sexta-feira, 6 de maio de 2011
Não se escreve
sim, eu ja sei, Aquilo que dizes não se escreve! Se escrevesse teria agora pilhas de folhas riscadas a preto porque nem o lápis soube usar! Também... passo a vida a esquecer-me da borracha em casa.
domingo, 1 de maio de 2011
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Já não sinto dor, mas o coração, esse... continua a doer! e chora, chora... espreme me os olhos até ficarem secos e vazios! cegos já eles são... Cegueira, a nova explicação possivel racional para esta coisa. Ceguinha de te ver, então que deixe de te ver! como quero fechar o livro se não paro de tentar escrever novas páginas?! se me vais colocando novas folhas em branco para eu escrever e acusares-me de ser eu quem imagina! Se não houvessem folhas em branco, este livro já teria ganho pó!
Pois... Vai à merda!
Pois... Vai à merda!
domingo, 24 de abril de 2011
Junto a mim
Há dias em que acordo e descubro que ainda sei sonhar.
Enquanto houver marés há céu e mar, há a tua forma de existir... com calor e frio. E enquanto a maré sobe e desce, eu continuo a caminhar, calçada sobre a areia, à espera de poder sentir de novo as conchas debaixo da palma dos meus pés... a sensação de ter mais um par de algo a caminhar junto ao que é meu, para não ter medo...
Esta mística saudade de um corpo encostado ao outro.
Enquanto houver marés há céu e mar, há a tua forma de existir... com calor e frio. E enquanto a maré sobe e desce, eu continuo a caminhar, calçada sobre a areia, à espera de poder sentir de novo as conchas debaixo da palma dos meus pés... a sensação de ter mais um par de algo a caminhar junto ao que é meu, para não ter medo...
Esta mística saudade de um corpo encostado ao outro.
sábado, 9 de abril de 2011
Outro nada
Será o inicio de outro livro, outra história... ou simplesmente uma outra página?... Com final definido, o mesmo de sempre, o real, o incerto ou totalmente desconhecido... Talvez esteja novamente a espera que o sonho acabe e passe... deve estar quase.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Representador
nada sabe a nada... porque tudo tem de ser encenado. Não fingido, encenado... são coisas diferentes! Eu não finjo que estou feliz quando estou contigo, eu represento uma pessoa feliz que está contigo, porque já soube o que era isso. E não é isso que qualquer bom actor faz? Buscar sentimentos já vividos e colocá-los ali, naquele momento, naquele personagem? O Humano é um completo actor, representa tão completamente que é dor, a dor que deveras sente! Neste caso a felicidade, porque eu sinto-me, estou e represento bem quando estou contigo! No entanto tudo continua a saber a nada... a peça já acabou e eu... bem eu continuo em palco.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Espécie
Mesmo que te empurre, aproxima-te... cair é para os que se dominam pela lei da gravidade. E nós Nunca tivemos os pés bem assentes na terra... típico da nossa espécie.
domingo, 27 de março de 2011
Pequeno
Agora já sei... És pequeno demais para tornar um grande sonho realidade, especialmente o meu.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Apetecimentos
Não é que sequer me apeteça rir... também não me apetece chorar, habituei-me mas dói, como se nos injectassem algo na cabeça, depois a cabeça incha, passa para o pescoço, os ombros e os braços! como se tivesse andado a carregar camiões o dia inteiro! Não, nada há-se poder pesar assim tanto! Nem tu...
domingo, 20 de março de 2011
sábado, 12 de março de 2011
Em vão
É tão triste sonhar tanto em vão. É tão triste sentir que vivemos a realidade em vão!... porque nunca foi real, porque foram apenas sonhos, alucinações, e... eles eram tão bons! e porque não se vão embora? Porquê? Vivemos destinados à cegueira do coração e dos olhos, que vivem de sonhos grandes e pequenoa e depois uns tornam-se realidade... outros não. Amanha-te!
Banalidade humana
Estamos todos destinados à vulgaridade... uns mais do que outros. Como máquinas com livro de instruções, e quando avariam... ou metemos uns químicos próprios para o tipo de avaria, ou chamamos o mecânico... e todos funcionamos assim. O que varia é a máquina, branca, preta, de lavar roupa, loiça, de costura... o que a faz funcionar, viver, o que a faz bombar e ser algo útil, é sempre o mesmo. Banalidade humana...
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Fuga de luz
Tudo tem um fim. E neste fim acordo sempre de manhã na minha cama, com o primeiro raio de sol, aquele que entra pela janela todos os dias, à mesma hora, porque a cortina ficou mal fechada...
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Formas temporais
Antes de ontem tudo existia e os meus olhos fechavam-se de tanto sonhar!... Ontem, fui obrigada a abrir os olhos e acabei sozinha... Queria fugir para longe e esquecer que tudo existiu, que o mundo existia. Hoje... Hoje também. Hoje é sempre igual a ontem. O Amanhã é que continuará a ser uma verdadeira incógnita, e o depois de amanhã... bem, esse simplesmente não existe.
Continuo a não saber em qual delas me encaixo...
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Grito
A voz grita mas não pode gritar, então Se não sabes ler, pelo menos ouve este doloroso silêncio e entende!
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Asma
Não existem medicamentos que curem a asma, na verdade a asma cura-se apenas por si própria ao seu ritmo... Mas existem medicamentos que nos ajudam a controlá-la, que nos ensinam a combatê-la!... e é isso que eu quero de si, é isso que eu quero.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Recompensação
A vida não é feita de recompensas, indeed...
Como quando tínhamos de decorar a tabuada e recebíamos um rebuçado, ou adivinhávamos uma resposta e ganhávamos um chocolate... Por mais bons que possamos provar que somos, por mais esforço e suor gasto, nem sempre cortamos a meta em primeiro lugar e recebemos aquele troféu. Há que saber contentarmo-nos com o facto de a termos alcançado, ao nosso ritmo, e saber que fizemos o melhor que podíamos. Para a próxima será melhor... recompensação? que palavra mais ordinária e única que haviam de inventar, pertence sempre apenas a um ou a ninguém.
Como quando tínhamos de decorar a tabuada e recebíamos um rebuçado, ou adivinhávamos uma resposta e ganhávamos um chocolate... Por mais bons que possamos provar que somos, por mais esforço e suor gasto, nem sempre cortamos a meta em primeiro lugar e recebemos aquele troféu. Há que saber contentarmo-nos com o facto de a termos alcançado, ao nosso ritmo, e saber que fizemos o melhor que podíamos. Para a próxima será melhor... recompensação? que palavra mais ordinária e única que haviam de inventar, pertence sempre apenas a um ou a ninguém.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Atacadores
Estava a chover, e eu estava na paragem a atar o sapato. A verdade é que a minha vida não tem ponta por onde se lhe pegue, e não há nó de atacador nenhum que consiga atá-la ou desatá-la, molham-se e pisam-se todos os dias com a chuva, e ficam sujos de lama...
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Voltar para casa

Por mais confiança que tenhamos quando fugimos, quando agimos precipitadamente, acabamos sempre no fim por voltar para casa, por ligar àquela pessoa, por voltarmos para trás e voltarmos a seguir o nosso caminho.
já nem os olhos sabem falar a quem os sabe ler... eu quero ajuda, eu preciso de ajuda e se a tiver de pedir ao imenso céu estranho que cai sobre mim e estes caminhos perdidos que escolhi percorrer enquanto fugia... então que pelo menos as estrelas me oiçam e inventem uma terapia sem fala, um caminho ou um atalho para casa de novo, se assim puder ser... que volte para casa, para o meu quarto, para dentro de mim... onde não estou, à demasiado tempo.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Tudo será melhor
Sabem a sensação de acordar de manhã e ter a cara esborratada de olheiras? Pior que isso, tentar olhar olhos nos olhos e não haver imensidão, brilho... apenas um opaco vazio... uma palidez encrostada.... Aguenta, é só mais uma noite... Tudo será melhor que isto, tudo será melhor do que acordar de manhã e sentir o eco de um profundo vazio que nos esmaga a pouco e pouco aquilo que somos.
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