segunda-feira, 5 de março de 2012

Tempo



E esse é exactamente o grande problema do tempo... Destrói qualquer criança e torna-la num grande adulto sem sequer avisar. E depois? Depois, de repente, com a força de quem leva um tabefão na cara e não uma palmadinha no rabo, reparamos que o mundo é mais pequeno do que aquilo que costumava ser, e tudo o que antes era divertido vai deixando de nos servir!... Já de nada serve chamar a incansável mãe que dava um beijinho no dói-dói e ele parava de doer... Já não se tratam de joelhos esfolados e aranhões pela cara cheios de betadine e lágrimas prematuras... feridas que o tempo sempre curou! Agora tratam-se de cicatrizes, marcadas não pelo tempo, mas pela eterna dor... essa coisa constante que nem ao tempo pertence... que sangrarão por dentro até ao mais imenso futuro!

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