quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Since 2008


Lida por ninguém, alguém talvez pontualmente, mas principalmente por mim. Sempre foi assim, sempre assim será... seja de que forma escrever, seja o que escrever, seja para quem escrever, será sempre feito por mim para mim.
Sou eu que me dou ao trabalho de me ler todos os dias, este "blog" que já foi outro, sou eu que me escrevo todos os dias... apenas porque sim.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Obrigada


"Normal e simétrica repartição dos índices densitométricos obtidos nos diferentes parênquimas intra-cranianos, não se salientando alterações morfo/TDM de inequívoco significado patológico"

É bom, embora mau, mas pelo menos não é o pior.

Finalmente eliminou-se a mais certa e pior das hipóteses... agora é tratar o verdadeiro bicho, que não é pêra doce... não é não. Mas é controlável... tem dias.
Agradecida, sei la eu a quem...

sábado, 26 de novembro de 2011

Insuficiente

Quando sentes garantido de que vai correr bem, é meio caminho andado para ir correr mal.

Somos tão pequenos e insignificantes, que era preciso ganharmos duas vezes o euromilhões para ficarmos visíveis ao mundo! Pelo menos eu.
E o que realmente importa sermos visíveis aos outros? Vou começar a tirar um novo curso chamado: "Como viver sem o mundo" e talvez receba um prémio dado por mim própria e me sinta feliz, no meu mundo, no meu momento, só EU! aí nunca seria pequena, insignificante, porque não haveria mundo e não sentiria falta dele! Ai... como gostava... ai como gostava que fosse mesmo assim. Alguém inesquecível, insubstituível, Suficiente... que fosse capaz, ou simplesmente aquela. E acima de tudo que não dependesse do mundo, ou pelo menos de ti... 2ª pessoa.
Ando a falar demasiado de ti.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Não?

Sim.
Talvez eu pense em coisas que só devia pensar daqui a 15 anos. Mas essas coisas que penso agora, devem-se ao que outros 15 anos me fizeram sentir e pensar e crescer demais. Agora soam como certas e objectivas, porque já estive no lugar do filho e já o entendi. Daqui a 15 anos a mãe lá saberá o que fazer, depois de 30 anos sabendo o que o filho sente, continuando a sentir dentro dela. Senão, não serviu mesmo para nada ter sentido! Não?
Fala aquela que se esquece que sente.
Porque sim, talvez eu não goste mesmo daquela pessoa e dói só o facto de saber que não gosto de uma pessoa que toda a vida me disseram que eu devia gostar e que inclusivé, eu já gostei! E aceitar e compreendê-la pode de todo não ser suficiente. Há coisas que simplesmente não conseguimos perdoar! Porque não aceito, sim, que dói não gostar dela e ponto final? em vez de só aceitar que não gosto. O que dói, nunca dói para sempre. Há uma altura em que simplesmente deixa de doer , não porque perde importância o facto, o que aconteceu, mas sim essa dor. Deixa doer então!

Não?

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Bicho

E por algum motivo, sem qualquer justificação, me lembrei dele, de como olhava e sentia, naquele momento, naquele preciso momento, em que os meus próprios olhos se fechavam para pelo menos eles não sentirem... Naquele momento, metida naquela caixa das verdades, em que aquelas ondas carregadas de radiação me percorriam todas as células que se encontravam vivas, aquelas que me fazem sentir o medo, este medo, este enorme bicho que sim, este sim, existe e está bem vivo dentro de mim! e me consome... a cada dia... a cada hora...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Localizada

Sempre sobrevivi.
Nunca estive em perigo durante muito tempo. Também nunca corri tanto perigo durante tanto tempo...Mas não há-de ser desta que será algo realmente grave.
Relaxa, acredita.
Jovem e saudável, é assim que é suposto ser, assim o terá de ser...
Seja o que for, aprendi a lição. Seja o que for, aguardo com medo, o medo de sempre.

Aguardemos então...

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

sábado, 12 de novembro de 2011

Existida

Porque há momentos em que este total esgotamento mental me deixa para lá do branco, me faz gritar mais alto do que alguma vez gritei, numa última esperança de que oiçam dizer este nada! Mais alto do que alguma vez nunca conseguirei gritar, porque não tenho voz, porque sim conseguiram tirá-la, porque sim falta aqui dentro tanto ou algo tão importante!... bem mais do que só eu, apenas eu, e a minha voz... que ninguém ouve. Bem mais do que apenas uma voz... falta esse algo, falta a segunda, aquela que nos sucede e completa, dando sentido e fazendo-nos acreditar quando o mundo nos tira esta existência, ou o seu valor, ou nos faz apenas sentir como tal! Ahhh... que raiva de não ter percebido tudo quando ainda existia e me sentia existida.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Nome


Primeiro tem de ganhar um nome dentro de si mesma, para si, e só depois lá fora, para o mundo.
Como quer que os outros confiem em si, se você própria não o faz?


Nunca nada fará sentido ou acontecerá sem a primeira parte, a sua,
aquela que é minha.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Tropeção

Nunca tropeçamos no destino à primeira vez. Ou melhor, tropeçamos, mas só nos apercebemos disso à segunda, porque esbarramos mesmo por cima dele e ficamos.... abismados, agarrados à ideia a que fomos condicionados até àquele preciso momento. Apesar disso... nunca saberemos mesmo até que ponto esse destino, karma, coincidência pode ou não ser boa, ser a nossa, no timing certo e necessário para resultar... nunca saberemos o que arriscar, até que ponto, quando, onde e como...
Resta então aguardar, esperar... deixar acontecer... sem medos, sem receios... apenas porque sim.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Breve pensar

Eu ando a aprender a preocupar-me e a querer saber de mim. TU devias aprender a fazer o mesmo, mas com os outros!...

Perspectiva


É preciso mudarmos a posição e a nossa perspectiva sobre o objecto e não tê-lo simplesmente na mão e dizermos que é todo igual em todas as faces... e só vermos aquilo, aquilo unicamente.

(Deve ser por isso que o amor é cego?)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Aquilo

Eu quero. Mas quero mesmo!
Quero de querer.
Quero de tanto querer.
Quero porque quero! quero sim!
Quero e pronto.
Quero e prontos.
Eu quero
Quis
Queria tanto...
E vou querer ainda mais!
Quando este querer todo que tenho quiser mais do que posso querer agora e algum dia vier ainda a querer mais. Quero e ponto final.

Sei dizer e escrever perfeitamente tudo aquilo que NÃO quero. O que quero então?

O QUÊ?

Algo... Simplesmente algo... aquilo...

sábado, 29 de outubro de 2011

Por um

fio.

Hoje dei mais um passo minúsculo neste campo de batalha onde ainda não me encontrei porque nem sequer me perdi... não me deixei perder, entregar-me e não ter medo de sentir e ser quem realmente sou!... cairei onde tiver de cair... E se for no chão? será a ultima vez, isso é garantido... só assim poderás um dia realmente levantar-te e sentires-te levantada! vá la... é por mim, será sempre por mim! quando aprendes o que isso realmente significa?!

Será o que tiver de ser... Já chega.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A casa que me construiu


Onde trepei as mais altas montanhas sem nunca ter medo de cair, mesmo caindo várias vezes.
Onde adultos brincavam como crianças e as crianças brincavam de adultos.
Onde adormecia rodeada de planetas e animais brilhantes espalhados pelas paredes e o tecto...
Onde chorei que me matei por perder o meu anel do tweety e por a minha irmã se recusar a comprar-me o bolo de arroz das sextas-feiras.
Onde a família cabia toda apertada e se ouviam as conversas em todas as assoalhadas... Onde durante o banho se escutava o noticiário e decorava-se a tabuada e ao deitar ouvia-se o futebol na televisão do vizinho do 7ºandar... Ou a criança que jogava ao berlinde no corredor por cima do meu... Onde me debruçava a atirar os brinquedos do kinder surpresa para a rua e escondia-me a seguir. Onde arrumava com os joelhos e algo mais esfolados a bicicleta cor-de-rosa, roda 16, sem rodinhas, na pequena varanda...
Onde me sentava no teu colo e interrompia as tuas longas horas a cozer no sofá... e corria e me metia dentro do guarda-fato ou do cesto da roupa suja quando fazia alguma asneira...
Onde olhava para trás e via a mãe na cozinha, para a direita e via o pai a trabalhar e para a frente a minha irmã a estudar... E assim adormecia mirada pelo candeeiro do pequeno corredor que percorria aquela simples, humilde, sempre cheia e perfeita casa...

http://www.youtube.com/watch?v=DQYNM6SjD_o&feature=relmfu

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Outono


Está a chegar e eu detesto-o.

Este "quase" maníaco que o Outono trás.
Do medo de cair em mais um buraco negro invernoso cheio de remoinhos que não me vão deixar respirar outra vez!
Outono, odeio o Outono! Só pelo simples facto de a seguir vir o Inverno, e de não ter comigo um sol de Verão que me va manter quente... Por esse sol nunca ter existido...

Não consegui... outra vez. Foi quase...

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Mentes artísticas

Um mundo onde só os melhores podem ser avaliados, porque só os melhores podem ter valor. Um mundo em que ser invulgar ou único não é suficiente, mas sim, ser inovador. Bom não chega. Muito bom talvez. Diferente e novo, é perfeito. E mesmo assim, Perfeito por vezes é pouco. Injusto? Não... só não dá para todos, nem é qualquer um... mas uma pessoa assim, pode nascer em qualquer lado...

Espero ser uma delas.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Tenho saudades... não sei bem se apenas de ti ou de nós... Ou simplesmente de tudo o que senti.

domingo, 16 de outubro de 2011

Eu própria

Ninguém pode compreender-me melhor do que eu a mim própria. Ninguém gosta de mim ou gostará mais de mim do que eu. Ninguém sente e sabe melhor de mim do que eu própria. Se naquele momento eu choro, é porque tenho todos e mais alguns motivos para o fazer, é porque dói e sinto, e as lágrimas vertem sem nenhuma ordem consciente. Se me fizeres chorar é bom que saibas que és o único/a culpado/a, porque eu nunca gostei de chorar (quem gosta?). Se me fizeres rir, também. As pessoas sentem, é por isso que choram, riem, se envergonham, sentem medo, pânico, raiva... independentemente de parecer aos outros que têm ou não motivo para isso... eu só reajo ao que sinto. Eu até posso saber representar pessoas alegres, pessoas cómicas, autênticos personagens isentos de sentimentos, que contam histórias e falam como se nada neste mundo os afectasse (toda a gente sabe fazer isto). Mas jamais consegui representar a tristeza sem a sentir dentro de mim, jamais dei a gargalhada sincera sem vir de bem cá dentro, jamais me irritei sem o meu coração se exaltar e a cabeça encher como um balão. Quem me conhece sabe identificar qualquer um destes momentos, e claro, eu sou a que melhor o sabe, porque só eu me conheço na totalidade do que sou.

Já me lembrei!

Não forces... nunca mesmo.
Expira primeiro.