Porque há coisas que simplesmente têm de ser assim... Porque sim... porque não há o não.
Infelizmente ou felizmente é assim que é, assim ficou, assim será... Por mais que tenha custado, por mais que às vezes ainda custe... por mais culpa que alguém tenha ou não tenha, nada disso importa!
segunda-feira, 30 de julho de 2012
terça-feira, 24 de julho de 2012
Casinha de doces
A esperança é como o pedaço de pão que Hansel e Gretel levavam na mão pela floresta... vai-se deixando migalhas pelo caminho e quando acabar... ou se fica no mesmo sítio ou volta-se para trás.
Deve ser por isso que tenho a sensação que a minha história anda sempre a repetir-se...
Deve ser por isso que tenho a sensação que a minha história anda sempre a repetir-se...
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Ser feliz
Quando estou feliz tudo parece alcançável.
... e é.
Quando estou feliz, estou feliz, e porque estou feliz tudo é possível, tudo voa, eu voo! nada importa além dessa minha felicidade, todas as contas tornam o resto insignificante, neutro! porque afinal não estamos a falar duma meta, mas de um estado, um sentimento tão poderoso quanto os outros...
Quando estou feliz nada preocupa, não chama, não desejo nada mais para lá dessa minha felicidade! Quando estou feliz sou bonita, sinto-me bonita mesmo que não esteja! Sou e pronto... porque estou, porque ser e estar sempre foram coisas diferentes até nunca mais termos de pensar nelas... porque simplesmente, estamos felizes!
... e é.
Quando estou feliz, estou feliz, e porque estou feliz tudo é possível, tudo voa, eu voo! nada importa além dessa minha felicidade, todas as contas tornam o resto insignificante, neutro! porque afinal não estamos a falar duma meta, mas de um estado, um sentimento tão poderoso quanto os outros...
Quando estou feliz nada preocupa, não chama, não desejo nada mais para lá dessa minha felicidade! Quando estou feliz sou bonita, sinto-me bonita mesmo que não esteja! Sou e pronto... porque estou, porque ser e estar sempre foram coisas diferentes até nunca mais termos de pensar nelas... porque simplesmente, estamos felizes!
domingo, 15 de julho de 2012
Rasteira
Hoje tropecei no destino 2 vezes. Um que já foi e outro que não é. Parecia-me impossível! mesmo ali à minha frente, mesmo ali ao mesmo tempo que eu! mesmo ali a esfregar-me os olhos para que eu os abrisse e percebesse que nada me pertencia! nem o ontem, nem o hoje, nem o amanhã! não faço parte de nada e quando menos espero, uma luz acende, a respiração acelera, o coração palpita, uma súbita felicidade corre o sangue e faz as veias incharem até...! Até não haver realmente nada, simplesmente mais nada...
Tropecei tanto neles, que me esqueci de tropeçar em mim própria e cair na realidade... a minha. Aquela que nunca pertence ao ontem, ao hoje, ou ao amanhã...
Tropecei tanto neles, que me esqueci de tropeçar em mim própria e cair na realidade... a minha. Aquela que nunca pertence ao ontem, ao hoje, ou ao amanhã...
quinta-feira, 12 de julho de 2012
terça-feira, 10 de julho de 2012
Casa
Às vezes só mesmo na minha casa... em casa. Às vezes só mesmo na minha cama... nos meus lençóis, com a minha almofada, a minha gata e o meu pijama... esse meu lar onde os meus gritos se ouvem nem que seja pelas quatro paredes... em pé, sentada ou deitada... despida ou vestida, sem horas, sem rotina, sem qualquer pensamento de obrigação... apenas comigo ali deitada debaixo do chuveiro no meio da escuridão, com a greta do estore a rasgar todo aquele silêncio!... ou quem sabe, um som que passa pela radio, uma ambulância que passa em socorro de alguém, os cães do vizinho a ladrar, e a campainha da escola primaria que recolhe as crianças mais uma vez... Às vezes... só mesmo às vezes... é apenas isto.
Morde a fronha e tira as pilhas do relógio. Deita-te no sofá a borrifar-te e come panquecas!
Ontem era o dia. Hoje... hoje é antes de amanhã.
Morde a fronha e tira as pilhas do relógio. Deita-te no sofá a borrifar-te e come panquecas!
Ontem era o dia. Hoje... hoje é antes de amanhã.
sábado, 7 de julho de 2012
Fim do mundo
Não. O mundo não acabou. Mas, neste momento moisés deve ter batido com o bastão e o mar abriu-se em caminho salvando a vida na terra!... mas sabem, eu nunca acreditei em lendas...
E eu nem precisava que o mundo tivesse sido salvo, apenas que o meu barco não tivesse ido ao fundo antes sequer de saber navegar...
E mais uma vez... FAILED!
E eu nem precisava que o mundo tivesse sido salvo, apenas que o meu barco não tivesse ido ao fundo antes sequer de saber navegar...
E mais uma vez... FAILED!
terça-feira, 3 de julho de 2012
You know
É um pouco mais do que uma promessa... e bem menos do que uma certeza mas... vou tentar. E vou pôr-me de pé só mais uma vez... e... manter-me assim de pé, apenas...só porque acredito. Seja lá no que for...
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Toda eu me devo
Vou-me afastando não daquilo que sou, mas daquilo que sinto.
Cada vez mais a garrafa aperta e de que maneira...
Há uma hora por semana em que podia acabar com isso, e largar o fato... mas parece que às vezes não sei mais quem quero ser... a inês que põe a conversa em dia e se senta a beber café falando de assuntos banais, ou a Inês que vai ali todas as semanas com um propósito do qual passou a vida inteira a fugir e a não dar qualquer importância! Acho que passo mais tempo da minha vida com esta dúvida, do que parece..
Sim é claro que quero continuar a acreditar... mas no quê? cada vez que sinto que é primavera, dou por mim a derreter-me sobre um chão que escalda a 40ºc prematuramente! Ai bolas mas acreditar no quê... o tempo continua a passar, de que serve dizer que será agora, no próximo mês ou neste verão??... nada garante nada... eu não sei nada... apenas sei que estou-me a dever imenso! Aliás... toda eu me está a dever!... e... se apenas fosse só nessa parte...
Cada vez mais a garrafa aperta e de que maneira...
Há uma hora por semana em que podia acabar com isso, e largar o fato... mas parece que às vezes não sei mais quem quero ser... a inês que põe a conversa em dia e se senta a beber café falando de assuntos banais, ou a Inês que vai ali todas as semanas com um propósito do qual passou a vida inteira a fugir e a não dar qualquer importância! Acho que passo mais tempo da minha vida com esta dúvida, do que parece..
Sim é claro que quero continuar a acreditar... mas no quê? cada vez que sinto que é primavera, dou por mim a derreter-me sobre um chão que escalda a 40ºc prematuramente! Ai bolas mas acreditar no quê... o tempo continua a passar, de que serve dizer que será agora, no próximo mês ou neste verão??... nada garante nada... eu não sei nada... apenas sei que estou-me a dever imenso! Aliás... toda eu me está a dever!... e... se apenas fosse só nessa parte...
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Apetecia me mesmo gritar! "Ganir" porque tenho mesmo vontade de o fazer! é que devo andar com 'O's de otária escritos na testa! Bolas porque fico sempre nesta m**** de papel! E não merecia bolas, não! vão-se todos lixar, vai-te lixar! Vai-te embora, quero apagar tudo o que me possa recordar do quão INFELIZ eu já fui assim. E eu nunca fui infeliz, não nunca... apenas me sentia... larga-me karma infeliz! eu não preciso de ti na minha vida, já te avisei! não me faças perder mais a cabeça... não me faças, não me quebres outra vez!... eu não mereço, nunca mereci...
Está-me tão a apetecer ser adolescente.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Ninguém se lembra
Este estado de perfeita idiota! Sim, eu sou muito má, horrivelmente má, fria e rígida... não eu não tenho sentimentos, emoções ou problemas!
Yah, se é isso que desenho na folha... se é isso que transmito, então... amanha-te!
Yah, se é isso que desenho na folha... se é isso que transmito, então... amanha-te!
De que serve lembrar-me de uma lua, se ninguém se lembra da noite... ninguém... já quase, nem sequer,
eu!
sábado, 16 de junho de 2012
Assume
De que serve pegar num lápis e desenhar o que queremos se isso não for feito na folha de papel? De que serve dizermos que vemos e sabemos, se não o conseguimos assumir e mostrar para fora?
Não serve de nada. Eu sei.
- É muito mais difícil e arriscado escrever na folha, mas também é onde podemos escrever, riscar, corrigir, usar a borracha e apagar, refazer, aperfeiçoar...
Sim, mas... quem disse que eu podia usar um lápis de carvão? não, não posso. A minha decisão está carregada de tinta, daquela que atravessa as folhas todas do bloco, e quando ela assinar a folha, não há volta, borracha ou aperfeiçoamento a dar...
Não serve de nada. Eu sei.
- É muito mais difícil e arriscado escrever na folha, mas também é onde podemos escrever, riscar, corrigir, usar a borracha e apagar, refazer, aperfeiçoar...
Sim, mas... quem disse que eu podia usar um lápis de carvão? não, não posso. A minha decisão está carregada de tinta, daquela que atravessa as folhas todas do bloco, e quando ela assinar a folha, não há volta, borracha ou aperfeiçoamento a dar...
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Demasiado bom
Porque nada deixa de ser mais interessante por não poder ser nosso. Porque dia após dia tudo nos pode surpreender mais do que queríamos, bem mais do que devia de ser. Porque é sempre bem mais do que devia ser! Porque queremos, não o melhor, mas o bom suficiente para nós, aquele bom suficiente místico, charmoso e no qual não conseguimos parar de nos envolver... porque é simplesmente demasiado bom para mim...
Porque há marcas e cicatrizes cuja importância nos vai dar comichão a vida inteira...
Porque há marcas e cicatrizes cuja importância nos vai dar comichão a vida inteira...
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Embotamento emocional
É oficial. Afinal até tem um nome..."embotamento", como colocar algo dentro da garrafa e deitá-la ao mar! colocar as lágrimas e sorrisos dentro de algo e expressar o que resta para além deles... ou não expressar, não SENTIR rigorosamente nada... esgotei, asfixiei e agora recuso-me a respirar esses ares de novo, como se eles existindo, não existissem mais!
Assusta? bem mais a mim, bem mais do que consigo sentir...
Assusta? bem mais a mim, bem mais do que consigo sentir...
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Motociclista
Sabem aqueles acidentes de mota em que o condutor vai com o capacete posto e depois de ter o acidente aconselham a manter o capacete na cabeça até ao hospital porque senão corre o risco de o cérebro sair agarrado ao capacete? mesmo que depois do acidente se sintam completamente bem e sem danos alguns. Do género... a pancada foi forte mas sentimo-nos bem!
Eu sou o condutor de mota que acabou de ter o acidente e não sabe dessa regra...
Eu sou o condutor de mota que acabou de ter o acidente e não sabe dessa regra...
domingo, 3 de junho de 2012
18
Porque é quando chegamos aos 19 que reparamos e percebemos aquilo que conquistámos com os 18, como quem faz agora um balanço de um ano quando vai entrar num novo... e as conquistas foram várias e fizeram a diferença durante este último ano em vários sentidos... desde o entrar para a faculdade, o tirar a carta (quase), toda a nova rotina agitada e inovadora de Lisboa, o que tenho conhecido e aprendido e sem dúvida crescido nestes últimos meses... pequenas coisas como poder entrar num casino, realizar o meu primeiro compromisso militar, concorrer em tudo o que quiser e responsabilizar-me pelos meus próprios actos... é o início duma independência diferente, que traz responsabilidade e vai exigindo a sua maturidade e mudança, que no meu caso, começou a surgir pouco depois dos 18. Muita coisa mudou, muita coisa perdi e muita coisa conquistei e tenho vindo a conquistar... é assim mesmo a vida e eu quero vivê-la intensamente a cada dia, a cada ano que passa e puder dizer e festejar mais uma vitória só pelo simples facto de fazer anos nesse dia, anos do dia em que vim ao mundo quando já toda a gente me dava por garantida para amanhã... nunca gostei que me dessem por garantida, por isso.... ;)
happy bithday to me!
terça-feira, 29 de maio de 2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Põe-te
Não tenho onde me pôr.
Não há onde me encaixar, me envolver e sentir protegida... Não sinto, não sou nem estou! não condiz! não condiz... e continuo sem estar em algum lado porque eu não estou em lado nenhum...
...porque tornei-me num vidro anti-bala feito de pedra fina que não cria rachas quando lhe batem, rachas que se abriam lentamente, mas um vidro que à primeira que lhe conseguirem fazer um único risco que seja vai-se estalar todo de novo outra vez!... e... terá isso voltado a acontecer? se sim, então deixei mesmo de acreditar nos puderes da super cola UHU com que tentei colar bocado a bocado o coração já tão rasgado de simplesmente nunca ter sabido...
Não há onde me encaixar, me envolver e sentir protegida... Não sinto, não sou nem estou! não condiz! não condiz... e continuo sem estar em algum lado porque eu não estou em lado nenhum...
...porque tornei-me num vidro anti-bala feito de pedra fina que não cria rachas quando lhe batem, rachas que se abriam lentamente, mas um vidro que à primeira que lhe conseguirem fazer um único risco que seja vai-se estalar todo de novo outra vez!... e... terá isso voltado a acontecer? se sim, então deixei mesmo de acreditar nos puderes da super cola UHU com que tentei colar bocado a bocado o coração já tão rasgado de simplesmente nunca ter sabido...
domingo, 6 de maio de 2012
Nem...
um sorriso, uma ruga de felicidade, um expirar de alívio, de algo que simplesmente não me aperte e rasgue sem me relaxar nem que fosse por um segundo! um mero segundo...
Apaga as luzes e o sol e a lua... deita-te, tapa-te até à ponta dos pés, fecha as pestanas e olha apenas para fora e... não penses em mais nada, rigorosamente mais nada...
Perdi-me sem nunca ter sabido onde estava.
um sorriso, uma ruga de felicidade, um expirar de alívio, de algo que simplesmente não me aperte e rasgue sem me relaxar nem que fosse por um segundo! um mero segundo...
Apaga as luzes e o sol e a lua... deita-te, tapa-te até à ponta dos pés, fecha as pestanas e olha apenas para fora e... não penses em mais nada, rigorosamente mais nada...
Perdi-me sem nunca ter sabido onde estava.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Cascas
É como se de repente, se tornassem meras cascas superficiais, restos mortais de sumo espremido, daltónicos, sem qualquer profundidade ou misticismo... totalmente frios e opacos! sem brilho, sem interesse! desviados para o mundo todo menos para quem os observa... Deixei de conseguir envolver-me neles durante horas mergulhada numa água onde apenas eu podia nadar! Mas mais uma vez, nada é apenas meu, exclusivo de mim e quem sabe de ti!
Perdi-os. Perdi-me e Perdi-te... porque na verdade eu nunca te encontrei.
-me e -te, mais distantes, mais inexistentes do que nunca!
Perdi-os. Perdi-me e Perdi-te... porque na verdade eu nunca te encontrei.
-me e -te, mais distantes, mais inexistentes do que nunca!
terça-feira, 1 de maio de 2012
Sem brilho
Não. Eu não sabia.
Eu não pretendia. Eu não queria...
Podia dizer que já nem essas paredes e muros sinto, ou o peso deles quando caiem sobre mim e me esmagam sem estalar, ou a escuridão desencadeante das estrelas que me cegam enquanto fico estendida e caída sem saber o que fazer, o que pensar, o que ser e sentir! Que não distingo o sol da lua pois ambos perderam o único brilho que os distingue enquanto o chão que os reflecte volta a arranhar-me a face e a dizer-me que a vida não quer saber do que merecemos ou não! Não... Eu não merecia que tivesse sido assim! Bolas não merecia!...
Tudo rodava por dentro e por fora, tudo se descreveu em gritos e pânico e choro e riso... Não. Eu não sabia. Eu não sabia o que estava a fazer e já era tarde para controlar...
E mais uma vez, e mais esta vez. É a mim que está a doer...
Eu não pretendia. Eu não queria...
Podia dizer que já nem essas paredes e muros sinto, ou o peso deles quando caiem sobre mim e me esmagam sem estalar, ou a escuridão desencadeante das estrelas que me cegam enquanto fico estendida e caída sem saber o que fazer, o que pensar, o que ser e sentir! Que não distingo o sol da lua pois ambos perderam o único brilho que os distingue enquanto o chão que os reflecte volta a arranhar-me a face e a dizer-me que a vida não quer saber do que merecemos ou não! Não... Eu não merecia que tivesse sido assim! Bolas não merecia!...
Tudo rodava por dentro e por fora, tudo se descreveu em gritos e pânico e choro e riso... Não. Eu não sabia. Eu não sabia o que estava a fazer e já era tarde para controlar...
E mais uma vez, e mais esta vez. É a mim que está a doer...
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