domingo, 30 de janeiro de 2011
Para todo o meu sempre
Vi-te. Não com os olhos de quem vê, mas de quem sente, como sempre fizemos... É incrível como tudo parece poder fazer todo o sentido e tento agarrar todo esse sonho enquanto dura, mas como tudo aquilo que está ou parece estar vivo, acaba. Acabou e fui apanhar o barco mais uma vez, para regressar... com a consciência daquilo que é a minha realidade... acordei, como todos os dias acordamos. Quero tanto continuar a dormir... vá pega no sonho outra vez! concentra-te... se vou ter sempre de acordar, então quero dormir para sempre! para todo o meu sempre! até que chegue o nosso... sabe-se lá quando, ou onde...
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Porquê agora?

O telefone tocou.
Lágrimas de choro ecoaram na casa praticamente vazia.
Um aperto e um nó na garganta esmagaram-me com força…
A música do nada surgiu, e lágrimas molharam-me o rosto.
A minha cabeça caiu como desamparada e todo o meu mundo parou...
“O quê?” – disse eu.
“Quando?” – em tom mais baixo… e a minha mãe respondeu: “Agora… o avô estava lá”… Correu para a cozinha e ouvi uma porta bater.
Mas... Porquê agora?
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Acentuação
domingo, 16 de janeiro de 2011
No dia em que me esvaziei
No dia em que me esvaziei, abri espaço dentro de mim, dentro do que é Meu.
Deitei fora tudo o que tinha de deitar! Rasguei em pedaços aquelas míseras partículas de tudo o que haveríamos construído até ali. Demoli as construções desses tempos de antigamente e desmontei todas as prateleiras dos móveis velhos, para ser mais fácil deitá-los fora... Libertei-me! Para que depois pudesse encher tudo de novo, com novos edifícios bem esboçados, novos atalhos e percursos encurvados, ruas modernas e pracetas de encontros perfeitos!... Novas folhas de papel prendidas com pioneses ao tecto onde tanto costumo sonhar, ou telas perfuradas com tinta, espalhadas pelas paredes caiadas do novo branco…Coisas boas... e más. Acreditei que sim!
Esvaziei-me então.
Só que... Afinal Nada depois entrou. Já lá vão horas, dias, semanas, meses e contínuo vazia como no dia em que me esvaziei de mim, e me libertei de toda aquela dor, a dor que deveras sinto! Aquelas resmas de lágrimas que continuam na lista de ficheiros recuperáveis da memória...
Matei-te, e morri de mim mesma.
No dia em que me esvaziei, de mim e de ti... de nós, eu estava viva e ninguém estava morto...
Mas... Então para quê?
http://www.youtube.com/watch?v=NAqMFjziMZ8
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
O inaceitável
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Mundo mais pequeno que eu
Antes o mundo era tão grande, Porque eu e tu cabíamos lá dentro e ele era nosso! e nadávamos livremente pelo vazio cheio do tudo! passávamos de mãos atadas por cima das nuvens, escalávamos cordilheiras de montanhas altas carregadas dos mais belos sonhos!...
Hoje o mundo é pequeno. Já nem eu caibo lá dentro... já não é teu, nem meu... nem nosso. Nunca o foi.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Canto superior esquerdo
Espalhou-se pelo corpo... Está comprovado pelos médicos que se espalha rapidamente, doloroso e de lenta recuperação, sem previsão possível, tudo depende do sistema imunitário de cada pessoa. Dissolveu-se por cada bocado de mim, e o seu núcleo é o coração... este concentrado de vida localizado no canto superior esquerdo do nosso corpo. Engraçado, o lado mais fraco e menos treinado do corpo suporta aquilo que suporta tudo, Tudo! E mesmo assim, cedeu-lhe. Cedeste-lhe sem qualquer resistência! palpitaste durante demasiado tempo e quando te deixei saltar para dentro do coração dele e ele para dentro de ti!... reparámos os dois que nunca tinhas saído de dentro do meu peito... porque não te deixaram entrar. A forma como te agarraste a ele é mais forte que qualquer passado que se agarrou a nós, a qualquer presente que queiramos agarrar, e a qualquer futuro que NÓS venhamos a querer agarrar! Afinal sempre houve um nós... eu e aquilo que vê tanto como os meus dois olhos, o órgão que dizem suportar tudo, o coração, o Meu Coração.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Egoistas
Embrulho
Laços frios, Laços sensíveis...
O frio reforça as fitas do tempo, mas já vão sendo demasiadas... Já não existem dias de sol ou chuva, apenas dias de frio... este frio que cobre todo o nosso Presente de aniversário... As mãos geladas miram-se à distância dentro da caixa mas já não sabem ser companheiras, e esqueceram-se do que é sentir calor, o que é serem desembrulhadas e desejadas com ardor e emoção!... Nada do que era, hoje sou para ti! As maquilhagens, a roupa e os acessórios já não te fascinam, o brinquedo está velho e estragado e já nem para brincar serve... trapos de tempos que já não se podem embrulhar, deitam-se fora! Braços desfeitos, rasgados e dobrados em várias partes que já não sabem abraçar, já não querem abraçar! Ai... Como sinto a falta deles... como sinto a falta de me embrulhar dentro de ti, dos teus dedos que me rasgavam durante horas, de seres quente e envolvente!... o embrulho perfeito, a minha prenda de aniversário, de quando Eu não faço anos!
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
2011
-Ficas comigo?
-Hoje e sempre.
O que será realmente ficar? O que significa, o que implica, como sei se ficaste comigo? Não sei, e o que sinto não é credível, porque nada relacionado a ti é credível, nunca se sabe ao certo se o que vejo é a realidade ou fruto da alucinação. Nunca sei o que tu alucinas...