quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

De pés


Não, já não estou daquele lado do muro. Não estou do outro ainda, também... Estou digamos que sentada em cima dele, com as costas viradas para trás claro e receosa de saltar. Sim de vez em quando ainda olho para trás mas volto-me logo para a frente para me equilibrar...

É preciso saltar, atirar-me de pés, nem sequer é de cabeça!

Eu sei que sou capaz.

Mas, por algum motivo, estou à espera que ele se sente também ao meu lado... me dê a mão e saltemos juntos, ou só ele comigo, tanto faz.
Ou que simplesmente olhe, repare e deixe de acreditar que o muro existe sequer e decida enfrentar de vez sim, o próprio presente! Aquele onde me embrulhaste uma vez, e de onde nunca mais me desatei totalmente... sozinha.

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