Depois de expirarmos e deitarmos todo o ar cá para fora, precisamos de inspirar novamente. Não existe qualquer intervalo entre essas duas acções. Mas eu não tenho um novo oxigénio para inspirar, se expirar não volto a inspirar a seguir. Então, ficarei sempre a asfixiar-me no meu próprio ar, preso cá dentro, porque não pode ser deitado cá para fora... Também, ou morro de uma forma, ou morro da outra!

Não se escreve

sim, eu ja sei, Aquilo que dizes não se escreve! Se escrevesse teria agora pilhas de folhas riscadas a preto porque nem o lápis soube usar! Também... passo a vida a esquecer-me da borracha em casa.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Já não sinto dor, mas o coração, esse... continua a doer! e chora, chora... espreme me os olhos até ficarem secos e vazios! cegos já eles são... Cegueira, a nova explicação possivel racional para esta coisa. Ceguinha de te ver, então que deixe de te ver! como quero fechar o livro se não paro de tentar escrever novas páginas?! se me vais colocando novas folhas em branco para eu escrever e acusares-me de ser eu quem imagina! Se não houvessem folhas em branco, este livro já teria ganho pó!

Pois... Vai à merda!

domingo, 24 de abril de 2011

Junto a mim

Há dias em que acordo e descubro que ainda sei sonhar.

Enquanto houver marés há céu e mar, há a tua forma de existir... com calor e frio. E enquanto a maré sobe e desce, eu continuo a caminhar, calçada sobre a areia, à espera de poder sentir de novo as conchas debaixo da palma dos meus pés... a sensação de ter mais um par de algo a caminhar junto ao que é meu, para não ter medo...

Esta mística saudade de um corpo encostado ao outro.

sábado, 9 de abril de 2011

Outro nada

Será o inicio de outro livro, outra história... ou simplesmente uma outra página?... Com final definido, o mesmo de sempre, o real, o incerto ou totalmente desconhecido... Talvez esteja novamente a espera que o sonho acabe e passe... deve estar quase.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Representador

nada sabe a nada... porque tudo tem de ser encenado. Não fingido, encenado... são coisas diferentes! Eu não finjo que estou feliz quando estou contigo, eu represento uma pessoa feliz que está contigo, porque já soube o que era isso. E não é isso que qualquer bom actor faz? Buscar sentimentos já vividos e colocá-los ali, naquele momento, naquele personagem? O Humano é um completo actor, representa tão completamente que é dor, a dor que deveras sente! Neste caso a felicidade, porque eu sinto-me, estou e represento bem quando estou contigo! No entanto tudo continua a saber a nada... a peça já acabou e eu... bem eu continuo em palco.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Espécie

Mesmo que te empurre, aproxima-te... cair é para os que se dominam pela lei da gravidade. E nós Nunca tivemos os pés bem assentes na terra... típico da nossa espécie.

domingo, 27 de março de 2011

Pequeno

Agora já sei... És pequeno demais para tornar um grande sonho realidade, especialmente o meu.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Apetecimentos


Não é que sequer me apeteça rir... também não me apetece chorar, habituei-me mas dói, como se nos injectassem algo na cabeça, depois a cabeça incha, passa para o pescoço, os ombros e os braços! como se tivesse andado a carregar camiões o dia inteiro! Não, nada há-se poder pesar assim tanto! Nem tu...

domingo, 20 de março de 2011

Desistir

Não tenho forças nem coragem para desistir de nada... Espero ter para desistir de tudo.

sábado, 12 de março de 2011

Em vão


É tão triste sonhar tanto em vão. É tão triste sentir que vivemos a realidade em vão!... porque nunca foi real, porque foram apenas sonhos, alucinações, e... eles eram tão bons! e porque não se vão embora? Porquê? Vivemos destinados à cegueira do coração e dos olhos, que vivem de sonhos grandes e pequenoa e depois uns tornam-se realidade... outros não. Amanha-te!

Banalidade humana

Estamos todos destinados à vulgaridade... uns mais do que outros. Como máquinas com livro de instruções, e quando avariam... ou metemos uns químicos próprios para o tipo de avaria, ou chamamos o mecânico... e todos funcionamos assim. O que varia é a máquina, branca, preta, de lavar roupa, loiça, de costura... o que a faz funcionar, viver, o que a faz bombar e ser algo útil, é sempre o mesmo. Banalidade humana...

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Fuga de luz

Tudo tem um fim. E neste fim acordo sempre de manhã na minha cama, com o primeiro raio de sol, aquele que entra pela janela todos os dias, à mesma hora, porque a cortina ficou mal fechada...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Formas temporais


Antes de ontem tudo existia e os meus olhos fechavam-se de tanto sonhar!... Ontem, fui obrigada a abrir os olhos e acabei sozinha... Queria fugir para longe e esquecer que tudo existiu, que o mundo existia. Hoje... Hoje também. Hoje é sempre igual a ontem. O Amanhã é que continuará a ser uma verdadeira incógnita, e o depois de amanhã... bem, esse simplesmente não existe.

Continuo a não saber em qual delas me encaixo...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Grito


A voz grita mas não pode gritar, então Se não sabes ler, pelo menos ouve este doloroso silêncio e entende!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Asma

Não existem medicamentos que curem a asma, na verdade a asma cura-se apenas por si própria ao seu ritmo... Mas existem medicamentos que nos ajudam a controlá-la, que nos ensinam a combatê-la!... e é isso que eu quero de si, é isso que eu quero.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Recompensação

A vida não é feita de recompensas, indeed...
Como quando tínhamos de decorar a tabuada e recebíamos um rebuçado, ou adivinhávamos uma resposta e ganhávamos um chocolate... Por mais bons que possamos provar que somos, por mais esforço e suor gasto, nem sempre cortamos a meta em primeiro lugar e recebemos aquele troféu. Há que saber contentarmo-nos com o facto de a termos alcançado, ao nosso ritmo, e saber que fizemos o melhor que podíamos. Para a próxima será melhor... recompensação? que palavra mais ordinária e única que haviam de inventar, pertence sempre apenas a um ou a ninguém.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Atacadores

Estava a chover, e eu estava na paragem a atar o sapato. A verdade é que a minha vida não tem ponta por onde se lhe pegue, e não há nó de atacador nenhum que consiga atá-la ou desatá-la, molham-se e pisam-se todos os dias com a chuva, e ficam sujos de lama...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Voltar para casa


Por mais confiança que tenhamos quando fugimos, quando agimos precipitadamente, acabamos sempre no fim por voltar para casa, por ligar àquela pessoa, por voltarmos para trás e voltarmos a seguir o nosso caminho.
já nem os olhos sabem falar a quem os sabe ler... eu quero ajuda, eu preciso de ajuda e se a tiver de pedir ao imenso céu estranho que cai sobre mim e estes caminhos perdidos que escolhi percorrer enquanto fugia... então que pelo menos as estrelas me oiçam e inventem uma terapia sem fala, um caminho ou um atalho para casa de novo, se assim puder ser... que volte para casa, para o meu quarto, para dentro de mim... onde não estou, à demasiado tempo.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Tudo será melhor

Sabem a sensação de acordar de manhã e ter a cara esborratada de olheiras? Pior que isso, tentar olhar olhos nos olhos e não haver imensidão, brilho... apenas um opaco vazio... uma palidez encrostada.... Aguenta, é só mais uma noite... Tudo será melhor que isto, tudo será melhor do que acordar de manhã e sentir o eco de um profundo vazio que nos esmaga a pouco e pouco aquilo que somos.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Para todo o meu sempre

Os dias passam devagar, as horas e os segundos enrolam-se lentamente... Mas passam em grandes quantidades, e já la vai mais um mês... Parece injusto.
Vi-te. Não com os olhos de quem vê, mas de quem sente, como sempre fizemos... É incrível como tudo parece poder fazer todo o sentido e tento agarrar todo esse sonho enquanto dura, mas como tudo aquilo que está ou parece estar vivo, acaba. Acabou e fui apanhar o barco mais uma vez, para regressar... com a consciência daquilo que é a minha realidade... acordei, como todos os dias acordamos. Quero tanto continuar a dormir... vá pega no sonho outra vez! concentra-te... se vou ter sempre de acordar, então quero dormir para sempre! para todo o meu sempre! até que chegue o nosso... sabe-se lá quando, ou onde...

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Porquê agora?


O telefone tocou.
Lágrimas de choro ecoaram na casa praticamente vazia.
Um aperto e um nó na garganta esmagaram-me com força…
A música do nada surgiu, e lágrimas molharam-me o rosto.
A minha cabeça caiu como desamparada e todo o meu mundo parou...
“O quê?” – disse eu.
“Quando?” – em tom mais baixo… e a minha mãe respondeu: “Agora… o avô estava lá”… Correu para a cozinha e ouvi uma porta bater.

Mas... Porquê agora?

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Acentuação

Soubemos pôr todos os pontos finais que precisávamos e tínhamos de pôr... Mas esquecemo-nos das palavras que os antecedem, as frases agudas, graves e esdrúxulas que explicavam todos os pontos de interrogação, todas as reticências sussurradas de boca em boca... Nunca foram pontos finais, mas sim vírgulas à espera de mais sussuros que dormem com o sono....

domingo, 16 de janeiro de 2011

No dia em que me esvaziei


No dia em que me esvaziei, abri espaço dentro de mim, dentro do que é Meu.

Deitei fora tudo o que tinha de deitar! Rasguei em pedaços aquelas míseras partículas de tudo o que haveríamos construído até ali. Demoli as construções desses tempos de antigamente e desmontei todas as prateleiras dos móveis velhos, para ser mais fácil deitá-los fora... Libertei-me! Para que depois pudesse encher tudo de novo, com novos edifícios bem esboçados, novos atalhos e percursos encurvados, ruas modernas e pracetas de encontros perfeitos!... Novas folhas de papel prendidas com pioneses ao tecto onde tanto costumo sonhar, ou telas perfuradas com tinta, espalhadas pelas paredes caiadas do novo branco…Coisas boas... e más. Acreditei que sim!

Esvaziei-me então.

Só que... Afinal Nada depois entrou. Já lá vão horas, dias, semanas, meses e contínuo vazia como no dia em que me esvaziei de mim, e me libertei de toda aquela dor, a dor que deveras sinto! Aquelas resmas de lágrimas que continuam na lista de ficheiros recuperáveis da memória...

Matei-te, e morri de mim mesma.

No dia em que me esvaziei, de mim e de ti... de nós, eu estava viva e ninguém estava morto...

Mas... Então para quê?



http://www.youtube.com/watch?v=NAqMFjziMZ8

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O inaceitável

Tudo o que é verdadeiro, o que mais amamos nunca acaba. Apenas segue-se-lhe um novo começo... porque nunca seremos capazes de pôr fim ao que sem dúvida partiu, acabou e... deixou de ser nosso aqui, neste mundo. Nunca aceitaremos o inaceitável.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Mundo mais pequeno que eu


Antes o mundo era tão grande, Porque eu e tu cabíamos lá dentro e ele era nosso! e nadávamos livremente pelo vazio cheio do tudo! passávamos de mãos atadas por cima das nuvens, escalávamos cordilheiras de montanhas altas carregadas dos mais belos sonhos!...
Hoje o mundo é pequeno. Já nem eu caibo lá dentro... já não é teu, nem meu... nem nosso. Nunca o foi.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Canto superior esquerdo


Espalhou-se pelo corpo... Está comprovado pelos médicos que se espalha rapidamente, doloroso e de lenta recuperação, sem previsão possível, tudo depende do sistema imunitário de cada pessoa. Dissolveu-se por cada bocado de mim, e o seu núcleo é o coração... este concentrado de vida localizado no canto superior esquerdo do nosso corpo. Engraçado, o lado mais fraco e menos treinado do corpo suporta aquilo que suporta tudo, Tudo! E mesmo assim, cedeu-lhe. Cedeste-lhe sem qualquer resistência! palpitaste durante demasiado tempo e quando te deixei saltar para dentro do coração dele e ele para dentro de ti!... reparámos os dois que nunca tinhas saído de dentro do meu peito... porque não te deixaram entrar. A forma como te agarraste a ele é mais forte que qualquer passado que se agarrou a nós, a qualquer presente que queiramos agarrar, e a qualquer futuro que NÓS venhamos a querer agarrar! Afinal sempre houve um nós... eu e aquilo que vê tanto como os meus dois olhos, o órgão que dizem suportar tudo, o coração, o Meu Coração.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Egoistas

Como havemos de combater a nossa própria dor? Pensando na dor dos outros, que é pior que a nossa? Que seres tão egoístas...

Embrulho


Laços frios, Laços sensíveis...
O frio reforça as fitas do tempo, mas já vão sendo demasiadas... Já não existem dias de sol ou chuva, apenas dias de frio... este frio que cobre todo o nosso Presente de aniversário... As mãos geladas miram-se à distância dentro da caixa mas já não sabem ser companheiras, e esqueceram-se do que é sentir calor, o que é serem desembrulhadas e desejadas com ardor e emoção!... Nada do que era, hoje sou para ti! As maquilhagens, a roupa e os acessórios já não te fascinam, o brinquedo está velho e estragado e já nem para brincar serve... trapos de tempos que já não se podem embrulhar, deitam-se fora! Braços desfeitos, rasgados e dobrados em várias partes que já não sabem abraçar, já não querem abraçar! Ai... Como sinto a falta deles... como sinto a falta de me embrulhar dentro de ti, dos teus dedos que me rasgavam durante horas, de seres quente e envolvente!... o embrulho perfeito, a minha prenda de aniversário, de quando Eu não faço anos!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

2011


-Ficas comigo?
-Hoje e sempre.

O que será realmente ficar? O que significa, o que implica, como sei se ficaste comigo? Não sei, e o que sinto não é credível, porque nada relacionado a ti é credível, nunca se sabe ao certo se o que vejo é a realidade ou fruto da alucinação. Nunca sei o que tu alucinas...