terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Cartas II



Tantas oportunidades, tanto acontecimento, tanta vida a passar por mim... não sei em que parte pegar, nunca sei... mas tudo parece sempre tão momentâneo... as felicidades e as tristezas tudo vem e vai, tudo passa... tão momentâneo que chega a ser vazio... Nunca vou saber perder, nem como perder, nem deixar de ter medo de perder! ...por mais que saiba que tem de ser assim e às vezes não há mesmo outra forma... sinto-me tão impotente... está tudo tão errado outra vez, só resta o largar, de vez... porque as pessoas não mudam, nunca mudam... e os bons momentos já não passam de recordações cheias de passado... o presente, esse... tem uma cara completamente diferente. Então porquê insistir em algo que já nem tem como existir??... Cartas? estão todas guardadas, são e serão sempre... boas memórias.

Bem... nada onde não possa/já tenha sido substituída...

sábado, 1 de dezembro de 2012

Ironia do destino

Até que ponto nos podemos desiludir com alguém? até ao ponto de doer... e é esse o maior dos problemas na minha vida, tudo chega sempre ao ponto de doer, de me surpreender sempre ao ponto de doer... parece que nunca conheço realmente ninguém, e tapo a vista sempre a dizer que a pessoa não é assim apenas às vezes age e fala assim... e depois na realidade quem queria eu enganar? está sempre tudo à minha frente... Eu só me pergunto porque também gasto sempre anos de vida em relações que acabam sempre no desespero, na desilusão... como se não houvesse outra forma de o ser.

A ingrata posição de quem conhece e não acredita que aquela pessoa chegou àquele ponto... é de facto, tão irónico...

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Estática

Aquele momento em que percebemos que já não temos como fugir e vamos finalmente subir ao palco,, enfrentar o público, a derradeira decisão está tomada, o momento chegou!... aquele momento em que as pernas, as mãos, a cabeça tudo treme, o chão roda por baixo de nós e já não há como voltar a trás, temos de saltar e pronto! e sobe um pé, o outro, as escadas até ao fim e quando vamos pisar aquele soalho à beira do precipício fatal... aquele instante em que decidimos ter a coragem e agarrar a oportunidade tão única porque finalmente ganhámos consciência e o desejo e sentimento falaram mais alto, está na altura de perder o medo!... e nesse mesmo instante... tudo desaparece. puff... de repente nem uma fala, uma nota, apenas um silêncio isolador surge, parece que o palco, as pessoas, a coragem, a oportunidade tudo desapareceu... estou naquele pânico de quem já tinha tudo para dar o primeiro passo e não... a perna está suspensa, o trapézio deixou de andar de um lado para outro e o tempo parou... estou só ali pendurada no alto, parada a olhar nem sei bem para onde como se o mundo tivesse parado apenas dentro de mim... suspensa no tempo, presa em mim mesma eternamente e condenada a sim... a ter de desistir!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Uma falta de mãe imensa

Nunca é demais, as palavras de valor nunca são demais, mas quando escassas podem condenar um remorso, uma sensação de falta com essa pessoa mas acima de tudo ou abaixo... com nós próprios. Sim, porque falho acima de tudo comigo própria, com aquilo que realmente sou e acima de tudo sinto! está tão lá ao fundo mas sinto, está tão escondido mas eu ainda o sonho... apenas habituei toda a gente a ver-me de máscara como se ela fosse realmente a face e agora que tento tirá-la... parece que não dá, não condiz, todas as máscaras integraram-se em mim e parece que sem cada uma delas nada faz sentido! e não faz... porque continuo a querer prever tudo, a controlar tudo e a ter todas as certezas do mundo em cada passo que tento dar!... deve haver um bom motivo para tanto medo, algo que justifique esta falta de transparência, esta falta de acordo entre mim e o eu... mas nem nisso devia eu pensar.

sábado, 3 de novembro de 2012

Trapézio

Sustenta a cabeça, a vida e sustenta-me a mim. E baloiço... para trás e para a frente... para frente e para trás... umas vezes mais depressa, outras mais devagar... umas vezes sem olhar para baixo e outras a medir cada milímetro da queda... e la vou eu para frente e para trás, sempre com o mesmo balanço, a mesma insegurança, a mesma desconfiança! as mesmas questões, a mesma necessidade não de ter uma rede lá em baixo para o caso de cair mas para me agarrar naquele preciso momento! bolas... em poucos segundos todos os dias destruo o mundo e as pessoas à minha volta, todos os dias faço cada uma delas sair do circo porque já não acreditam que o artista vá saltar... é um mero palhaço!... dia após dia... balançando-me para trás e para frente... sem coragem de saltar para lado nenhum, porque não há de facto nenhum lado para saltar... para trás e para a frente... até os braços não aguentarem mais...

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Uma forma

Será que só há uma forma das coisas funcionarem? Quer dizer, de não funcionarem... quantas mais que não vejo nem sinto? Como sabemos se queremos ou não queremos? Ou simplesmente o que queremos... Como se sente? Como se sabe?... Será assim tudo tão igual, tão distante e frio cá dentro... Serei assim tão cobarde e tão má pessoa... serei assim tão mais culpada da minha própria infelicidade e medo, quando não há de facto, uma rede de segurança lá em baixo, ou uns braços para onde saltar, ou sequer uma forma de o fazer... Estarei assim tão cega? ao ponto de esquecer-me que estou em cima de um palco a representar, e começar a acreditar que aquela personagem sou eu verdadeiramente... já nem os aplausos me acordam para a realidade, porque já nem sequer os oiço... Ou não os quero ouvir?

Eu não quero perder. E não quero desistir... ou será que quero?

É tão sufocante...

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Ovelhas?

Sim, ovelhas.

Não deixou de me ocorrer na mente uma imagem de uma estrada lisa e alcatroada rodeada de campos, onde de repente surge a passagem de um grande rebanho de ovelhas... eu sou a estrada e vou ficar igualzinha a essa se continuarem a passar-me por cima tantas ovelhas como as que tenho encontrado, o resto da minha vida!

Epa tentem pelo menos ser humanos, ridiculamente MAS humanos.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Ego



      Falta algo. Quero encher tudo... tudo é comido até à mais ínfima migalha de vazio. Encher os meus dias de mim e só mim, de coisas para mim, lugares, actividades e aprendizagens para mim! coisas que gosto e sem dúvida me estão a fazer crescer em todos os sentidos... ou quase todos... acreditar? sim, muito... pelo menos nos sonhos, aqueles que só se têm à noite e são tão bons... aqueles em que tropeçamos sempre na coisa certa e disponível para nós... e sem dúvida esses são mesmo só MEUS.



sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Cartas



Houve um dia em que recebi uma carta,
...uma carta melhor que qualquer carta de amor... porque afinal só mesmo os ridículos não sabem escrever cartas melhores que as próprias cartas de amor, porque há sentimentos que valem bem mais que os das cartas de amor e nunca, jamais, perdem o seu valor e nos deixam de fazer esboçar um sorriso nem que seja por nos lembrarmos deles... à junção de isso tudo e de nós os dois eu chamo de amizade. E a poucas outras junções consigo atribuir esse nome na sua totalidade... no seu real sentimento, sim que de real ele tem-no todo! não é ilusório, não mente, não engana, não rouba, não se auto-destrói com o tempo... apenas como todas as relações, quer sejam amorosas ou não, tem as suas tempestades, os seus ventos, as suas mágoas, as suas mudanças, evoluções e assim como tudo um dia também vai acabar, por mais que nos deixe em pânico a ambos a ideia de perder alguém, alguém que tem esta grandiosidade, esta importância e ocupa um espaço tão grande mas ainda mais: insubstituível... não te preocupes, acaba connosco, com o tempo... estou com tanto medo como tu, mas acredito sim, eu ainda acredito em ambos e por isso sei que nos dias de chuva e trovoada que não nos deixam ouvir um ao outro porque não queremos, eu sei que como tudo na vida a seguir as nuvens afastam-se e volta a primavera e volta o verão, num ano que como todos os outros é diferente... e é assim que deve ser... apenas tal como nós mudamos, assim mudam as relações que temos com a pessoas, o truque é saber mantê-las e crescer ao lado delas, aceitando a realidade tal como ela é... é ai que nos temos de adaptar, sem problemas, sem complicações... o sentimento esse é sim sempre o mesmo e igual: amizade... não tem dupla personalidade como o amor que quando não é amor... é o pior do seu oposto, ou ainda pior que isso...
Sabes gostava de te poder dizer o porquê de estar magoada, ou o quanto... ou o que me afasta e me assusta a cada tempestade real... mas esta, é supostamente uma carta melhor que as de amor e espero que de nenhuma outra forma a entendas.

Houve um dia que também tentei ser romântica como tu e escrevi-te uma carta... e já era um pouco tarde, afinal o dia está mesmo a acabar e mais uma vez vou-me deitar, estou cansada.... Beijinhos, dorme bem, gosto muito de ti*

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Prevenida

Não... Eu não dou uma passo antes de pensar nas 3 mil e uma hipóteses de cair caso ele aconteça, não dou mesmo... Mas isso não quer dizer que não o dê a mesma e não o desfrute da melhor forma até ele ser bem sucedido!... Simplesmente quando cair, não serei apanhada desprevenida...

Mulher prevenida vale por duas, nunca ouviram dizer?

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Dizem que está quase a acontecer... mas nem sequer na lua tenho tido tempo para reparar...

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Causa

Saber que a melhor coisa que já nos aconteceu, a pessoa a quem mais confiámos, o maior dos sentimentos... o mais perto, que é ao mesmo tempo o mais longe, a maior desilusão... o principal motivo de remorso, aquele que me impede de dar novamente o passo, de não pensar, deixar-me ir, de acreditar e acima de tudo de confiar novamente, seja em quem for!... principalmente e acima de tudo, em nós próprios... porque fui eu que me enganei, sou eu essa coisa, a causa de tudo o que aconteceu... fui EU que me privei durante tanto tempo de ser feliz! e agora que o posso ser... simplesmente não acredito... nem quero! não quero correr o risco de me largarem novamente no chão e vê-lo roçar-me a face troçando das minhas lágrimas, nem mais uma vez...

Qual será o mal de escolhermos não termos a hipótese de sermos infelizes? eu até sou bem feliz assim...

Rotina

- Já casada?
- Cansada?
- Casada...
- Achas?
- Podias ser...
- Experimenta meter no google: homem leal, disponível, respeitador, amigo, honesto, corajoso, romântico e cheio de charme!... o tipo imperfeitamente perfeito para mim... 0 resultados!
- Hum... tens mesmo 19 anos?
- Sim eu sou virgem, e depois? 
- De signo?
- Claro.

Agora grita aí até o estore partir depois dos vidros...

domingo, 7 de outubro de 2012

Três coisas na vida

"Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida.

E foram já tantas as flechas...
Por mais que já tenha tido, sido, acontecido... por mais que finjamos e que digamos que esquecemos, a flecha não volta mesmo atrás... as palavras continuam a soar como ditas hoje e todas as oportunidades e mais algumas já foram perdidas!... esta não era oportunidade de coisa nenhuma, quando já não há respeito, amizade, carinho, e preocupação nenhuma, por mim... Fartaram-se de mim, fartaste-te de mim!... eu própria sinto-me tão esgotada, tão encolhida, tão pequena... bolas... Não fazia sentido nenhum e eu fui porque queria sentir-me dentro novamente, queria que as pessoas novas e diferentes que somos soassem mais alto!... e afinal até tu estás rigorosamente igual... foram uns poucos segundos à parte de tudo para eu perceber isso.

E tudo estava tão bem... todos estavam onde deviam de estar, menos eu... Porque eu sim estava a mais, muito antes de ter ido... eu só queria descansar... era só isso que eu queria.
 
"Acontece às vezes que uma flecha lançada ao acaso atinge o alvo que o arqueiro não queria; muitas vezes uma palavra pronunciada sem desígnio lisonjeia ou magoa um coração infeliz dividido entre o prazer e o medo..."

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Como as estrelas que brilham silenciosamente no céu... tanto as fascinamos, tanto nos fascinam e nos prendem como se nos apertassem a barriga passando a mão pelos cabelos mesmo estando lá ao fundo, lá bem ao longe, no alto dos altos onde todas as coisas são "irrealmente" possíveis!... mas... na verdade, nem sequer as conhecemos... e definitivamente elas não nos pertencem.

Que pelo menos fosses cadente... assim como reparasse em ti no mesmo segundo deixasses de existir... ou pelo menos de te ver.





E já estamos de novo no Outono.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Mais e maior

Como se o melhor acontecimento do mundo, de repente, deixasse de ser a sua própria salvação... mas ele nunca foi a sua salvação, apenas um bom acontecimento! o melhor diziam os homens antes de quererem mais... queremos sempre mais! o melhor é indefinido, ilusório... parece sempre ali naquele próximo passo mais à frente e quando lá chegamos... reparamos que na verdade ambicionamos dar ainda mais outro passo para sermos realmente felizes! e mais outro já agora, se puder ser... outro maior que o anterior, sempre mais e maior... mais e maior...

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Passa

Bem mais frágil que uma simples bolha de sabão... bem mais apertada, bem mais sugada e pequena e a desfazer-se aos poucos à espera do repentino... *puff*!... é tão mau, tão horrível e a semana nunca mais acaba... dói tanto, corrói-me tanto! precisava tanto de um abraço... um simples, reconfortante e protector abraço... precisava sem dúvida neste momento que os anjos realmente existissem e amanhã, apenas um deles estivesse lá, algures, para me proteger....





http://www.youtube.com/watch?v=LfNVfiqKBeM

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Eu sei que vou conseguir. Eu sei que vou, simplesmente! O desafio sobe e sobe, e eu arrisco e arrisco... e não, não é demais... eu consigo! tenho mesmo de conseguir, arriscar e arriscar... e aguentar e aguentar... tudo vai ser melhor no fim, eu sei que sim! Se não for agora, quando terei mais oportunidades de pisar assim a linha do limite da sanidade mental humana? nunca, nunca mais! As oportunidades passam por mim e agarro todas... sim, eu  vou conseguir aquilo que simplesmente... conseguir.

Aproveita...

domingo, 16 de setembro de 2012

Às vezes... mas só às vezes... apetecia-me tanto ser como tu e simplesmente, por momentos, conseguir esquecer... assim não precisava de perdoar... e muito menos de aceitar.

Queria tanto conseguir fazê-lo...

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Só me apetece pegar no braço e limpar essa porcaria toda à minha volta! fshhh... limpou! limpa e limpa e descarta!... recomeça tudo outra vez.

Porque devo ser mesmo uma das últimas pessoas que ainda acredita em estrelas! ou passa demasiado tempo a olhar para elas... a invejá-las... a desenhá-las com formas perfeitas como ensinam às crianças no infantário...

Damn it!

Encontrar

Não sei bem. Nunca acabo por encontrar realmente alguma coisa, porque haveria de ter encontrado a ti?
Estás ai do outro lado, sei la bem onde... Sabemos sempre de onde vem a estrela cadente, mas nunca sabemos para onde ela cai... queria tanto agarrá-la e saber que desejo é esse... quero tanto encontrá-la e perguntar lhe porque se foi embora tão cheia de encanto e agora.... é apenas uma memória. Uma página de facebook com nome e idade, um fotograma memorizado em minutos que passeia-me a mente e corrói-me a memória em segundos...

E como o tempo continua a passar.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Afinal o fruto proibido era cereja

Não há sitio, sentimento ou expressão. Este caminho onde vagueio nunca será o que vou realmente caminhar. Nada está certo. Nada encaixa.
Nada em Nada.
Tudo está longe porque eu quero tudo longe, nada tenho porque nada quero, porque nem sequer sei o que quero! não quero nada e quero tudo... esse tudo... Ou, talvez apenas algo. algo pequeno, suficiente para acender a vela, e fazer-me ter fé, a fé que nos faz conseguir, sem duvida, um dia, acreditar.

Foste a estrela mais brilhante daquele céu... mas de tanto cadente, apareceste e desapareceste igualmente nesse mesmo instante... Quem sabe um dia te encontre novamente, e dessa vez... vou experimentar ser eu a ficar, ficar e agarrar-te com as minhas próprias mãos.