domingo, 27 de abril de 2014

Porque é mesmo estranho.

Como tudo já foi tão importante. O quão já fomos felizes, o quão já fui feliz naquele momento, o quanto eu gostava... O quão me entreguei, o quão era importante e agora são simplesmente páginas deitadas ao rio. É como se nem sequer tivesse sido comigo. Nada mais que apenas alguns segundos de uma certa nostalgia que me fez de novo escrever algumas palavras, não para ti mas para mim.


Oh promisses...



sexta-feira, 18 de abril de 2014

Porque estar longe custa. Mas estar longe e não conseguirmos fazer parte do que está perto custa mais.

Podia estar tudo a ser perfeito, mas não está, está simplesmente a ser ''muito bom'' e assim o direi sempre a toda gente. Porque sou uma sortuda, porque posso viajar, conviver, conhecer pessoas novas, comer, dormir e fotografar quando me apetece. É tudo verdade. Está a ser mais do que um virar a página! está a ser um livro completamente novo e a parte, um renovar total! Mas...

Não... não há mar, não há Lisboa, não há sol de verão, às vezes nem sequer sol... não há cafezinho na esplanada com pastel nata, não há sequer cafezinho (em lado nenhum). Não há comida da mãe, nem do avô, não há compal na mesa, não há o peixinho grelhado ao almoço nem o bacalhau ou o cabrito da Páscoa (é que nem as amendoas). Pão sem ser doce não é normal, queijo com sal não é normal, água sem gás não é normal, bolachas NORMAIS não é normal, pararem para atravessar numa passadeira não é normal, darem encontrões na rua e passarem à frente nas filas é normal! ter o meu espaço e privacidade numa casa onde regularmente habitam 7 ou 8 pessoas não é de todo normal. Não há um ''desculpa'', um ''obrigada'', nem sequer um "bom dia".

Não há... todos aqueles que são meus, que são importantes. Não há um abraço, um ''gosto de ti'', um beijo... Não há de todo, amigos. Sinto-me sozinha estando todos os dias rodeada de pessoas.

Sim... eu até gosto de viver aqui. Sim eu até me adaptei... sim eu ainda continuo a ser sortuda porque tenho um bilhete de regresso na minha mão e sei que dentro de pouco tempo estarei de volta. E sim, vou, quero e posso aproveitar cada segundo deste tempo para torná-lo em momentos inesquecíveis, de boas memórias e aprendizagens. Mas...

Não somos rigorosamente nada sem aquilo que será sempre nosso... sem as nossas origens, sem os ''meus'', sem sentir que pertencemos...

E eu aqui não pertenço.

terça-feira, 1 de abril de 2014

"Saudade"

Porque só em Portugal existe a palavra saudade.
Porque há sim momentos que sentimos que é o momento e o tempo chegou.

E nem sempre o tempo é tempo de coisas boas.

Que todos me perdoem e que eu me perdoe. Que tal poder de adivinhação que não adivinhe tão cedo. Que tal dor que sei que sinto só quando sei que tenho de sentir...  que adeus tão distante e tão amargo... porque todos os adeus são distantes e amargos em tempo e espaço,
"que a vida tem pressa que tudo aconteça sem que a gente peça..."

Porque a morte justa é sempre injusta e... custa.

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