terça-feira, 9 de agosto de 2011

Nostalgias de antigamente

Decidi desviar o caminho e passar por caminhos já percorridos como viciosa rotina, nos tempos de.... "antigamente". E lá estava ela, intacta. Como é óbvio não resistiu a certas modernices e inovações, mas continuei a senti-la minha, como sempre, só que agora está... gasta. Gasta sim. Aquelas tintas dos agora "antigos" jogos que desaparecem aos poucos com o tempo, onde passávamos horas sem ver as horas passar, minutos que transformavam-se em segundos para nossa tristeza e agora transformados em anos inteiros que percorrem a nossa memória... também para nossa tristeza? As árvores, como sempre, nunca pararam de cair e resta apenas uma resistente que teima em fazer sombra naquela que era a nossa grande escalada! Escalada nenhuma é hoje, qualquer um que tentasse fazer escalada naquelas colinas, não teria árvore que o apoiasse e onde marcasse a passagem dos níveis, enquanto avançava. E as mesas territoriais que se encontram exactamente nos mesmos locais, como marcos no topo das montanhas a marcarem o ponto mais alto de qualquer hora de recreio, onde os gangs, grupos e grupinhos 'pousavam' e permaneciam em convívio... como tudo o resto jazem ali, abandonadas, em harmonia com o enorme silêncio que em conjunto com o sol, cobrem qualquer escola no verão.

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