domingo, 16 de outubro de 2011

Eu própria

Ninguém pode compreender-me melhor do que eu a mim própria. Ninguém gosta de mim ou gostará mais de mim do que eu. Ninguém sente e sabe melhor de mim do que eu própria. Se naquele momento eu choro, é porque tenho todos e mais alguns motivos para o fazer, é porque dói e sinto, e as lágrimas vertem sem nenhuma ordem consciente. Se me fizeres chorar é bom que saibas que és o único/a culpado/a, porque eu nunca gostei de chorar (quem gosta?). Se me fizeres rir, também. As pessoas sentem, é por isso que choram, riem, se envergonham, sentem medo, pânico, raiva... independentemente de parecer aos outros que têm ou não motivo para isso... eu só reajo ao que sinto. Eu até posso saber representar pessoas alegres, pessoas cómicas, autênticos personagens isentos de sentimentos, que contam histórias e falam como se nada neste mundo os afectasse (toda a gente sabe fazer isto). Mas jamais consegui representar a tristeza sem a sentir dentro de mim, jamais dei a gargalhada sincera sem vir de bem cá dentro, jamais me irritei sem o meu coração se exaltar e a cabeça encher como um balão. Quem me conhece sabe identificar qualquer um destes momentos, e claro, eu sou a que melhor o sabe, porque só eu me conheço na totalidade do que sou.

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