quarta-feira, 29 de junho de 2011
Leitura
Eu escrevo porque gosto de escrever. Escrevo de tudo sobre tudo, naquele momento, lugar, o que me apetecer, sobre quem eu quiser e principalmente sobre eu própria e ninguém tem nada a ver com isso, e ninguém vai realmente saber o que significa, excepto EU! Escrevo porque é meu, porque quero deixá-lo bem escrito! Escrevo para um dia mais tarde abraçar-me e dizer: "Já passou... está tudo bem" e sorrir.
(Pres)sentimentos
Tudo o que sempre pressenti, suspeitei e pensava, foi sempre verdade! eu sempre soube, sempre pareceu e até era... o problema, é que só dou importância ao que pressenti no passado, e não penso naquilo que agora pressinto, realmente parece e é, hoje.
E como os parênteses separam bem as duas palavras...
E como os parênteses separam bem as duas palavras...
domingo, 26 de junho de 2011
Estalos
Sou como um vidro... estalado. Um vidro estalado de tanto estalar, estalos sem mão, estalos com braço e que continua a deixar que lhe atirem pedras e teima em resistir e resistir para não se partir... que teima em colar cada estalo e estalinho como se depois ficasse tudo novamente igual, liso e espelhado, sem rachas, sem falhas... Pára! Não coles mais! Deixa partir, deixa ruir! chega de ter medo! a seguir virá um vidro novo, mas apenas quando houver lugar para o pôr!
Entrega-te,
Deixa-te cair...
Alguém te há-de agarrar! Acredita... Acredita.
terça-feira, 14 de junho de 2011
E eu nunca menti.
Descobri finalmente o meu valor, o valor substituível.
Quem me dera ter chorado todas às vezes que me apeteceu fazê-lo. Agora... até para isso, é tarde demais.
Quem me dera ter chorado todas às vezes que me apeteceu fazê-lo. Agora... até para isso, é tarde demais.
domingo, 12 de junho de 2011
Atrás
O problema é nunca darem valor aquilo que está mesmo à sua frente.
Depois... depois queixam-se do que está atrás.
Depois... depois queixam-se do que está atrás.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Chave
O mundo é mesmo feito de idiotas! idiotas não... grandes idiotas mesmo!
Há que mandá-los todos embora pela porta de saída de emergência! E trancá-la bem trancada a seguir...
Eu já encontrei o trinco. Agora... agora só falta a chave.
Há que mandá-los todos embora pela porta de saída de emergência! E trancá-la bem trancada a seguir...
Eu já encontrei o trinco. Agora... agora só falta a chave.
domingo, 5 de junho de 2011
05/06
Quando começamos a esquecer-nos das datas, começamos a livrar-nos dos momentos.
O problema é quando depois de nos esquecermos, de repente voltamos a lembrar-nos... Pelo menos tu já esqueceste, eu metade, dá 3 quartos de caminho andado para o passado ficar bem livrado naquele livro onde finalmente deixaram de existir páginas em branco...
Hoje acordei, e tudo estava diferente... e desta vez... ainda bem!
O problema é quando depois de nos esquecermos, de repente voltamos a lembrar-nos... Pelo menos tu já esqueceste, eu metade, dá 3 quartos de caminho andado para o passado ficar bem livrado naquele livro onde finalmente deixaram de existir páginas em branco...
Hoje acordei, e tudo estava diferente... e desta vez... ainda bem!
segunda-feira, 30 de maio de 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
Maxilar
Não existe mentira grande o suficiente para o tapar... esse buraco tão volumoso que tu fazes tanta questão de continuar a ocupar.
Deixa-me mentir bolas! Deixa-me viver a felicidade de quem conta uma mentira e toda a gente acredita, inclusivé tu! como as crianças... é um gozo tão grande! bolas, porque tens de ser sempre a criança que não sabe nada, não percebe nada e coitado... é normal... e ainda desmanchas as minhas petas! bolas... se não forem elas... sorriso mais nenhum se prega ao meu maxilar...
PS: Amo-te.
Deixa-me mentir bolas! Deixa-me viver a felicidade de quem conta uma mentira e toda a gente acredita, inclusivé tu! como as crianças... é um gozo tão grande! bolas, porque tens de ser sempre a criança que não sabe nada, não percebe nada e coitado... é normal... e ainda desmanchas as minhas petas! bolas... se não forem elas... sorriso mais nenhum se prega ao meu maxilar...
PS: Amo-te.
sábado, 21 de maio de 2011
Assassino
Tenho saudades do preto... daquele fundo preto que me acalmava... não há uma aragem de paz à minha volta que me acalme... paz... nunca saberei definir tal palavra, tal sopro segredado que voa pelos ventos e nunca pára dentro de mim, nunca a consegui prender! incrível como mesmo na situação em que estou, quero prender algo para mim... não é que mais ninguém possa ter, mas devia ser a próxima a merecer tal sensação, era justo... quero tanto paz... essa paz... esse sono profundo e sereno... esse conforto, esse sorriso sincero que rasga orelha a orelha e que passa pelo coração... levaste de mim tudo! não pensas nisso? não te arrependes? não sentes o mínimo remorso?? Assassino... bolas... e eu a pensar que já sabia escrever sem mencionar a 2ª pessoa do singular...
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Idiota
Tinhas tanto medo de me perder, e não te cansaste de fazer tudo para que isso acontecesse... 2 vezes!
Sempre disse que o melhor era nunca me teres ganho...
Sim... idiota!
Sempre disse que o melhor era nunca me teres ganho...
Sim... idiota!
domingo, 8 de maio de 2011
Droga
És como uma droga regulada por mim e por ti. Se não for em excesso porque não consumir-te e aproveitar ao máximo o tempo do efeito? Sempre ouvi dizer que a droga, desde que a quantidade seja controlada, não é prejudicial à saúde do ser humano. Alucinar que somos felizes, sempre nos faz sentir a felicidade por instantes... Sem essa alucinação, vivemos afundados na dor da deprimência...
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Não expires
Depois de expirarmos e deitarmos todo o ar cá para fora, precisamos de inspirar novamente. Não existe qualquer intervalo entre essas duas acções. Mas eu não tenho um novo oxigénio para inspirar, se expirar não volto a inspirar a seguir. Então, ficarei sempre a asfixiar-me no meu próprio ar, preso cá dentro, porque não pode ser deitado cá para fora... Também, ou morro de uma forma, ou morro da outra!
Não se escreve
sim, eu ja sei, Aquilo que dizes não se escreve! Se escrevesse teria agora pilhas de folhas riscadas a preto porque nem o lápis soube usar! Também... passo a vida a esquecer-me da borracha em casa.
domingo, 1 de maio de 2011
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Já não sinto dor, mas o coração, esse... continua a doer! e chora, chora... espreme me os olhos até ficarem secos e vazios! cegos já eles são... Cegueira, a nova explicação possivel racional para esta coisa. Ceguinha de te ver, então que deixe de te ver! como quero fechar o livro se não paro de tentar escrever novas páginas?! se me vais colocando novas folhas em branco para eu escrever e acusares-me de ser eu quem imagina! Se não houvessem folhas em branco, este livro já teria ganho pó!
Pois... Vai à merda!
Pois... Vai à merda!
domingo, 24 de abril de 2011
Junto a mim
Há dias em que acordo e descubro que ainda sei sonhar.
Enquanto houver marés há céu e mar, há a tua forma de existir... com calor e frio. E enquanto a maré sobe e desce, eu continuo a caminhar, calçada sobre a areia, à espera de poder sentir de novo as conchas debaixo da palma dos meus pés... a sensação de ter mais um par de algo a caminhar junto ao que é meu, para não ter medo...
Esta mística saudade de um corpo encostado ao outro.
Enquanto houver marés há céu e mar, há a tua forma de existir... com calor e frio. E enquanto a maré sobe e desce, eu continuo a caminhar, calçada sobre a areia, à espera de poder sentir de novo as conchas debaixo da palma dos meus pés... a sensação de ter mais um par de algo a caminhar junto ao que é meu, para não ter medo...
Esta mística saudade de um corpo encostado ao outro.
sábado, 9 de abril de 2011
Outro nada
Será o inicio de outro livro, outra história... ou simplesmente uma outra página?... Com final definido, o mesmo de sempre, o real, o incerto ou totalmente desconhecido... Talvez esteja novamente a espera que o sonho acabe e passe... deve estar quase.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Representador
nada sabe a nada... porque tudo tem de ser encenado. Não fingido, encenado... são coisas diferentes! Eu não finjo que estou feliz quando estou contigo, eu represento uma pessoa feliz que está contigo, porque já soube o que era isso. E não é isso que qualquer bom actor faz? Buscar sentimentos já vividos e colocá-los ali, naquele momento, naquele personagem? O Humano é um completo actor, representa tão completamente que é dor, a dor que deveras sente! Neste caso a felicidade, porque eu sinto-me, estou e represento bem quando estou contigo! No entanto tudo continua a saber a nada... a peça já acabou e eu... bem eu continuo em palco.
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