domingo, 16 de agosto de 2015

O tempo passa e sempre que escrevo é porque estou realmente triste. E isso até é bom... visto não chego nem a escrever uma vez por mês... mas se assim realmente fosse não tinha dado por mim a chorar quase todas as semanas desde a ultima vez que escrevi. De facto, eu só escrevo quando não estou realmente triste ao ponto de não conseguir escrever por não saber o que escrever. Ou seja, na verdade neste momento estou menos triste do que estava ontem ou a semana passada.

Porque há coisas que primeiro estranha-se e depois entranha-se. E há sentimentos que parecem sempre ser maiores que todos os problemas e nos fazem acreditar... e fazem-nos confiar em coisas que nós nunca soubemos o que eram e mesmo assim queremos acreditar e confiar porque sem isso, nenhuma mais felicidade poderá existir, sem isso tudo o que intervala de bom cada semana que passamos juntos deixa de existir e de fazer o sentido que fez até hoje. Mas eu ainda fala em lógica? Pois, parece que sim.

Mas na verdade são tudo sentimentos, nem posso dizer medo, porque neste momento sinto-me serena. Há momentos em que vejo-me capaz de desistir de tudo e que vou ficar de pé a seguir, e há momentos em que tudo parece terminar num grande precipicio onde não quero estar outra vez, porque estou farta e cansada, estou farta de acabar assim todas as minhas relações. E há momentos em que simplesmente acredito que tudo possa melhorar, que o Pedro aprenda a corrigir o seu mau feitio, que cresça como ja provou em muita coisa em quase 9 meses que cresceu. É um facto, até que posso acreditar, pelo menos é assim que penso hoje... Porque até hoje esta é a definição mais próxima de amar que já tive e por mais desiludida que esteja (e isso parece tanto reduzir a dor), é exactamente essa desilusão que me dá força para que aconteça o que acontecer se tudo falhar não vai ser por minha culpa, nem propriamente dele, simplesmente... Não conseguimos viver juntos com as nossas diferenças e o melhor é cada um seguir o seu caminho...

E mesmo assim, mesmo assim... sinto tanto tanto que o amo e que tudo é possível!
E não será assim mesmo que pensamos sempre que estamos apaixonados?

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Eu sei, já devia ser crescidinha o suficiente.
Eu sei, sei muito bem que não é homem para mim... mas eu amo-o. (cliché).

Eu sei que ele também me ama e sei que dependo dele emocionalmente como nunca, e digo-o mesmo a sério, nunca dependi de ninguém.

São 22 anos sim. Começaram da melhor maneira, estão a terminar tragicamente. The end - história da minha vida.

Estou acima de tudo cansada, magoada, e rachada. No dia em que me estilhaçar sei que nunca mais voltarei a ser um vidro completo e liso. Sei perfeitamente. Aterroriza-me e no fundo eu só quero acreditar que podemos ser felizes. Só quero acreditar que me amas realmente e que vais fazer um esforço para controlar esse mau feitio e essa insensibilidade... eu choro porque estou triste. Choro muito raramente ainda não percebes-te? nunca ninguém te disse que as pessoas choram porque estão tristes? Incomoda-te? Então aprende de uma vez por todas a pedir desculpa, sê honesto contigo mesmo, por favor.

por favor... só hoje... porque eu hoje até faço anos, se é que isso significa alguma coisa para alguém...

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Amor. Confiança.

E o que é feito do respeito?

"se não souberes amar a ti próprio não saberás amar o próximo"

é tão verdade. tão simples e tão verdade.


Nunca pensei chegar a este ponto. A este nosso ponto. Não que sentir, o que fazer, estou submissa... esta é a minha massa, sempre foi. Sou fraca, sempre fui. Sou ridícula quando não gosto de olhar para mim e sou acima de tudo... uma infeliz felizarda que parece que tem tudo e quando faz a contas de tudo não é nada! E sou tua... mas nem sempre fui. Nem sempre.
Vais algum dia mudar? estou me a rir só de escrever.
E onde fica o amor depois de isto tudo? (rio-me novamente).
O pior é que sei mesmo que ele existe, não acima de tudo mas existe, e é ele que nos lixa a nós, a mim e a isto tudo!

sexta-feira, 20 de março de 2015

Sofro num silêncio angustiante... nunca ninguém me tinha dito que o amor, mesmo quando há amor, era assim.

E será que há mesmo amor? onde foi realmente o nosso amor? tem dias que o sinto, que me lembro como era, e não foi assim há tanto tempo... fazemos hoje sim, mesmo que tu não te queiras lembrar, 3 meses... é simplesmente tão pouco, mas tão denso, que não há um milímetro da minha vida que não passe por ti, onde não choque com algo teu, onde não tropece no teu desodorizante ou numa camisola que cá ficou por casa.

Apesar de tudo isto... Amo-te, nem mais nem menos, amo-te simplesmente, e não consigo imaginar nada da minha vida sem ti.

É... tão assustador.

terça-feira, 17 de março de 2015

Hoje amas-me menos do que ontem

Sinto-me gaga de tanta dor... e analfabeta.

Hoje dói tanto que me custa escrever... ainda não estou em mim, talvez para a semana o esteja,

ou não.

Resta-me apenas acreditar que tudo isto não me levou a um poço outra vez, um mais fundo ainda que todos os outros.

Hoje... sei que me amas menos do que ontem.
E amanhã?

Eu lutar sozinha não chega... não chega mesmo! desistis-te de mim como se eu fosse aquele cigarro que com todas as forças evitas fumar. Fui só mais um vício... um fraco vício, que tu colocas por baixo de todo o teu orgulho e engoles com todos esses teus abafados sentimentos... Se ao menos eu fosse um daqueles vícios dos quais dependes sem os conseguires largar, e tudo o que passamos e me disses-te não tenho sido só mais uma moda... uma dessas histórias da minha vida que estou tão cansada de ouvir!

bolas... bolas... ama-me e pronto! porque não chega??

quarta-feira, 11 de março de 2015

Agarrar-me ao bom, ter consciência do que é mau,

tem de ser.

Ao início temos medo porque é o início. A meio começamos a ter medo que não passe dali. Ao fim de uns meses temos medo que acabe aquilo que já dura à um bom tempo? Qual é o momento no amor em que deixamos de sentir medo? Quando é que eu vou deixar de ter medo? e deixar de sentir esta angústia que por vezes quase me sufoca sem motivo... Quero tanto resolver tudo isto sozinha, tanto!

ahhh... queria tanto simplificar... estabilizar tudo de novo na minha vida, sem te tirar da equação, porque tu consegues torná-la tão melhor! mas às vezes... acho que tudo simplesmente se complica e piora...

Ajuda-me. Entende-me.

Pois eu amo-te tanto, tanto...

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Será que saber que não és o homem da minha vida é um problema? Será que o tempo resolve? Será que de facto amar-mo-nos chega? com tantos trancinhos pelo meio quase que me arriscava a dizer que tal palavra é realmente complexa e chata!

Tenho tantas perguntas, tantos medos... mas mesmo assim acredito... porque só me resta acreditar! há dias bons e maus, há momentos em que sei e momentos que não sei... sei que gosto tanto de ti, que acredito que com o tempo aprendamos a aceitar-mo-nos tal como somos, e assim continuaremos a amar-mo-nos de igual forma...

parece complicado?

Há dias em que tudo é tão, mas tão mais simples do que hoje... e mesmo assim, não tenho dúvida que a cada dia que passa, cada hora e minuto, cada momento juntos, algo continua a crescer e a crescer... e nunca, em outro momento, eu me senti assim!

...ajuda-me a descomplicar!

Deixa esse orgulho de parte... olha-me nos olhos e faz-me sentir, não mo digas apenas! basta-me olhar-te para ti de manhã quando acordas para saber que me amas, e é nisso que eu na verdade acredito... é nesses pequenos detalhes, como quando me aconchegas num abraço apertado que surge do nada e dizes que sou tudo, que somos tudo, basta acreditar... basta acreditar... eu sei que sim. Vamos esquecer dinheiros e jogos e planos para depois... ainda o tempo é uma criança, como posso querer eu que cresças?

A tudo a seu tempo virá.



quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Amo-te



A cada dia que passa, a cada segundo que toca no nosso relógio, no nosso tempo, porque sim o que é meu é teu também, sinto mais confiança.... partilhamos tudo, conheces-me de uma forma que nunca ninguém conheceu e o sentimento que cresce por ti é imenso e assustador... Mas sim, há medos que vão desaparecendo, e é claro que outros surgem... Mas por vezes o meu único medo é o facto de tu teres medo. Eu não quero saber se algum dia me vou fartar, se iremos viver para fora, se teremos de tomar decisões que possam destruir estes planos surreais que fazemos todos os dias... importa sim que esta felicidade que sentimos é que nos faz de facto planear e sonhar todos os dias... Aprendi que sonhar não é mau, e estabelecer objectivos e metas é mais do que necessário, mesmo que mudemos de ideias, mesmo que a desilusão doa... em tudo na vida.

Porque és tu, porque eu sei que és tu, e sei que se calhar nem estamos destinados a um dia casarmos e eu dizer que és o homem da minha vida mas eu não preciso disso... só preciso de sentir o teu amor, este nosso amor, este sentimento que cresce, a entrega que sinto e sem dúvida, esta felicidade que não quero que acabe... e se algum dia acabar espero que seja com o mesmo amor e respeito com que começou... se não for claro pedir muito, por favor que não me desiluda novamente e tudo aconteça com naturalidade, porque assim teve de ser, sem dor nem ressentimentos, porque sim... és já tão importante!...

Cada vez sei mais que sim, cada vez quero mais e cada vez temos e somos mais! tu e eu... um Amo-te sem medos do peso das palavras, completo como nunca disse e mais importante... como nunca senti por ninguém.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Porque por vezes dói mais do que devia. Incomoda demais.

Porque nunca nenhuma felicidade implicou doer tanto enquanto esta ainda durasse. Porque não tenho a menor dúvida do quão feliz sou ao teu lado. Porque tudo isto me faz pensar que afinal não me conheço assim tão bem, afinal há muita coisa que não está arrumada, porque afinal não gosto assim tanto de mim como pensava, afinal não sou assim tão forte... nunca o somos.

Porque gosto tanto de ti, que tudo me dá medo de te perder... não porque não confie em ti, mas porque não confio em mim, e quando não confiamos em nós, não confiamos em ninguém...

Porque não consigo sequer chorar!
E acima de tudo, de tudo mesmo, gosto tanto de ti...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Porque gosto tanto... porque gosto demais!

Porque és tu e eu, porque é a casa, o carro, os filhos, os planos para depois e o viver de agora. Porque contigo tudo é possível, porque em ti eu confio, em ti voo como nunca antes.. Porque não preciso de abrir os olhos para acreditar, porque é muito mais que um sentimento, é muito mais do que todo este medo que sinto e que sei que vou vencer... porque desta vez, eu acredito! porque quero, porque...

és tu. A cada dia que passa. A cada momento. A cada suspiro... simplesmente tu.

domingo, 4 de janeiro de 2015

"porque quem ama tem medo de perder"

Porque cada vez gosto mais, porque cada vez gosto mais mesmo!

O sentimento cresce, o envolvimento aumenta... e o medo cresce! contém... eu sei que desta vez é diferente, tem tudo para ser diferente! Mas o medo é tanto, tanto...

Gosto muito do verbo gostar de ti... Porque é amor, porque és tu. Porque quando gosto nunca sei escrever e estas... devem ser as palavras mais banais e foleiras que alguma vez escrevi!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Querer tracinho TE

20 cafés, 20 dias e 1 caixa de bombons. Tudo o que é necessário para uma boa história de amor começar.

Há momentos na vida em que eu tenho a certeza que simplesmente aprendemos a amar aquilo que nos faz bem, e eu pouco a pouco sei, que sei, que posso vir a amar-te. Porque eu quero, do verbo de querer, da futura conjugação
"querer tracinho te".

Muito mais hoje do que ontem. Muito menos hoje do que amanhã.

É tudo o que sei!




quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Não se trata de quando me abraça. De quando me dá um beijo na face. De quando diz que 'gosta de mim'. É só estranho... é só algo que não sei se quero. Porque estou demasiadamente bem sozinha e comigo para querer ter mais alguém na equação. Alguém que ainda não conseguiu fazer com que eu esquecesse isto tudo e me voltasse a entregar.

Complicada?

since 1993

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

E hoje senti vontade de escrever. Porque não é medo, nem desgosto, não é amor nem tristeza, é apenas... uma angústia, uma sensação tremenda de que estou, e vou, ficar sozinha.

Porque sempre que tenho vontade de escrever.... tenho vontade de chorar.

E desta vez... nem sei bem porquê.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

R

Às vezes chocamos literalmente com a pessoa certa mas nunca nos chegamos realmente a encontrar com ela...
o 'timing' certo por vezes nunca existirá.

Duas pontas soltas de atacadores que não atam nem desatam e mesmo assim andam sempre presos ao mesmo sapato...

Talvez simplesmente fosse preciso mais tempo... mas o tempo é aquilo que simplesmente me acabará por fazer desistir.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

É estranho.

Ainda falta, mas pouco.

Sinto quase tanta ansiedade como antes de vir. O que vem a seguir? quero fazer tanta coisa! quero que venha tanta coisa! e tenho quase a certeza que virá...

6 meses simplesmente voaram. E eu sabia que iam voar.... não quero ainda fazer balanços, porque ainda cá estou, porque ainda não sinto de todo que regressei, apenas que estou pronta para regressar. Porque nunca pensei que iria ter tantas saudades de casa, porque não quero realmente ficar, não aqui, não agora.

Foi tão bom! mas... está na hora de voltar. Comigo levo uma bagagens cheia de postais, cheia de bilhetes e fotografias, de algumas amizades, de crescimento... de alguns amores e desamores, bebedeiras, histórias que um dia contarei aos filhos e netos.

E quando voltar, sei que vai estar simplesmente tudo igual, rigorosamente igual, ao dia em que me fui embora. Estes 6 meses foram algo à parte que nunca terei palavras suficientes para descrever, mas foram sem dúvida, os 6 melhores meses da minha vida!

quinta-feira, 29 de maio de 2014

a Pau

Karma... karma everywhereeee

c'mon, é que vêm todos às mãos e às pasadas!

Bom ou mau? o resultado pode ser terrível, isso sei que sim, é tão óbvio mais uma vez. Que burros que somos! seres humanos idiotas que voltam sempre a acreditar no mesmo mal...

Não te metas a pau não... que levas logo com ele mais uma vez!

Estas já eu sei de cor e salteado...

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Luta

Quem vai à guerra dá e leva. E eu nem sequer dei... porque nem sequer lutei.
E mesmo assim acabo de levar mais uma pasada... achavas que ia ser assim tão ''fácil''?  
e de fácil isto nunca teve...

E a luta acaba de começar. Prefiro morrer durante a batalha do que antes. Se nenhuma outra hipótese existe...

Muito pior do que karma.

domingo, 27 de abril de 2014

Porque é mesmo estranho.

Como tudo já foi tão importante. O quão já fomos felizes, o quão já fui feliz naquele momento, o quanto eu gostava... O quão me entreguei, o quão era importante e agora são simplesmente páginas deitadas ao rio. É como se nem sequer tivesse sido comigo. Nada mais que apenas alguns segundos de uma certa nostalgia que me fez de novo escrever algumas palavras, não para ti mas para mim.


Oh promisses...



sexta-feira, 18 de abril de 2014

Porque estar longe custa. Mas estar longe e não conseguirmos fazer parte do que está perto custa mais.

Podia estar tudo a ser perfeito, mas não está, está simplesmente a ser ''muito bom'' e assim o direi sempre a toda gente. Porque sou uma sortuda, porque posso viajar, conviver, conhecer pessoas novas, comer, dormir e fotografar quando me apetece. É tudo verdade. Está a ser mais do que um virar a página! está a ser um livro completamente novo e a parte, um renovar total! Mas...

Não... não há mar, não há Lisboa, não há sol de verão, às vezes nem sequer sol... não há cafezinho na esplanada com pastel nata, não há sequer cafezinho (em lado nenhum). Não há comida da mãe, nem do avô, não há compal na mesa, não há o peixinho grelhado ao almoço nem o bacalhau ou o cabrito da Páscoa (é que nem as amendoas). Pão sem ser doce não é normal, queijo com sal não é normal, água sem gás não é normal, bolachas NORMAIS não é normal, pararem para atravessar numa passadeira não é normal, darem encontrões na rua e passarem à frente nas filas é normal! ter o meu espaço e privacidade numa casa onde regularmente habitam 7 ou 8 pessoas não é de todo normal. Não há um ''desculpa'', um ''obrigada'', nem sequer um "bom dia".

Não há... todos aqueles que são meus, que são importantes. Não há um abraço, um ''gosto de ti'', um beijo... Não há de todo, amigos. Sinto-me sozinha estando todos os dias rodeada de pessoas.

Sim... eu até gosto de viver aqui. Sim eu até me adaptei... sim eu ainda continuo a ser sortuda porque tenho um bilhete de regresso na minha mão e sei que dentro de pouco tempo estarei de volta. E sim, vou, quero e posso aproveitar cada segundo deste tempo para torná-lo em momentos inesquecíveis, de boas memórias e aprendizagens. Mas...

Não somos rigorosamente nada sem aquilo que será sempre nosso... sem as nossas origens, sem os ''meus'', sem sentir que pertencemos...

E eu aqui não pertenço.

terça-feira, 1 de abril de 2014

"Saudade"

Porque só em Portugal existe a palavra saudade.
Porque há sim momentos que sentimos que é o momento e o tempo chegou.

E nem sempre o tempo é tempo de coisas boas.

Que todos me perdoem e que eu me perdoe. Que tal poder de adivinhação que não adivinhe tão cedo. Que tal dor que sei que sinto só quando sei que tenho de sentir...  que adeus tão distante e tão amargo... porque todos os adeus são distantes e amargos em tempo e espaço,
"que a vida tem pressa que tudo aconteça sem que a gente peça..."

Porque a morte justa é sempre injusta e... custa.

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